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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Aqueduto das Águas Livres, seus aferentes e correlacionados (Concelhos de Lisboa, Amadora, Odivelas, Oeiras e Sintra)

Arquitectura Civil / Aqueduto

Designação
Designação Atual
Aqueduto das Águas Livres, seus aferentes e correlacionados (Concelhos de Lisboa, Amadora, Odivelas, Oeiras e Sintra)
Outras Designações
Aqueduto das Águas Livres e Mãe de Água (antiga designação constante do Decreto de 16/6/1910) / Aqueduto das Águas Livres (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Aqueduto
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
O Aqueduto das Águas Livres é uma das maiores obras de engenharia construídas em território nacional, e a que maior impacto teve na história moderna do país, instituindo-se o troço sobre a ribeira de Alcântara (unanimemente considerado uma obra-prima de arquitectura e engenharia do século XVIII), ou a Mãe de Água, nas Amoreiras, como marcas inconfundíveis de Lisboa. No entanto esta imensa obra de abastecimento à capital ficou muito a dever às áreas limítrofes a Norte, onde se realizaram várias captações de água. O aqueduto dispersa-se por cinco concelhos actuais, desenvolvendo-se ao longo de mais de 18 Km.
A sua construção foi determinada por alvará régio de 1731, sendo encarregue dos trabalhos o arquitecto António Canevari, afastado escassos meses depois, quando D. João V nomeou uma comissão de direcção composta por Manuel da Maia, Azevedo Fortes e José da Silva Pais. Logo no ano seguinte o monarca entregou a obra a Manuel da Maia, que esteve apenas três anos à frente do estaleiro, passando este a ser comandado, em 1736, por Custódio Vieira. Estas sucessivas incertezas retardaram consideravelmente os trabalhos, mas a direcção de Vieira mostrou-se sólida e o projecto pôde finalmente avançar, a ele se devendo o troço de Alcântara. No final da década de 40, já sob a direcção de Carlos Mardel, a água chegou finalmente a Lisboa, construindo-se então o arco comemorativo das Amoreiras. Nas décadas seguintes o sistema de abastecimento foi alargado através da construção de pontos de captação e da edificação de fontes dispersas pela cidade. Nos reinados de D. José e de D. Maria o aqueduto adquiriu genericamente a forma actual de cadeia labiríntica e complexa de condução de águas, que só no concelho de Lisboa abrange as freguesias de Benfica, São Domingos de Benfica, Campolide, São Sebastião da Pedreira, Santo Condestável, Prazeres, Santa Isabel, Lapa, Santos-o-Velho, São Mamede e Mercês.
No actual concelho de Sintra (freguesias de Almargem do Bispo, Casal de Cambra, Belas, Agualva-Cacém e Queluz) localizam-se as fontes mais longínquas, em particular na zona florestal de Vale de Lobo. Daqui, através de um troço que percorria várias quintas, junta-se ao complexo de Belas. A abundância de águas subterrâneas em Belas motivou a construção de diversas captações e quatro ramais de ligação ao principal, sendo a partir da mítica fonte da Água Livre, já mencionada no século XII, que o sistema adquiriu o seu nome.
O concelho da Amadora é atravessado por 8 Km distribuídos pelas freguesias de São Brás, Mina, Brandoa, Falagueira, Reboleira, Venda Nova, Damaia e Buraca. Em São Brás, na Mãe de Água Nova, percorre o território através de um canal até à Buraca, possuindo outros ramais secundários. Na estrada entre Belas e Caneças localiza-se um importante trecho, composto por uma sucessão de arcadas de volta perfeita, que mantém a conduta de água à altura inicialmente definida. Na Mina existe uma mina de água cujo aproveitamento remontará ao século XVIII.
Em Caneças (Odivelas), localizam-se alguns pontos de captação complementados por ramais secundários ligando-se à conduta principal. Dos quatro troços aqui erguidos, o principal é o do Caneiro que, partido da nascente de Olival do Santíssimo (a mais distante de Lisboa, a cerca de 18 Km), englobava os de Poço da Bomba, Vale da Moura e Carvalheiro. Nesta freguesia o aqueduto prolonga-se por mais de 5 Km, atravessa a Serra de Quintã e termina na antiga Quinta das Águas Livres, onde, através da Rampa Grande (que une os dois níveis de caudal dos vários troços), se liga ao tronco principal da obra.
Finalmente, na Serra de Carnaxide (concelho de Oeiras) localizam-se algumas nascentes marcadas por três grandes estruturas circulares, a maior correspondente a uma mãe-de-água. Outro troço é o Aqueduto das Francesas, também subsidiário das Águas Livres e integralmente subterrâneo, sendo apenas visíveis as suas clarabóias, que pontuam a serra.
Paulo Fernandes / DIDA - IGESPAR, I.P./ 20.09.2007
Diploma de Classificação
Decreto n.º 12/2023, DR, I série, n.º 131, de 7-07-2023 (alterou a planta anexa ao decreto anterior) (ver Decreto)
Decreto n.º 5/2002, DR, I Série-B, n.º 42, de 19-02-2002 (alterou o Decreto de 1910 que classificava apenas o Aqueduto das Águas Livres, compreendendo a Mãe de Água, em Lisboa) (ver Decreto)
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Declaração de rectificação n.º 874/2011, DR, 2.ª série, n.º 98, de 20-05-2011 (retificou para ZEP do Bairro Alto e imóveis classificados na sua envolvente) (ver Declaração)
Portaria n.º 398/2010, DR, 2.º série, n.º 112, de 11-06-2010 (sem restrições) (ZEP do Bairro Alto) (ver Portaria)
Portaria n.º 512/98, DR, I Série-B, n.º 183, de 10-08-1998 (sem restrições) (ZEP do Museu Nacional de Arte Antiga e dos imóveis classificados na sua área envolvente) (ver Portaria)
Portaria n.º 1099/95, DR, I Série-B, n.º 207, de 7-09-1995 (sem restrições) (ZEP da Mãe-d'Água e Aqueduto das Águas Livres (troço das Amoreiras), da Fábrica das Sedas e do edifício da Travessa da Fábrica das Sedas, 34-79) (ver Portaria)
Portaria n.º 1092/95, DR I Série-B, n.º 206, de 6-9-1995 (sem restrições) (troço entre Campolide e a Av Eng.º Duarte Pacheco) (ver Portaria)
Edital N.º 58/94 de 4-05-1994 da CM de Lisboa
Despacho de homologação de 26-02-1973
Parecer favorável de 16-02-1973 da 4.ª Secção da 2.ª Secção da JNE
Proposta de 17-02-1972 da DGEMN
Afectação 12736427
Abrangido em ZEP ou ZP
Villa Romana da Quinta da Bolacha
Abadia de Nossa Senhora da Nazaré do Mocambo (antiga), também denominada «Convento das Bernardas do Mocambo» ou «Real Mosteiro de Nossa Senhora da Nazaré do Mocambo»
Aqueduto Romano de Olisipo na Amadora
Aqueduto de Carnaxide, incluindo nascente, mina, mãe de água, chafariz e três clarabóias
Ascensor da Glória e meio urbano que o envolve
Cadeia Penitenciária de Lisboa
Casa Havaneza, incluindo o património móvel integrado
Casa de António Sérgio
Casa do Ferreira das Tabuletas
Castelo de São Jorge e resto das cercas de Lisboa
Chafariz da Esperança
Chafariz das Janelas Verdes
Cinema Cinearte
Conjunto do Palácio das Necessidades, abrangendo todo o edifício conventual (...), da torre e da capela (...), os seus jardins e o respectivo parque, com elementos escultóricos e decorativos, e ainda a fachada palaciana, incluindo a fonte monumental
Edifício da Imprensa Nacional
Edifício da Rua da Escola Politécnica, 147, em Lisboa, conhecido pelas designações de Palácio Bramão ou Palácio Ceia
Edifício designado «Bloco das Águas Livres»
Edifício do Diário de Notícias
Edifício do Museu Nacional de Arte Antiga
Edifício do extinto Convento das Trinas do Mocambo
Edifício situado na Rua das Janelas Verdes, 70 a 78
Edifícios do antigo Instituto José de Figueiredo
Elevador do Carmo ou de Santa Justa
Igreja de Nossa Senhora dos Mártires
Igreja de São Francisco de Paula
Núcleo principal da antiga Escola Politécnica - Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa
Palacete dos Viscondes e Condes dos Olivais e Penha-Longa, também denominado «Palacete da Lapa», incluindo o seu logradouro e espécies arbóreas nele existentes
Palácio Palmela, incluindo o jardim-terraço
Palácio de São Bento, escadaria exterior e jardim confinante com a residência do Primeiro-Ministro
Palácio do Conde de Óbidos, actualmente sede nacional da Cruz Vermelha Portuguesa
Palácio, jardins, horta e mata dos marqueses de Fronteira
Teatro Ginásio (fachada)
Teatro Nacional de São Carlos
Túmulo da Rainha D. Mariana Vitória, na Igreja de São Francisco de Paula
Localização
Lisboa / Lisboa; Amadora; Odivelas; Oeiras; Sintra
LATITUDE
38.729656
LONGITUDE
-9.170321
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1731
1731, sendo encarregue dos trabalhos o arquitecto António Canevari, afastado escassos meses depois, quando D.
1736
1736, por Custódio Vieira.
1910
1910 que classificava apenas o Aqueduto das Águas Livres, compreendendo a Mãe de Água, em Lisboa) (ver Decreto) Decre...
2002
2002, DR, I Série-B, n.º 42, de 19-02-2002 (alterou o Decreto de 1910 que classificava apenas o Aqueduto das Águas Li...
2007
2007
2023
2023, DR, I série, n.º 131, de 7-07-2023 (alterou a planta anexa ao decreto anterior) (ver Decreto) Decreto n.º 5/200...
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Aqueduto das Águas Livres", in Dicionário da História de Lisboa ROSSA, Walter Edição 1994 Lisboa
Arquitectura da água na freguesia da Misericórdia FIGUEIREDO, Paulo Edição 2018 Lisboa
Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa ATAÍDE, M. Maia Edição 1988 Lisboa
D. João V e a arte do seu tempo CARVALHO, Aires de Edição 1962 Lisboa
"O aqueduto das Águas Livres", O Livro de Lisboa, pp.293-312 CAETANO, Joaquim Oliveira Edição 1998 Lisboa

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Capela do antigo edifício do Colégio de Campolide da Companhia de Jesus
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Cadeia Penitenciária de Lisboa
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Escadaria do palácio onde está [esteve] instalado o Batalhão de Caçadores n.º 5
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Palácio e Jardins do Conde de Farrobo (conjunto intramuros), no qual se encontra instalado o Jardim Zoológico
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