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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Sítio Arqueológico do Alto da Vigia

/

Designação
Designação Atual
Sítio Arqueológico do Alto da Vigia
Outras Designações
Santuário do Sol e da Lua e Oceano (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Sítio
O sítio arqueológico do Alto da Vigia (CNS 19458), regista ocupações na época romana, islâmica e moderna Os vestígios mais antigos até agora identificados poderão corresponder a um templo romano dedicado ao Sol Eterno, à Lua e ao Oceano. Do período islâmico destaca-se a construção de um ribat, e do moderno, uma torre de vigia.
A implantação geográfica foi determinante na fixação e na natureza dos elementos em presença. De facto, constata-se uma longa diacronia sempre em consonância com a sua localização privilegiada, numa plataforma elevada com boa visibilidade sobre o mar. A norte está delimitada pela ribeira de Colares, corredor navegável, pelo menos, até à época medieval islâmica, com uso atestado, de forma indireta, na época romana.
História
O Templo romano Astral constitui um arqueossítio único na arqueologia nacional e com poucos paralelos em todo o mundo romano. Encontra-se em vias de classificação desde 22 de Setembro de 2016. Os testemunhos epigráficos recolhidos permitem datá-lo do início do século I, mais concretamente do imperialato de Tibério. Terá sido integrado no culto imperial, sendo os votos proferidos pela saúde do imperador e pela eternidade do império. Trata-se de uma fusão entre os cultos astral e imperial, colocando os astros ao serviço da eternidade do império e da saúde dos imperadores. Os dedicantes são, invariavelmente, governadores da Lusitânia e legados imperiais.
A progressiva cristianização do império dita o abandono do santuário nos moldes iniciais.
As elites locais pagãs reocupam o espaço, dotando-o de novos edifícios destinados ao culto. Não se conhecem as características exatas que revestiram esta recuperação do santuário, tendo sido apenas registada uma aedicula, possivelmente para albergar um pequeno altar. Para a sua construção reaproveitaram a matéria-prima do templo alto-imperial. Exibe uma planta retangular com entrada aberta para o oceano.
O seu abandono terá ocorrido na transição do século IV para o V.
A ocupação islâmica também conheceu diversas fases, correspondendo a primeira, à edificação das estruturas do ribat de Alconchel, recorrendo a elementos pétreos provenientes das construções romanas. Estas dispõem-se em três divisões consecutivas numa das quais com mirhab a indicar a qibla tratando-se assim, de uma pequena mesquita.
Ainda no período medieval islâmico, identificou-se um espaço de necrópole. Trata-se de uma realidade posterior ao edificado do ribat. Consistem em sepulcros escavados no substrato geológico, em fossa, de forma retangular e, muitas, vezes, delimitados por esteios de pedra dispostos em cutelo.
Foram detetados vários silos, um dos quais sob o pavimento da sala do mirhab. Dentro deste não foram recolhidos elementos que permitam avançar com uma proposta de cronologia. Os restantes encontram-se a nascente e constituem um conjunto de três silos abertos no substrato geológico. Enquadram-se igualmente dentro do período medieval islâmico, sendo que são mais recentes que as estruturas positivas e mais antigos que as sepulturas. Estavam atulhados com um sedimento argiloso, fragmentos de material de construção e algumas conchas.
Finalmente, da época moderna, a Vigia de Colares materializava-se em alicerces que definiam uma planta quadrangular, com cerca de 6,5 metros de lado, e que apresentavam, a nascente, as fundações da escada de acesso ao terraço, onde se localizaria o facho. Tratava-se de uma edificação da época moderna, integrada na defesa costeira, junto a barras e portos. Não é possível apontar uma data exata para a sua construção. As escavações realizadas não permitem responder a esta questão, uma vez que cresce diretamente sobre as estruturas islâmicas e reutiliza alguns materiais romanos.
Ana Vale
DGPC, 2018
Diploma de Classificação
Portaria n.º 198/2021, DR, 2.ª série, n.º 94, de 14-05-2021 (com restrições) (ver Portaria)
Relatório final aprovado por despacho de 13-11-2020 do subdiretor-geral da DGPC
Anúncio n.º 162/2020, DR, 2.ª série, n.º 133, de 10-07-2020 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 15-06-2020 do diretor-geral da DGPC
Parecer de 4-03-2020 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a aprovação das restrições porpostas em 15-01-2018 pela Divisão do Património Imóvel, Móvel e Imaterial da DGPC
Proposta de 6-06-2018 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC para reponderação do parecer de 21-03-2018 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Despacho de concordância de 4-04-2018 da diretora-geral da DGPC
Parecer de 21-03-2018 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação como SIP (sem quaisquer restrições)
Proposta de 15-01-2018 da Divisão do Património Imóvel, Móvel e Imaterial da DGPC para a classificação como SIP e fixação das restrições julgadas convenientes
Anúncio n.º 206/2016, DR, 2.ª série, n.º 183, de 22-09-2016 (ver Anúncio)
Despacho de abertura de 8-02-2016 da diretora-geral da DGPC
Proposta de 3-02-2016 da Divisão do Património Imóvel, Móvel e Imaterial da DGPC para a abertura do procedimento de classificação de âmbito nacional
Requerimento de classificaçãoo de 21-05-2015 de particular
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como SIP - Sítio de Interesse Público

ZEP Em 5-02-2025 a CCDR de LVT emitiu parecer favorável sobre a proposta de ZEP
Em 28-10-2024 foram solicitados pareceres à CCDR de LVT e à Câmara Municipal de Lisboa sobre a proposta de ZEP
Despacho de concordância de 21-10-2024 do presidente do Património Cultural, IP
Proposta de 19-09-2023 da Divisão de Inventário, Classificações e Arquivo da DGPC
Afectação 9914630
Abrangido em ZEP ou ZP
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Sintra / Colares
-- na margem esquerda da ribeira de Colares (ou das Maçãs), em plataforma sobranceira ao mar
Praia das Maçãs -
Polícia:
LATITUDE
38.824296
LONGITUDE
-9.472091
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
2015
2015 de particular SítioO sítio arqueológico do Alto da Vigia (CNS 19458), regista ocupações na época romana, islâmic...
2016
2016, DR, 2.ª série, n.º 183, de 22-09-2016 (ver Anúncio) Despacho de abertura de 8-02-2016 da diretora-geral da DGPC...
2018
2018 pela Divisão do Património Imóvel, Móvel e Imaterial da DGPC Proposta de 6-06-2018 do Departamento dos Bens Cult...
2020
2020 do subdiretor-geral da DGPC Anúncio n.º 162/2020, DR, 2.ª série, n.º 133, de 10-07-2020 (ver Anúncio) Despacho d...
2021
2021, DR, 2.ª série, n.º 94, de 14-05-2021 (com restrições) (ver Portaria)Relatório final aprovado por despacho de 13...
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"SOLI AETERNO LUNAE: O Santuário", Religiões da Lusitânia: LOQUUNTUR SAXA, p. 235-239 RIBEIRO, José Cardim Edição 2002 Lisboa
"Do topos clássico à paisagem cultural: Sintra e a sua envolvência na Antiguidade", Revista de História de Arte, n.º 4, 28-53 MACIEL, Manuel Justino Pinheiro Edição 2007 Lisboa
Da Fábrica que Falece à Cidade de Lisboa HOLANDA, Francisco de Edição 1984 Lisboa
Alto da Vigia (Colares, Sintra): trabalhos arqueológicos de 2008 JORDÃO, Patrícia, MENDES, Pedro Edição
"A defesa costeira do litoral de Sintra-Cascais durante o Garb al-Ândalus.I - Em torno do porto de Colares, Historia, Revista da FLUP, IV Série, vol.2 BORGES, Marco Oliveira Edição 2012 Porto
Alto da Vigia (Colares, Sintra). Relatório dos Trabalhos Arqueológicos de 2011, 2012, 2013, 2014 e 2015. GONÇALVES, Alexandre Marques Edição -
Projecto de Investigação Alto da Vigia: Santuário Romano Astral e Ribat de Alconchel. AVISRARA GONÇALVES, Alexandre Marques Edição 2014
Portugal Romano, Monumental Santuário Romano do Sol e da Lua. Sítio Arqueológico do Alto da Vigia, http://www.portugalromano.com/site/santuario-romano-ao-soli-et-lunae, Edição -

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