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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Capela-mor e sepultura da Infanta D. Maria, filha do rei D. Manuel I, na Igreja da Luz

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Capela-mor e sepultura da Infanta D. Maria, filha do rei D. Manuel I, na Igreja da Luz
Outras Designações
Igreja de Nossa Senhora da Luz (Capela-Mor e Sepultura da Infanta D. Maria, filha do rei D. Manuel I) / Convento de Nossa Senhora da Luz / Igreja Paroquial de Carnide / Igreja de Nossa Senhora da Luz (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A primitiva e sumptuosa igreja do Mosteiro de Nossa Senhora da Luz foi levantada na segunda metade do séc. XVI por iniciativa da Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I e de D. Leonor, constituíndo, segundo Vitor Serrão, um dos mais importantes testemunhos da arquitectura maneirista do nosso país.
Jerónimo de Ruão ficou encarregue do projecto, com provável intervenção de seu pai, João de Ruão e de Francisco de Holanda. O santuário foi construído entre 1575 - ano da colocação da primeira pedra - e 1596, tendo presidido às cerimónias da sua sagração o antigo prior do Mosteiro e bispo resignatário de S. Tomé, D. Frei Martinho de Ulhoa. O terramoto de 1755 danificou grandemente o edifício tendo ruído a fachada maneirista, de estilo chão e o corpo da igreja. A actual fachada foi construída em 1870, sob projecto do arquitecto Valentim Correia.
No seu interior destacamos, na capela-mor, a abóbada de berço decorada com, caixotões marmóreos ornados com motivos de quadrelas inspiradas nos modelos Sebastiano Serlio, e a sepultura simples que acolhe os restos mortais da Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I. Destaque também para o retábulo maneirista de talha dourada com excelentes pinturas de Francisco Venegas e Diogo Teixeira e para o conjunto de mármores embutidos que revestem a banqueta. Do restante conjunto pictórico que decora a igreja merecem especial atenção, quer pelo valor estético, quer pelo valor iconográfico, os retábulos pintados sobre suporte de madeira representando a Circuncisão e a Fuga para o Egipto, que estão colocados nas capelas laterais da capela-mór e, no altar do lado esquerdo, o transepto o Patriarca S. Bento Entregando a Regra aos seus Monges e Monjas. SML
Diploma de Classificação
Decreto n.º 8 627, DG, I Série, n.º 27, de 8-02-1923 (classificou a capela-mor) (ver Decreto)
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (classificou a sepultura da Infanta D. Maria, filha do rei D. Manuel I) (ver Decreto)

Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP n/a
Afectação 9913929
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Localização
Lisboa / Lisboa / Carnide
Largo da Luz
Lisboa -
Polícia:
LATITUDE
38.760434
LONGITUDE
-9.184905
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1575
1575 - ano da colocação da primeira pedra - e 1596, tendo presidido às cerimónias da sua sagração o antigo prior do M...
1596
1596, tendo presidido às cerimónias da sua sagração o antigo prior do Mosteiro e bispo resignatário de S. Tomé
1755
1755 danificou grandemente o edifício tendo ruído a fachada maneirista, de estilo chão e o corpo da igreja. A
1870
1870, sob projecto do arquitecto Valentim Correia.No seu interior destacamos, na capela-mor, a abóbada de berço decor...
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (classificou a sepultura da Infanta D.
1923
1923 (classificou a capela-mor) (ver Decreto)Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (classificou a sepultu...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
A Arquitectura do Ciclo Filipino SOROMENHO, Miguel Edição 2009 Vila Nova de Gaia
"A pintura maneirista em Portugal: das brandas «maneiras» ao reforço da propaganda", História da Arte Portuguesa, vol.II SERRÃO, Vítor Edição 1995 Lisboa
História da Arte em Portugal - o Renascimento e o Maneirismo SERRÃO, Vítor Edição 2002 Lisboa
O programa artístico da capela-mor da Igreja de Nossa Senhora da Luz de Carnide ALMEIDA, Mónica Duarte de Edição 1997 Lisboa
A Igreja e o Hospital da Luz de Carnide FRIAS, Hilda Moreira de Edição 1995 Lisboa
<i>Guia Urbanístico e Arquitectónico de Lisboa</i> AA VV Edição 1987
Lisboa em 1758. Memórias Paroquiais de Lisboa PORTUGAL, Fernando; MATOS, Alfredo de Edição 1974 Lisboa

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