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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Antigo Liceu de Camões (atual Escola Secundária de Camões)

/

Designação
Designação Atual
Antigo Liceu de Camões (atual Escola Secundária de Camões)
Outras Designações
Antigo Liceu Nacional de Lisboa / Liceu de Camões / Escola Secundária Luís de Camões (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
No início do século XX, e a partir da reforma do ensino liceal levada a cabo pelo então Ministro e Secretário de Estado dos Negócios do Reino, Eduardo José Coelho, em 1905, o equipamento público escolar conheceu um desenvolvimento fundamental. A pretendida racionalização do ensino encontra eco nos projectos, também eles racionalistas, que arquitectos como Miguel Ventura Terra e José Marques da Silva elaboram para alguns Liceus de Lisboa e do Porto. Em Lisboa, Ventura Terra é o autor dos liceus Pedro Nunes (1906), Camões (1907) e Maria Amália (1913), que se tornarão referências da arquitectura escolar da época, contribuindo para desenhar uma cidade mais moderna.
O edifício do Liceu Camões foi construído para substituir o antigo Liceu Nacional de Lisboa, depois Liceu Central, criado em 1902, e desde logo inadequado às necessidades lectivas e número de alunos. Em 1907 foram adquiridos os terrenos e iniciada a obra do novo estabelecimento, inaugurado em 1909 com a designação de Lyceu de Camões. Logo na sua inauguração foi consenso geral que o edifício tinha "as mais belas condições, sendo modelar sob o ponto de vista pedagógico e higiénico", de acordo com jornais da época. As críticas, por seu lado, justificavam-se sobretudo pelo isolamento da praça onde se erguia, o Largo do matadouro Municipal, que constituía uma zona natural de expansão da cidade, mas era ainda muito limítrofe e com poucas acessibilidades.
O liceu, tendo à partida a vantagem de ser construído de raiz para o fim a que se destinava, apresentava-se como referência da arquitectura escolar, tanto do ponto de vista formal e estético, como no que respeitava às questões funcionais relacionadas com uma obra do género. O elevado número de alunos que estes liceus urbanos deveriam receber, e as teorias higienistas recentemente revistas, incluindo a obrigatoriedade da prática de Educação Física desde 1905, conduziram à formulação de um modelo escolar composto por pavilhões com funções complementares, articulados em torno de amplos pátios de recreio e diversos espaços exteriores. Aos corpos principais, destinados às funções lectivas tradicionais, junta-se o novo pavilhão desportivo, com ginástica, balneários, e projecto para uma piscina, infra-estruturas que surgiam pela primeira vez no nosso país. Duas décadas mais tarde, em 1927, foram construídos dois outros pavilhões destinados aos gabinetes de Física e de Química, em resposta às últimas reformas do ensino, e também pela necessidade de afastar os laboratórios das instalações principais, para evitar acidentes. Na década de 1930 decorreram obras de remodelação nos edifícios, buscando-se a sua adequação ao número crescente de alunos, e a instalação da importante cantina escolar e anexos. Nos últimos anos, a actual Escola Secundária de Camões tem sofrido novas obras, incluindo a construção de um refeitório, um auditório, e um pavilhão gimnodesportivo.
O liceu de Ventura Terra apresentava-se com verdadeira arquitectura de utilidade pública, funcional e racionalista. Foi projectado para integrar o tecido da cidade, participando das vivências da comunidade, apesar do relativo isolamento no qual viveu nos primeiros anos. Ventura Terra delineou um modelo construtivo muito mais simples do que o habitual, respondendo ao pedido anteriormente expresso por Rui Teles Palhinha, primeiro reitor do Liceu Central, solicitando a "construção dum edifício em local próprio (...) que obedeça aos princípios da mais estrita economia, tendo em vista que uma escola precisa de ar e de luz (...) e prescinde de cantarias lavradas e de madeiras ricas". Ventura Terra projecta assim blocos quadrangulares articulados, recorrendo aos novos materiais da época, o ferro e o tijolo, e a um esquema compositivo que praticamente não integra corredores fechados, preferindo salas abertas para o pátio ou para galerias exteriores, proporcionando aos alunos múltiplos espaços de recreio.
Sílvia Leite / DIDA / IGESPAR, I.P. / 16-08-2007
Diploma de Classificação
Portaria n.º 740-N/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (ver Portaria)
Anúncio n.º 11631/2012, DR, 2.ª série, n.º 103, de 28-05-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 23-01-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Proposta de 6-12-2011 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a classificação como MIP
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de abertura de 3-08-2006 da vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 17-07-2006 da DR de Lisboa
Despacho n.º 67/GP/05 de 21-07-2005 do presidente do IPPAR a determinar que a DR de Lisboa instrua o processo de classificação
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 9913229
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Lisboa / Arroios
Rua da Escola de Medicina Veterinária
Lisboa -
Polícia:
Rua Almirante Barroso
Lisboa -
Polícia:
Praça José Fontana
Lisboa -
Polícia:
LATITUDE
38.730361
LONGITUDE
-9.143102
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1902
1902, e desde logo inadequado às necessidades lectivas e número de alunos. E
1905
1905, o equipamento público escolar conheceu um desenvolvimento fundamental.
1906
1906), Camões (1907) e Maria Amália (1913), que se tornarão referências da arquitectura escolar da época, contribuind...
1907
1907) e Maria Amália (1913), que se tornarão referências da arquitectura escolar da época, contribuindo para desenhar...
1909
1909 com a designação de Lyceu de Camões. Lo
1913
1913), que se tornarão referências da arquitectura escolar da época, contribuindo para desenhar uma cidade mais moder...
1927
1927, foram construídos dois outros pavilhões destinados aos gabinetes de Física e de Química, em resposta às últimas...
1930
1930 decorreram obras de remodelação nos edifícios, buscando-se a sua adequação ao número crescente de alunos, e a in...
2005
2005 do presidente do IPPAR a determinar que a DR de Lisboa instrua o processo de classificação No início do século X...
2006
2006 da vice-presidente do IPPAR Proposta de abertura de 17-07-2006 da DR de Lisboa Despacho n.º 67/GP/05 de 21-07-20...
2007
2007
2010
2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)Despacho de abertura de 3-08-2006 da vice-presidente do IPP...
2011
2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma) Proposta de 6-12-2011 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a...
2012
2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (ver Portaria)Anúncio n.º 11631/2012, DR, 2.ª série, n.º 103...
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