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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Antigo Paço Episcopal Bracarense, onde está instalada a Biblioteca Pública e Arquivo Distrital de Braga

Arquitectura Religiosa / Paço

Designação
Designação Atual
Antigo Paço Episcopal Bracarense, onde está instalada a Biblioteca Pública e Arquivo Distrital de Braga
Outras Designações
Paço Arquiepiscopal de Braga / Biblioteca Pública e Arquivo Distrital de Braga / Reitoria da Universidade do Minho (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Paço
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
O Paço arquiepiscopal de Braga é um dos monumentos mais emblemáticos da cidade e, simultaneamente, um dos que mais intimamente está ligado à história da urbe, desde os tempos medievais até à actualidade. Desconhecemos quase tudo em relação às suas origens (com certeza contemporâneas da criação da diocese e, posteriormente, do arcebispado), mas a partir do século XIV, e durante os seis séculos seguintes, a história do monumento é de tal forma rica que dificulta mesmo qualquer estudo monográfico do conjunto.
São quatro as grandes fases de construção do monumento, ainda hoje bem visíveis. A principal, e a que possui maior impacto, é a gótica. O seu início deve remontar à década de 30 do século XIV, altura em que o arcebispado era regido por D. Gonçalo Pereira, mas a sua configuração geral pertence já ao século XV, na sequência da campanha construtiva empreendida por D. Fernando da Guerra, arcebispo entre 1422 e 1436. Sob o comando de Mestre Fernão Martins, as obras duraram cerca de duas décadas, estando a torre principal concluída em 1439. Este corpo gótico foi bastante adulterado no século XX, mas mantém algumas das características essenciais. Ocupando grande parte do alçado virado para o Jardim de Santa Bárbara, compõe-se de vários corpos, a diferentes registos, mas cujo aparelho construtivo de granito (onde existem algumas pedras almofadadas de tradição clássica), e a uniformização estética das obras de restauro, lhe consagra uma notável homogeneidade estética. Antes da intervenção da DGEMN, tinham sido vários os acrescentos, desde janelas de feição moderna até a adulterações dos pisos originais. Hoje, a sua torre apresenta três andares e os vãos (de arco quebrado) foram dispostos nos alçados de forma simétrica, numa procura consciente de uma ideia de medievalidade que, o mais natural, foi nunca ter existido.
A segunda grande campanha construtiva deste espaço ocorreu no século XVI. Por iniciativa de D. Diogo de Sousa, um dos arcebispos incontornáveis da história bracarense, as obras privilegiaram as fachadas que confrontavam com a Rua do Souto, aquela que mais directamente dava para o centro histórico. Dois equipamentos marcam claramente esta campanha e revelam bem o conteúdo erudito, cenográfico e de prestígio pretendido: diante da fachada principal, a Fonte dos Castelos (assim denominada por apresentar uma decoração essencialmente com castelos) impressiona pela sua dimensão; a Leste, uma grande galeria, de feição maneirista, de dois registos sendo o térreo parcialmente aberto em arcadas, reforça a planta quadrangular da praça.
De maior amplitude foram as obras barrocas, que se desenvolveram ao longo de toda a primeira metade do século XVIII. D. Rodrigo de Moura Teles ampliou o conjunto e o seu sucessor, D. José de Bragança, encarregou-se de dotar as obras de um cunho bem mais aparatoso. Em 1866, este corpo foi totalmente consumido por um incêndio. O que hoje observamos resulta de uma reconstrução integral executada nos anos 20 e 30 do século XX, campanha que conferiu ao monumento uma fachada tripartida de impacto cenográfico, com corpo central ligeiramente recuado e a dois registos, ladeado por dois corpos quadrangulares de alçados definidos em três andares.
Mas o aspecto actual de todo este imenso conjunto edificado é o produto das obras de restauro, efectuadas nas décadas de 30 e 40 do século XX. Imbuídos de um espírito pretensamente neo-gótico, os restauradores dotaram a ala gótica de uma ambiência medievalizante, recorrendo a paredes nuas, ostensivamente revelando o aparelho construtivo.
No último século, foram muitos os serviços aqui estabelecidos. De Quartel de Infantaria a tribunal, de Museu a Quartel dos Bombeiros Municipais, de Loja municipal a sede do Instituto Minhoto de Estudos Regionais, o conjunto está, hoje, convertido em Reitoria e Biblioteca da Universidade do Minho, função que reverteu para a comunidade um dos mais notáveis edifícios bracarenses.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto n.º 47 508, DG, I Série, n.º 20, de 24-01-1967 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 9914629
Localização
Braga / Braga / Braga (Maximinos, Sé e Cividade)
Praça do Município
Braga -
Polícia:
LATITUDE
41.550946
LONGITUDE
-8.426611
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1422
1422 e 1436.
1436
1436.
1439
1439.
1866
1866, este corpo foi totalmente consumido por um incêndio.
1967
1967 (ver Decreto) O Paço arquiepiscopal de Braga é um dos monumentos mais emblemáticos da cidade e, simultaneamente,...
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IMAGENS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Biblioteca Pública de Braga: Universidade do Minho NUNES, Henrique M. Barreto Edição 1991 Braga
Biblioteca Pública de Braga: memória e mudança NUNES, Henrique M. Barreto Edição 1987 Braga
História da Arte em Portugal - o Gótico ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de, BARROCA, Mário Jorge Edição 2002 Lisboa
Braga nos finais da Idade Média: subsídios para o seu estudo MARQUES, José Edição 1983 Braga
"D. Diogo de Sousa, novo fundador da cidade de Braga", O Distrito de Braga, nº1 COSTA, Avelino de Jesus da Edição 1962 Braga
Resenha histórica de Braga medieval PINTO, Sérgio Augusto da Silva Edição 1968 Braga
Património e restauro em Portugal: 1920-1995 TOMÉ, Miguel Jorge Biscaia Ferreira Edição 1998 Porto
"A Biblioteca Pública de Braga: notas históricas", Boletim da Biblioteca Pública e do Arquivo Distrital de Braga, nº1 FEIO, Alberto Edição 1920 Braga

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