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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Ruínas do Convento de Penafirme

Arquitectura Religiosa / Convento

Designação
Designação Atual
Ruínas do Convento de Penafirme
Outras Designações
Convento de Nossa Senhora da Assunção de Penafirme / Convento de Nossa Senhora da Assunção / Ruínas do Convento de Penafirme (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Convento
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Imóvel
Localizadas no limite da Póvoa de Penafirme, na freguesia de A dos Cunhados e Maceira, as Ruínas do Convento de Penafirme consistem nos vestígios que subsistem de um antigo cenóbio agostinho. É ainda visível a delimitação da estrutura da igreja, nomeadamente as paredes da nave retangular e da cabeceira quadrada sem transepto, à qual se adossava a sacristia. Ao templo juntam-se os indícios construtivos das dependências conventuais, que incluíam originalmente o claustro e as celas.
História
Segundo a Chronica da Ordem dos Agostinhos, escrita no século XVII por Frei António da Purificação, a fundação primitiva do Convento de Penafirme data de 840, sendo o edifício reedificado, nas palavras do cronista, no século XII (SILVA, Carlos G., www.cm-tvedras).
Na realidade, as primeiras referências documentais à presença de eremitas em Penafirme datam de 1226, reportando-se à decisão tomada pela Câmara de Torres Vedras de doar algumas propriedades a "Frei Gaibetino (...) da Ordem de Santo Agostinho, para que aí se pudesse instalar com os seus companheiros" (Idem, ibidem). Esta referência confirma o historial das fundações agostinhas no reino de Portugal, que se iniciaram precisamente nesta época e da qual se destacou a fundação da casa-mãe, em Lisboa.
Instalado num local ermo, junto ao mar, o cenóbio pouco terá crescido nos anos seguintes, recebendo diversas doações de nobres locais e esmolas da coroa ao longo dos séculos XIV e XV. No início do século XVI, a Ordem de Santo Agostinho passou por um período de profunda renovação, que alcançou o seu expoente no reinado de D. João III, com a execução da reforma da ordem dirigida por Frei Francisco de Vilafranca e Frei Luís de Montoya.
Em 1547 terá sido iniciada a edificação de um novo edifício conventual em Penafirme, junto ao cenóbio medieval. Devido possivelmente à pobreza da comunidade que ali estava sediada, a fábrica de obras prolongou-se até meados da centúria seguinte. Apenas em 1638 era sagrado o templo, dedicado a Nossa Senhora da Assunção, e no ano de 1642 ainda decorriam algumas obras no edifício conventual (Idem, ibidem).
Infelizmente, o que resta do Convento de Penafirme são algumas ruínas, uma vez a estrutura ficou profundamente destruída depois do terramoto de 1 de Novembro de 1755, obrigando a comunidade agostinha a abandonar o que restava do edifício. A sua proximidade do mar provavelmente acelerou o processo de degradação da estrutura que permaneceu depois do cataclismo, pelo que se pode considerar que o que hoje subsiste são vestígios não só da estrutura original mas da própria ruína setecentista pós-terramoto.
O sítio foi classificado como de interesse público em 1990, atendendo à memória histórica do local.
Catarina Oliveira
DGPC, 2018
Diploma de Classificação
Decreto n.º 45/93, DR, I Série-B, n.º 280, de 30-11-1993 (alterou a redacção para "Ruínas do Convento de Penafirme") (ver Decreto)
Proposta de 22-07-1991 da CM de Torres Vedras para que a designação fosse alterada para "Ruínas do Convento Velho de Penafirme"
Decreto n.º 29/90, DR, I Série, n.º 163, de 17-07-1990 (classificou as "Ruínas do «terceiro edifício» do Convento de Penafirme") (ver Decreto)
Edital N.º 57 de 27-05-1987 da CM de Torres Vedras
Despacho de homologação de 6-08-1985 do Ministro da Cultura
Despacho de concordância 29-07-1985 do vice-presidente do IPPC
Parecer de 23-07-1985 do Conselho Consultivo do IPPC a propor a classificação como IIP
Proposta de classificação de 4-04-1985 do IPPC
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 181502
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Torres Vedras / A dos Cunhados e Maceira
LATITUDE
39.163484
LONGITUDE
-9.355733
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1226
1226, reportando-se à decisão tomada pela Câmara de Torres Vedras de doar algumas propriedades a "Frei Gaibetino (......
1547
1547 terá sido iniciada a edificação de um novo edifício conventual em Penafirme, junto ao cenóbio medieval. Devi
1638
1638 era sagrado o templo, dedicado a Nossa Senhora da Assunção, e no ano de 1642 ainda decorriam algumas obras no ed...
1642
1642 ainda decorriam algumas obras no edifício conventual (Idem, ibidem).
1755
1755, obrigando a comunidade agostinha a abandonar o que restava do edifício.
1985
1985 do Ministro da Cultura Despacho de concordância 29-07-1985 do vice-presidente do IPPC Parecer de 23-07-1985 do C...
1987
1987 da CM de Torres Vedras Despacho de homologação de 6-08-1985 do Ministro da Cultura Despacho de concordância 29-0...
1990
1990 (classificou as "Ruínas do «terceiro edifício» do Convento de Penafirme") (ver Decreto) Edital N.º 57 de 27-05-1...
1991
1991 da CM de Torres Vedras para que a designação fosse alterada para "Ruínas do Convento Velho de Penafirme" Decreto...
1993
1993 (alterou a redacção para "Ruínas do Convento de Penafirme") (ver Decreto)Proposta de 22-07-1991 da CM de Torres ...
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Agostinhos", Dicionário de História Religiosa de Portugal, vol. 1 AZEVEDO, Carlos Moreira Edição 2000 Lisboa
Chronica da Antiquissima Provincia da ordem dos Eremitas de S. Agostinho, parte primeira PURIFICAÇÃO, Frei António da Edição 1642 Lisboa
"Os Eremitas de Santo Agostinho: o Mosteiro de Nossa Senhora da Assunção de Penafirme", www. cm-tvedras.pt SILVA, Carlos Guardado Edição
Descrição histórica e económica da vila e termo de Torres Vedras TORRES, Manuel Agostinho Madeira Edição 1861 Coimbra

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