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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Casa da Portela

Arquitectura Civil / Casa

Designação
Designação Atual
Casa da Portela
Outras Designações
Tipologia
Casa
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Pertença dos Pintos e Almeidas, como indica o brasão que coroa a entrada principal do edifício, a Casa da Portela é, no entanto, um imóvel bem anterior a 1788, data em que foi adquirido por esta família. Sabe-se que a casa já existia no século XVII, pertencendo, em 1629, a Francisco Saraiva e a sua mulher Britis Aranha (REGALEIRA, 1927, p. 7). É possível que a estrutura original remonte a esta época, ou a um período anterior, mas a opção pela planta em U e a regularidade dos alçados são indicadores da sua execução na centúria de Seiscentos, no decorrer da qual este género de planimetria constituiu uma das principais novidades (AZEVEDO, 1969, p. 55 e ss.).
A fachada principal é ritmada pela abertura de vãos simétricos, cuja leitura converge no eixo central, formado pela porta e brasão que a remata. Na verdade, este é o elemento estruturador de toda a composição, uma vez que a sua exibição em lugar de destaque exprimia a imagem de poder e de prestígio que os seus proprietários pretendiam transmitir. É possível que tal implique uma remodelação deste alçado, ou apenas a inserção do brasão, a partir de 1788.
Um friso linear marca a separação entre o rés-do-chão e o andar nobre, acentuando a horizontalidade do conjunto. Estruturados em função da entrada, os vãos apresentam uma composição idêntica de ambos os lados: duas janelas de sacada a que corresponde igual número de janelas de peito no piso térreo, flanqueadas por uma janela do andar nobre e uma fresta no inferior. A porta principal, de verga curva (tal como todos os restantes vãos), é encimada por frontão semicircular interrompido pelo brasão. O corpo, que se desenvolve num plano ligeiramente recuado, mantém as mesmas linhas compositivas, com janelas de guilhotina e portas de verga recta.
Contrastando com esta fachada de aparato, o alçado posterior é mais intimista, abrindo-se para um pátio através de uma varanda alpendrada assente sobre arcaria, antecedida por dupla escadaria.
A capela é uma construção posterior, que remonta a 1826, e que se insere numa outra campanha de obras de ampliação do edifício cujo alcance não se determina, mas que poderia corresponder ao corpo em que o templo se inscreve (REGALEIRA, 1927).
Apesar da dificuldade em determinar as diferentes campanhas de obras de que o imóvel foi objecto, este é um testemunho significativo do carácter da arquitectura civil portuguesa, que foi integrando elementos característicos de cada uma das épocas, sabendo adaptar-se ao gosto e exigência dos seus proprietários, desde a depuração maneirista até ao gosto do aparato barroco, ou à vida oitocentista.
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
Decreto n.º 28/82, DR, I Série, n.º 47, de 26-02-1982 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Aveiro / Santa Maria da Feira / Paços de Brandão
Quinta da Portela
Lugar da Portela -
Polícia:
LATITUDE
40.970483
LONGITUDE
-8.591131
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1629
1629, a Francisco Saraiva e a sua mulher Britis Aranha (REGALEIRA, 1927, p.
1788
1788, data em que foi adquirido por esta família.
1826
1826, e que se insere numa outra campanha de obras de ampliação do edifício cujo alcance não se determina, mas que po...
1927
1927, p.
1969
1969, p.
1982
1982 (ver Decreto) Pertença dos Pintos e Almeidas, como indica o brasão que coroa a entrada principal do edifício, a ...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Aveiro GONCALVES, António Nogueira Edição 1959 Lisboa
Solares Portugueses AZEVEDO, Carlos de Edição 1988 Lisboa
"Casa da Portela", Arquitectura, 1927, pp. 6-7 REGALEIRA, Vasco de Moraes Palmeiro Edição 1927

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