Durante o período romano, Chaves era um dos mais importantes núcleos urbanos da península, havendo notícia de que, à época das invasões suevas no noroeste transmontano, a cidade era sede de um bispado cristão. No entanto, o templo primitivo teria sido praticamente arrasado, e na época da ocupação árabe, a diocese foi extinta e o templo designado sede de paróquia.
As primeiras referências documentais à igreja de Santa Maria Maior surgem nas Inquirições Afonsinas de 1259 (CARNEIRO, 1977, p. 12). O templo românico terá sido construído possivelmente no século XII, sobre as fundações da época visigótica. Da estrutura medieval subsistem ainda a torre sineira e o seu portal.
No reinado de D. João III foi feita uma grande reforma edificativa, que integrou na estrutura românica das fachadas dois magníficos portais renascentistas.
Os dois apresentam uma estrutura semelhante, de linhas sóbrias inspiradas na tratadística italiana, em que um arco de volta perfeita se rasga ladeado por colunelos e inserido num frontão de remate triangular. O portal lateral, atribuído ao pedreiro-escultor João Noblé (SERRÃO, 1998, p. 75), destaca-se pela decoração repleta de motivos de grutesco , possuindo esculpidos no extradorso do arco os bustos de São Pedro e São Paulo.
O espaço interior conserva a primitiva estrutura medieval, dividindo-se em três naves marcadas por robustos pilares, cobertas por tecto de madeira edificado no século XIX, uma vez que originalmente a cobertura era feita por abóbadas de canhão.
Antecedendo a capela-mor, dispõem-se duas capelas. À direita a Capela do Santíssimo, edificada no século XVI e reconstruída em meados de Setecentos, com tecto abobadado rematado por lanternim. No espaço fronteiro, a capela é dedicada a Santa Maria, atrás da qual se situa a sacristia.
A capela-mor terá sido reedificada já na segunda metade do século XVI, cerca de 1561, a expensas do licenciado Domingos Gonçalves. Abrindo com um arco triunfal ogival encimado por painel de azulejos, alusivo à Assunção de Maria, é coberta por abóbada polinervada, apoiada em mísulas.
Catarina Oliveira
GIF/IPPAR/2006
Diploma de Classificação
Decreto n.º 67/97, DR, I Série-B, n.º 301, de 31-12-1997 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público
ZEP
n/a
Afectação
12707538
Abrangido
em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra
Classificação
Sem registos associados
Localização
Vila Real / Chaves / Santa Maria Maior
Praça de Camões
Chaves -
Polícia:
LATITUDE
41.739585
LONGITUDE
-7.470678
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1259
1259 (CARNEIRO, 1977, p.
1561
1561, a expensas do licenciado Domingos Gonçalves.
1977
1977, p.
1997
1997 (ver Decreto) Durante o período romano, Chaves era um dos mais importantes núcleos urbanos da península, havendo...
1998
1998, p.
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André de Padilha e a pintura quinhentista: entre o Minho e a Galiza