Nota Histórico-Artistica
O actual edifício da Imprensa Nacional foi construído no espaço ocupado pelo antigo Solar dos Soares e Noronha, adaptado para a instalação, em 1769 da Impressão Régia, mais tarde designada Imprensa Nacional.
Numa época em que decorriam obras de reparação e restauro em muitos edifícios afectados pelo terramoto de 1755, a necessidade de encontrar instalações adequadas que permitissem acomodar a Imprensa e oficinas anexas, fez com que a escolha acabasse por recair sobre o Palácio de D. Fernando Soares de Noronha, no sítio da Cotovia, que pouco sofrera com o sismo. A preferência dada a este solar do século XVI não foi aleatória, pois não só apresentava as dimensões e estrutura adequadas à nova função, como se localizava, na então rua Direita da Fábrica das Sedas, perto do Colégio dos Nobres, instituição cultural e educativa com se estabeleceu desde logo uma estreita relação.
O edifício que sofrera obras no final do século XVII, possuía, segundo fontes iconográficas coesas, três corpos rectangulares ligados em forma de U, integrando-se numa vasta propriedade que se estendia até ao Rato.
O palácio da travessa do Pombal foi comprado em 1816, pelo preço de 18 contos de réis. Em 1895, o velho edifício, considerado inadequado para as necessidades de um estabelecimento fabril em contínuo desenvolvimento, começou a ser demolido, para dar lugar ao actual. A obra, que decorreu por fases, ficou concluída em 1913.
A planta primitiva é da autoria do Arquitecto Domingos Parente da Silva. No entanto, o projecto original veio a sofrer alterações efectuadas pelos engenheiros Vítor Gomes Encarnação, Veiga da Cunha e António Luís Ramos, responsáveis pela direcção da construção das diversas alas.
As obras, que por várias vezes foram interrompidas, terminaram por volta de 1913, deixando definido um conjunto que ainda hoje se mantém e que Gustavo de Matos Sequeira considerou "sem gosto, sem nobreza e sem simplicidade".(MATOS SEQUEIRA, 1916).
Este compõe-se estruturalmente por quatro grandes corpos interligados por escadas, corredores cobertos e galerias, encontrando-se os dois centrais - de maiores dimensões - unidos pelo anexo que se levantou entre eles. A fachada principal, que deita para a Rua da escola Politécnica, é rasgada por grandes janelas e possui um portal encimado por um frontão circular, evidenciando em termos estéticos uma interpretação da arquitectura pombalina (Roteiro Cultural dos Pátios e Vilas da Sétima Colina, Lisboa 94 - Capital Europeia da Cultura - Divisão de Reabilitação Urbana dos Pátios e Vilas, Contexto, Lisboa, 1994).
Diploma de Classificação
Portaria n.º 229/2013, DR, 2.ª série, n.º 72, de 12-04-2013 (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 22-01-2013 da diretora-geral da DGPC
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Anúncio n.º 13708/2012, DR, 2.ª série , n.º 223, de 19-11-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 22-10-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 2-10-2012 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para classificação como MIP
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de abertura de 25-09-2000 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de classificação da proprietária entregue em 5-07-2000
Número do Processo
Não disponível