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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Capela do antigo Convento do Salvador

Arquitectura Religiosa / Capela

Designação
Designação Atual
Capela do antigo Convento do Salvador
Outras Designações
Convento do Salvador / Lar Conde de Agrolongo (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Capela
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
O antigo convento do Salvador foi fundado pelo Arcebispo D. Frei Agostinho de Jesus que, no final do século XVI, concretizou uma ideia já presente no governo dos seus antecessores, nomeadamente, de D. Diogo de Sousa - transferir para Braga as religiosas do convento de Vitorino das Donas, situado em Ponte de Lima.
A primeira pedra do novo edifício foi lançada em 1595, e em 1604 já a igreja e algumas das dependências conventuais se encontravam parcialmente levantadas (OLIVEIRA, 1999, p. 115). Na verdade, o portão do templo ostenta a data de 1616, o que indica o término da obra neste espaço (OLIVEIRA, 1994, p. 44). Não se conhece quem riscou a planta da igreja, muito embora Eduardo Pires de Oliveira aponte o nome de Geraldo Álvares, padre arquitecto activo em Braga neste período, como o seu mais provável autor (OLIVEIRA, 1999, p. 115).
O convento foi sendo alvo de melhoramentos ao longo dos tempos, acompanhando as necessidades de cada época, principalmente depois da Extinção das Ordens Religiosas, que lhe modificaram a sua vocação primeira. Em 1905 começou a ser concebido um projecto de adaptação do edifício a lar, da autoria do arquitecto João de Moura Coutinho. Inaugurado em 1915, o lar conservou o claustro original, cuja fonte foi executada pelo mestre de pedraria Francisco Vaz (IDEM), mantendo, na generalidade, as estruturas do convento.
Regressando à capela, o portal principal desapareceu aquando da execução da actual fachada (COSTA, 1998, p. 33). Situava-se a meio do alçado lateral Sul, uma vez que, tal como as outras igrejas dos conventos femininos, não dispunha de fachada principal, situando-se o pórtico na lateral. Este, é ainda visível em fotografias antigas (OLIVEIRA, 1994, p. 43). De verga recta, era flanqueado por dupla colunata, com capitéis, entre as quais se encontrava a imagem de São Bento, do lado direito, e de Santa Escolástica, do lado esquerdo. As colunas suportavam um friso sobre o qual se erguia, ao centro, um nicho sobrepujado por frontão triangular, acolhendo uma imagem de Cristo. Como já referimos, este portal remontava a 1616, inscrevendo-se numa linguagem maneirista, própria da época.
Se o exterior se define pela depuração arquitectónica e decorativa, o interior destaca-se pelos múltiplos elementos de talha, azulejo e pintura, que confluem na criação de um espaço barroco e profundamente sensorial. Estes denunciam, no entanto, diferentes campanhas de obras. Os azulejos de fabrico lisboeta que revestem os panos murários são seiscentistas, sabendo-se que foram aplicados no início da década de 1630 (OLIVEIRA, 1994, p. 46). Alguns anos antes havia sido executado o segundo retábulo-mor. O primeiro era da autoria de um pintor lisboeta - Salvador Mendes. O que o substituiu datava de 1624-25 e havia sido entalhado por Ambrósio Dias, com pinturas de Gonçalo Coelho. Foi apeado no século XVIII, conservando-se as pinturas nas paredes da capela-mor. Ainda do século XVII é o tecto de caixotões da nave, que Vítor Serrão (1993 e 1986, p. 86) atribuiu ao pintor Domingos Lourenço Pardo, cuja pintura se filia no gosto tardo-maneirista de Diogo Teixeira ou Simão Rodrigues.
A segunda grande campanha decorativa ocorreu já no segundo quartel do século XVIII, dotando a capela-mor de um novo retábulo, de estilo nacional, desenhado por frei Luís de São José e executado por Gabriel Rodrigues, entalhador com vasta obra reconhecida no Norte do país (OLIVEIRA, 1994, p. 48). Ao mesmo artífice tem vindo a ser atribuída a talha que reveste as paredes da capela-mor, bem como o trabalho da púlpito, de grande qualidade, e também datável do início da década de 1730 (IDEM, p. 60). Por sua vez, o tecto de caixotões, com alegorias aos continentes, às estações do ano e aos quatro elementos, tem vindo a ser atribuído ao pintor portuense Manuel Furtado de Mendonça (IDEM, p. 54).
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
Decreto n.º 42 692, DG, I Série, n.º 276, de 30-11-1959 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Braga / Braga / Braga (São José de São Lázaro e São João do Souto)
Praça do Conde de Agrolongo, vulgo Campo da Vinha
Braga -
Polícia:
LATITUDE
41.552974
LONGITUDE
-8.426955
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1595
1595, e em 1604 já a igreja e algumas das dependências conventuais se encontravam parcialmente levantadas (OLIVEIRA, ...
1604
1604 já a igreja e algumas das dependências conventuais se encontravam parcialmente levantadas (OLIVEIRA, 1999, p. 1
1616
1616, o que indica o término da obra neste espaço (OLIVEIRA, 1994, p. 4
1624
1624-25 e havia sido entalhado por Ambrósio Dias, com pinturas de Gonçalo Coelho. F
1630
1630 (OLIVEIRA, 1994, p.
1730
1730 (IDEM, p.
1905
1905 começou a ser concebido um projecto de adaptação do edifício a lar, da autoria do arquitecto João de Moura Couti...
1915
1915, o lar conservou o claustro original, cuja fonte foi executada pelo mestre de pedraria Francisco Vaz (IDEM), man...
1959
1959 (ver Decreto) O antigo convento do Salvador foi fundado pelo Arcebispo D.
1986
1986, p.
1993
1993 e 1986, p.
1994
1994, p.
1998
1998, p.
1999
1999, p.
7
IMAGENS
5
BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"A propósito de uma pintura do Mosteiro do Salvador, hoje no Museu Nacional de Arte Antiga", Diário do Minho SERRÃO, Vítor Edição 2003
O edifício do Convento do Salvador: de Mosteiro de Freiras ao Lar Conde de Agrolongo OLIVEIRA, Eduardo Pires de Edição 1994 Braga
Braga - percursos e memória de granito e oiro OLIVEIRA, Eduardo Pires de Edição 1999 Porto
Manuel Fernandes da Silva mestre e arquitecto de Braga: 1693-1751 ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da Edição 1996 Braga
Braga - roteiro histórico e monumental COSTA, Luís Edição 1998 Braga

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