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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Palace Hotel do Buçaco e mata envolvente, incluindo as capelas e ermidas, Cruz Alta e tudo o que nela se contém de interesse histórico e artístico, em conjunto com o Convento de Santa Cruz do Buçaco

Arquitectura Mista / Conjunto

Designação
Designação Atual
Palace Hotel do Buçaco e mata envolvente, incluindo as capelas e ermidas, Cruz Alta e tudo o que nela se contém de interesse histórico e artístico, em conjunto com o Convento de Santa Cruz do Buçaco
Outras Designações
Cerca do Antigo Convento dos Carmelitas Descalços da Província de Portugal / Mata Nacional do Buçaco / Palace Hotel do Buçaco (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Convento de Santa Cruz do Buçaco e Via Sacra na Mata do Buçaco (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Cerca do Antigo Convento dos Carmelitas Descalços da Província de Portugal / Mata Nacional do Buçaco (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Inventário Temático Norte Júnior 1905-1929 (Ver Inventário Temático Norte Júnior)
Tipologia
Conjunto
Itinerário Temático
Norte Júnior
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Imóvel
Situado na Mata do Buçaco, no espaço do antigo convento carmelita de Santa Cruz, o Palace Hotel do Buçaco é um conjunto de edifícios de gosto revivalista edificado entre 1888 e 1922, integrando o corpo principal do hotel (1888-1899), com interiores renovados em 1922, a Casa dos Cedros (1899), a ala sul e respetiva galeria (1904), a Casa dos Brasões (1905-1910) e a Casa dos Arcos depois reaproveitada para edificar a Casa dos Embrechados (1922). O complexo hoteleiro é um exuberante edifício neomanuelino, correspondendo não apenas a diferentes épocas de construção mas a diferentes projetistas e, consequentemente, a distintas formas de recriar num lugar considerado "mágico" uma das tipologias mais marcantes da arquitetura portuguesa.
A conjugação dos edifícios forma uma planimetria retangular, dominada pelo corpo do hotel numa das extremidades, a partir do qual se associam, interligados, os restantes espaços, nomeadamente o remanescente do antigo convento. O edifício principal foi construído como um palacete, com três pisos e um torreão, num decalque evidente da Torre de Belém. O interior apresenta espaços luxuosos decorados com requinte, cujos programas decorativos de pintura, escultura e azulejo foram entregues a renomados artistas da época, como António Ramalho, Carlos Reis, João Vaz, Jorge Colaço e Costa Motta Sobrinho.
A Casa dos Brasões, construída como um pavilhão real anexo ao hotel destinado a albergar os monarcas nas suas viagens ao Buçaco, divide-se em três pisos, contemplando no projeto original a receção e a sala de jantar no piso térreo e os quartos nos pisos superiores, no intermédio para criados, no superior para a Família Real. No programa ornamental dos alçados, a casa mantém o desenho neomanuelino, com janelas maineladas inseridas em arcos de volta perfeita, cordames, medalhões com tondi e os brasões que dão nome ao espaço, colocados em torno do monumental arco de volta perfeita com janela que coroa a fachada principal.
História
A história do Convento do Buçaco remonta a 1628, quando a Ordem dos Carmelitas Descalços fundou na mata o único Deserto português. Deste complexo, que o convento e incluía pequenas capelas (representando eremitérios), subsistiu a igreja. Ao contrário do que sucedeu com a maioria dos espaços conventuais depois da extinção das ordens religiosas, que foram vendidos a particulares, o Buçaco foi mantido na posse do Estado. Se num primeiro momento a Coroa pensou construir ali um palácio real, nas últimas décadas do século XIX o Ministro das Obras Públicas, Emídio Navarro, propôs que se construísse na cerca da mata um "palácio do Povo", ou seja, um hotel, encarregando o cenógrafo Luigi Manini do projeto. Este foi aprovado em 1888, ano em que se iniciou a primeira fase das obras, que decorreu até 1899.
Em 1905 Manuel Joaquim Norte Júnior era contratado para desenhar o "anexo real" que veio a ser conhecido como Casa dos Brasões, mantendo a linguagem neomanuelina do corpo principal desenhado anos antes por Manini. Porém, o jovem arquiteto imprime o seu cunho pessoal ao programa, assumindo uma "concepção nitidamente beauxartiana na sua construção" (Tostões: 2004, p. 77), onde sobressaem elementos estruturais que mais tarde serão definidores da sua obra, como o grande meio arco de volta perfeita que integra uma janela coroando a fachada (repetido depois no palacete da Fontes Pereira de Melo ou no atual Clube Militar Naval) ou as janelas geminadas integradas num arco de volta perfeita (integradas, em escala diferente, n' A Voz do Operário e no Palace Hotel da Curia). Norte Júnior seria ainda responsável pela ala que passou a ligar este edifício à Casa do Cedro, em torno da igreja, e pela remodelação e ampliação da Casa dos Embrechados, bem como pelas obras dos espaços interiores já sob encomenda de Alexandre de Almeida, o empresário hoteleiro que modernizou o complexo nos anos 20.
Catarina Oliveira
DGPC, 2015
Diploma de Classificação
Portaria n.º 44/2018, DR, 2.ª série, n.º 13, de 18-01-2018 (fixou as restrições) (ver Portaria)
Decreto n.º 5/2018, DR, 1.ª série, n.º 10, de 15-01-2018 (reclassificou como MN e criou duas ASA e dois zonamentos) (ver Decreto)
Classificação aprovada no Conselho de Ministros de 7-12-2017
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 25-08-2017 do subdiretor-geral da DGPC
Anúncio n.º 95/2017, DR, 2.ª série, n.º 122, de 27-06-2017 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 11-04-2017 da diretora-geral da DGPC
Parecer de 22-03-2017 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a reclassificação como CIN/MN e as restrições a fixar
Proposta de 4-01-2017 da DRC do Centro para a reclassificação como CIN/MN e a fixação de restrições
Proposta de alterações de 29-12-2016 da CM da Mealhada
Pedido de parecer de 20-12-2016 da DRC do Centro à CM da Mealhada e à Fundação Mata do Buçaco sobre a proposta elaborada para apresentar à DGPC
Despacho de concordância de 18-08-2016 da diretora-geral da DGPC
Parecer de 6-07-2016 da SPAA do Conselho Nacional de Cultuta a propor a reclassificação como CIN/MN e a consequente devolução à DRC do Centro para propor as restrições a estabelecer
Despacho de 19-11-2015 do diretor-geral da DGPC a determinar que, atendendo a que não se trata de uma ampliação, se passe diretamente para a 2.ª fase do procedimento (decisão final)
Proposta de 6-11-2015 da DRC do Centro para abertura do procedimento de classificação como MN
Requerimento de 16-07-2015 da proprietária para classificação como MN
Declaração de Rectificação n.º 10-E/96, DR, I Série-B, n.º 127, de 31-05-1996 (rectificou a designação indicada no diploma anterior, de "Palacete" para "Palace") (ver Declaração)
Decreto n.º 2/96, DR, I Série-B, n.º 56, de 6-03-1996 (alterou a designação para "Palace Hotel do Buçaco e mata envolvente, incluindo as capelas e ermidas, Cruz Alta e tudo o que nela se contém de interesse histórico e artístico, em conjunto com o Convento de Santa Cruz do Buçaco" (ver Decreto)
Despacho de concordância de 8-06-1982 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer de 4-06-1982 do órgão consultivo do IPPC a propor a classificação como IIP do "Palace Hotel do Buçaco e mata envolvente, incluindo as capelas e ermidas, Cruz Alta e tudo o que nela se contém de interesse histórico e artístico, em conjunto com o Convento de Santa Cruz do Buçaco"
Decreto n.º 32 973, DG, I Série n.º 175, de 18-08-1943 (classificou o "Convento de Santa Cruz do Buçaco" como IIP) (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP n/a
Afectação 9913629
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Aveiro / Mealhada / Luso
-- --
Buçaco -
Polícia:
LATITUDE
40.376237
LONGITUDE
-8.365291
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1628
1628, quando a Ordem dos Carmelitas Descalços fundou na mata o único Deserto português. De
1888
1888 e 1922, integrando o corpo principal do hotel (1888-1899), com interiores renovados em 1922, a Casa dos Cedros (...
1899
1899), com interiores renovados em 1922, a Casa dos Cedros (1899), a ala sul e respetiva galeria (1904), a Casa dos B...
1904
1904), a Casa dos Brasões (1905-1910) e a Casa dos Arcos depois reaproveitada para edificar a Casa dos Embrechados (1...
1905
1905-1910) e a Casa dos Arcos depois reaproveitada para edificar a Casa dos Embrechados (1922).
1910
1910) e a Casa dos Arcos depois reaproveitada para edificar a Casa dos Embrechados (1922).
1922
1922, integrando o corpo principal do hotel (1888-1899), com interiores renovados em 1922, a Casa dos Cedros (1899), ...
1943
1943 (classificou o "Convento de Santa Cruz do Buçaco" como IIP) (ver Decreto) ImóvelSituado na Mata do Buçaco, no es...
1982
1982 do Secretário de Estado da Cultura Parecer de 4-06-1982 do órgão consultivo do IPPC a propor a classificação com...
1996
1996 (rectificou a designação indicada no diploma anterior, de "Palacete" para "Palace") (ver Declaração)Decreto n.º ...
2004
2004, p.
2015
2015 do diretor-geral da DGPC a determinar que, atendendo a que não se trata de uma ampliação, se passe diretamente p...
2016
2016 da CM da Mealhada Pedido de parecer de 20-12-2016 da DRC do Centro à CM da Mealhada e à Fundação Mata do Buçaco ...
2017
2017 Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 25-08-2017 do subdiretor-geral da DGPC Anúncio n.º 95/2...
2018
2018, DR, 2.ª série, n.º 13, de 18-01-2018 (fixou as restrições) (ver Portaria)Decreto n.º 5/2018, DR, 1.ª série, n.º...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
<i>O Neomanuelino ou a reinvenção da arquitectura dos Descobrimentos</i>. ANACLETO, Regina Edição 1994 Lisboa
"Palace-hotel: projectos de construção". <i>Monumentos</i>, n.º 20, pp. 64-73 ANACLETO, Regina Edição 2004 Lisboa
"Conjunto construído do palace-hotel e convento. Contributo para o conhecimento das suas diversas fases arquitectónicas, construtivas e estilísticas". <i>Monumentos</i>, n.º 20, pp. 80-85 FERNANDES, José Manuel Edição 2004 Lisboa
"Norte Júnior e o mundo da fantasia no Buçaco". <i>Monumentos</i>, n.º 20, pp. 74-79 TOSTÕES, Ana Cristina Edição 2004 Lisboa
"O Deserto Carmelita do Buçaco: Hum Breve Mapa da Cidade Santa de Jerusalém". <i>Monumentos</i>, n.º 20, pp. 36-41 GOMES, Paulo Varela Edição 2004 Lisboa
<i>Buçaco - O Deserto dos Carmelitas Descalços</i> GOMES, Paulo Varela Edição 2005 Coimbra
"Palace-hotel: um projecto de renovação". <i>Monumentos</i>, n.º 20, pp. 86-91 SANTOS, José Paulo, FIGUEIRA, Jorge Edição 2004 Lisboa
"Embrechados e azulejos do Deserto Carmelita". <i>Monumentos</i>, n.º 20, pp. 92-101 MECO, José Edição 2004 Lisboa
"O Neomanuelino do Palace-hotel: pistas para pensar a memória". <i>Monumentos</i>, n.º 20, pp.44-49 SILVA, Raquel Henriques da Edição 2004 Lisboa
"A cerca: uma paisagem entre o sagrado e o profano". <i>Monumentos</i>, n.º 20, pp. 8-19 MARQUES, Teresa Portela, ANDRESEN, Teresa Edição 2004 Lisboa
"Luigi Manini no Buçaco. Os passos da cenografia à arquitectura e as peripécias do processo administrativo". <i>Monumentos</i>, n.º 20, pp. 50-63 LUCKHURST, Gerald, PEREIRA, Denise Edição 2004 Lisba
"Costa Motta, Sobrinho: os Passos da Paixão de Cristo para as capelas da Via Sacra". <i>Monumentos</i>, n.º 20, pp.102-107 MORAIS, Cristina Edição 2004 Lisboa
"Os Passos da Paixão de Cristo segundo Rafael Bordalo Pinheiro". <i>Monumentos</i>, n.º 20, pp. 108-117 COUTO, Matilde Tomaz do Edição 2004 Lisboa
"Pinturas palaceanas: historicismo, fantasia e encenação". <i>Monumentos</i>, n.º 20, pp. 118-125 LEANDRO, Sandra Edição 2004 Lisboa
"A Batalha do Buçaco: obra azulejar de Jorge Colaço". <i>Monumentos</i>, n.º 20, pp. 126-131 MENDES, Valdemar dos Santos Edição 2004 Lisboa
<i>Norte Júnior: obra arquitectónica</i>, Tese de Mestrado em História da Arte. PAIXÃO, Maria da Conceição Ludovice Edição 1989 Lisboa

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Campo Militar da Batalha do Buçaco
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Mealhada; Penacova; Mortágua

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Casa dos Melos (ou Casa Rural) e Celeiros do Mosteiro do Lorvão
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Mealhada

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Pelourinho de Carvalho
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Penacova

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Igreja de São Mateus, paroquial do Botão, e respetivo património integrado
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Coimbra

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