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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Atalaia Magra

Arquitectura Militar / Torre

Designação
Designação Atual
Atalaia Magra
Outras Designações
Atalaia da Cabeça Magra
Monumento da Atalaia Magra / Atalaia Magra (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Torre
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A Atalaia de Cabeça Magra é a única sobrevivente das quatro torres de vigia que formavam a linha defensiva da zona raiana da Contenda, composta pelas regiões alentejanas de Moura, Aroche e Encinasola. O aproveitamento de lugares estratégicos, elevados e com boa visibilidade, terá implicado a localização da Atalaia Magra sobre um antigo castro da Idade do Ferro, levantado numa colina isolada sobre uma linha de água, local que já sofrera ocupação romana, e que permite comunicação visual com o castelo e as restantes atalaias. A torre estaria rodeada por um recinto muralhado, do qual restam alguns vestígios. É de planta circular, alta e estreita, com cerca de quatro metros de diâmetro por doze de altura, proporção que parece justificar a denominação de Atalaia Magra. A mais de um metro do chão rasga-se um portal gótico em arco ogival, ao qual se acederia por escada de madeira removível, de forma a tornar o acesso mais restrito. Os muros, em aparelho de alvenaria miúda, ruíram em boa parte do lado oeste da torre. Na parte que resta, a pouca distância do topo, vêem-se ainda três pequenas janelas quadrangulares. No interior existiam dois pisos, sendo o inferior coberto por abóbada de pedra, e o superior certamente por tecto de madeira, hoje desaparecido. O acesso aos andares faz-se por escada de pedra, em caracol.
Funcionando em conjunto com o baluarte do Castelo de Moura, a Torre da Atalaia Magra assegurava a defesa das populações contra as investidas castelhanas, aspecto particularmente importante numa região fronteiriça, e ao longo dos conturbados séculos XIII, XIV e XV, quando este sistema militar terá desempenhado papal de maior relevo. A construção desta atalaia, edificada juntamente com as torres da Atalaia da Cabeça Gorda, de Porto Mourão e de Alvarinho, data provavelmente do século XIII, sendo de notar que em 1290 D. Dinis ordenou justamente a remodelação do Castelo de Moura, construindo-se nesta data a sua Torre de Menagem. Ao contrário da Atalaia Magra, as atalaias de Porto Mourão, da Cabeça Gorda e de Alvarinho eram de planta quadrangular.
Todo o conjunto defensivo se insere numa região de paisagem diversificada, com planícies e zonas montanhosas, onde se desenvolve hoje uma Reserva natural, habitat de uma importante população de veados, entre muitos exemplares de fauna e flora local, constituindo usufruto comunitário das populações desde há séculos. SML
Diploma de Classificação
Decreto n.º 1/86, DR, I Série, n.º 2, de 3-01-1986 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 181502
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Beja / Moura / Moura (Santo Agostinho e São João Baptista) e Santo Amador
- no Monte da Atalaia
Moura -
Polícia:
LATITUDE
38.138038
LONGITUDE
-7.417722
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1290
1290 D.
1986
1986 (ver Decreto) A Atalaia de Cabeça Magra é a única sobrevivente das quatro torres de vigia que formavam a linha d...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses ALMEIDA, João de Edição 1948 Lisboa
Monografia arqueológica do concelho de Moura LIMA, José Fragoso de Edição

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

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