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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Torre de Grade

Arquitectura Militar / Torre

Designação
Designação Atual
Torre de Grade
Outras Designações
Torre de Faro / Torre da Grade (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Torre
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A Torre da Grade é uma das muitas casas-torres que pontuaram a paisagem do Entre-Douro-e-Minho nos finais da Idade Média. Na actualidade, e apesar das múltiplas transformações ocorridas, a sua silhueta modesta recorda ainda esse passado medieval, ao mesmo tempo que comprova o estatuto relativamente secundário da propriedade ao longo da história.
As suas origens recuam ao século XV, mais precisamente à altura em que Álvaro Pires de Grade (marido de D. Branca Lopes Pacheco, pertencente a uma das mais importantes famílias portuguesas da segunda metade do século XIV) mandou construir a torre senhorial para sua residência. Dessa altura, conserva-se ainda parte da estrutura acastelada, tipicamente baixo-medieval.
È uma torre quadrangular, implantada isoladamente no alto de uma colina dominante, e compõe-se de três pisos, cujos vãos e organização interior foram grandemente adulterados pelas obras modernas. A coroá-la, a todo o redor do edifício, subsiste uma composição de ameias chanfradas, harmonicamente dispostas, que reforçam o carácter militarizado que a construção fundacional pretendeu evidenciar.
A lista de proprietários da quinta é extensa, tendo passado para a posse dos morgados da Andorinha nos finais do século XVII, altura em que era detida por Francisco Pereira de Castro. Deverá datar dessa época, ou das décadas seguintes, a profunda remodelação do espaço residencial. Não só se patrocinaram reformas na velha estrutura medieval, como se optou por construir um segundo corpo, adossado ao primeiro. Este, é de planta rectangular de dois pisos e recorreu a um aparelho "anárquico", alternando os grandes silhares com abundante pedra miúda consolidada com argamassa. Edificação modesta e de fracos recursos económicos, o espaço divide-se em dois andares claramente diferenciados em termos funcionais: o piso térreo foi destinado a serviços de apoio, enquanto que o andar nobre impõe uma certa simetria ao alçado, com porta central (de arco recto e com acesso através de uma escadaria axial, com patim protegido por corrimão de ferro) ladeado por janela rectangular de guilhotina, faltando a do lado oposto.
Terá sido no mesmo momento em que se edificou este segundo corpo que se realizaram algumas alterações na torre. A porta principal, rasgada ao nível do segundo piso, é de arco recto e é encimada por brasão rectangular com as armas do proprietário. Sobrepõe-se-lhe uma janela de guilhotina semelhante à do corpo moderno, tipologia de vão que se repete noutras fachadas da torre. A face do último piso, voltada ao corpo residencial, possui uma janela de guilhotina ligeiramente desviada do eixo, que rompe com a simetria da fachada principal da torre.
Na posse de privados desde a sua construção, a Torre da Grade permanece como uma referência baixo-medieval na paisagem, evocadora da organização senhorial do espaço e das múltiplas alterações que se sucederam nos edifícios residenciais da nossa nobreza fundiária.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto n.º 95/78, DR, I Série, n.º 210, de 12-09-1978 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Viana do Castelo / Arcos de Valdevez / Grade e Carralcova
-- -
Grade -
Polícia:
LATITUDE
41.87089
LONGITUDE
-8.373681
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1978
1978 (ver Decreto) A Torre da Grade é uma das muitas casas-torres que pontuaram a paisagem do Entre-Douro-e-Minho nos...
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IMAGENS
2
BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Torres solarengas do Alto Minho GUERRA, Luís Figueiredo da Edição 1925
Solares Portugueses - Introdução ao Estudo da Casa Nobre AZEVEDO, Carlos de Edição 1969 Lisboa

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