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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Pelourinho de Povos

Arquitectura Civil / Pelourinho

Designação
Designação Atual
Pelourinho de Povos
Outras Designações
Pelourinho de Povos do Ribatejo / Pelourinho de Povos (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Pelourinho
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Povos, no actual concelho de Vila Franca de Xira, teve foral dado por D Sancho I em 1195, atestando este facto a importância que o pequeno burgo e o seu castelo, erguido no alto do monte do Senhor da Boa Morte e sobranceiro ao Tejo, detinha então em terrenos de Reconquista. Este primeiro foral, confirmado em 1218 por D. Afonso III, foi dado de novo por D. Manuel, em 1510, a par de algumas vilas limítrofes (caso de Castanheira e Vila Franca). O pelourinho que hoje se ergue diante da antiga Casa da Câmara, no Largo da Forca, datará dos anos subsequentes, sendo de clara tipologia manuelina. Note-se, a este respeito, que a designação do largo (então o terreiro central da povoação) poderia estar relacionada com a existência de uma forca permanente neste local, mas não deve respeitar ao pelourinho em si, visto que estas construções não eram utilizadas para a execução da pena terminal.
O pelourinho de Povos é uma peça muito semelhante aos vizinhos pelourinhos de Vila Franca de Xira e Alverca do Ribatejo, embora estes sejam reconstruídos (a partir de fragmentos originais). Sobre um soco composto por três degraus octogonais levanta-se a pequena base facetada onde assenta o fuste, formado por dois blocos cilíndricos torsos, ligados por anel duplo de torcidos e folhagem. O primeiro bloco do fuste, ligeiramente mais comprido, é decorado com rosetas entre as estrias helicoidais, e o segundo é decorado com motivos vegetalistas e grotescos. O capitel, em tronco cilíndrico, exibe três pedras de armas dos Ataídes, senhores de Povos, Castanheira e Cheleiros, por causa das quais se tem considerado ser o pelourinho uma encomenda de D. António de Ataíde, 1º Conde da Castanheira (com título outorgado em 1521). No mesmo capitel, e entre os brasões, uma cabeça em relevo lembra ainda o capitel da picota de Alverca do Ribatejo, onde cabeças de anjos se alternam com escudos de Portugal. Por fim, temos um remate cónico de topo desbastado, que conserva ainda os quatro ferros dispostos em cruz, com argolas nas extremidades, fixos entre o capitel e o remate. Quando a este, poderá não ser uma peça original, já que se encontram referências a uma pinha elipsoidal (MALAFAIA, Ataíde, 1997).
É provável que a estrutura tenha sofrido alguma intervenção não documentada depois de 1850, quando é referida a existência de quatro degraus, em vez dos três que actualmente se vêem (AMARAL, João José, 1997); é Virgílio Correia quem dá notícia, em 1924, de um restauro feito a expensas de uma família da terra (CORREIA, Vergílio, 1924). Nessa data, o pelourinho tinha os degraus embebidos no pavimento, ficando apenas o degrau cimeiro à vista. Mais tarde, no início dos anos 70, o pelourinho necessitou de escoramento, e chegou a ser desmontado para restauro. É possível que a moderna nivelação do largo tenha sido realizada na mesma altura, revelando três degraus da plataforma. SML
Diploma de Classificação
Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP Portaria n.º 1622/2006, DR, 2.ª série, n.º 191, de 3-10-2006 (sem restrições) (ZEP da Quinta da Fábrica, do Pelourinho de Povos e do Monte do Senhor da Boa Morte) (ver Portaria)
Edital N.º 277/2003 de 13-08-2003 da CM de Vila Franca de Xira
Despacho de homologação de 29-05-2003 do Ministro da Cultura
Parecer favorável de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 26-04-2003 da DR de Lisboa
Afectação 12736627
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Vila Franca de Xira / Vila Franca de Xira
Largo da Forca
Povos -
Polícia:
LATITUDE
38.968049
LONGITUDE
-8.984675
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1195
1195, atestando este facto a importância que o pequeno burgo e o seu castelo, erguido no alto do monte do Senhor da B...
1218
1218 por D.
1510
1510, a par de algumas vilas limítrofes (caso de Castanheira e Vila Franca).
1521
1521).
1850
1850, quando é referida a existência de quatro degraus, em vez dos três que actualmente se vêem (AMARAL, João José, 1...
1924
1924, de um restauro feito a expensas de uma família da terra (CORREIA, Vergílio, 1924). N
1933
1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA Povos, no actual concelho de Vila Franca de Xira, teve foral da...
1997
1997).
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Monumentos e esculturas - séculos III-XVI CORREIA, Vergílio Edição 1924 Lisboa
Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral MALAFAIA, E. B. de Ataíde Edição 1997 Lisboa
Ofertas históricas relativas à povoação de Vila Franca de Xira para instrução dos vindouros AMARAL, João José Miguel Ferreira da Silva Edição 1997 Vila Franca de Xira

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Real Fábrica de Atanados da Vila de Povos
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Monte do Senhor da Boa Morte, incluindo Ermida do Senhor da Boa Morte, uma estrutura habitacional da época islâmica, sepulturas antropomórficas escavadas na rocha, uma linha de muralhas e as ruínas de um solar que pertenceu aos condes da Castanheira
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Igreja do Mártir Santo São Sebastião, também denominada «Igreja do Mártir São Sebastião»
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