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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja e Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Borba

Arquitectura Mista / Conjunto

Designação
Designação Atual
Igreja e Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Borba
Outras Designações
Edifício da Santa Casa da Misericórdia de Borba / Igreja da Misericórdia, Hospital do Espírito Santo / Edifício e Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Borba (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Conjunto
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A Misericórdia de Borba teve como antecedente a irmandade do Santo Espírito de Nossa Senhora, fundada em 1379 no alpendre da igreja de Santa Maria do Castelo e da qual dependia uma albergaria (SIMÕES, 2006, p. 27). Muito embora já anteriormente fosse referida como Misericórdia, a conversão da irmandade do Santo Espírito de Nossa Senhora ocorreu apenas a 18 de Junho de 1524. Muito se tem discutido, também, sobre qual teria sido a sua sede, admitindo-se como mais provável a igreja de Santa Maria do Castelo (IDEM, p. 64).
Permanece igualmente desconhecido o ano em que tiveram início os trabalhos para a construção da igreja, embora vários factores determinem que estes devem ser balizados entre 1511 e 1526. A primeira data é referente à tomada dos bens da irmandade por parte do delegado do Duque de Bragança, em cujo tombo não é referida qualquer capela. A outra corresponde ao mais antigo documento conhecido em que é mencionada a igreja da Misericórdia.
Nas centúrias seguintes, o templo foi objecto de múltiplas intervenções, todas elas identificadas documentalmente na mais recente monografia dedicada à igreja e à história da própria confraria, cujas conclusões aqui seguimos (cf. SIMÕES, 2006).
Trata-se de uma igreja de planta longitudinal, com nave única coberta por duas abóbadas polinervadas, sem transepto e sem capelas laterais e com capela-mor mais baixa e também com abóbada polinervada, inscrevendo-se no ciclo do tardo-gótico alentejano (IDEM, p. 65). A primeira obra documentada é a da construção do coro, em 1579, sob a direcção do mestre Diogo Rodrigues. Seguiu-se a construção do Consistório, entre 1604 e 1605, de dois pisos a Sul da igreja, e onde se situa a sacristia, a portaria, escada para o coro, o antigo arquivo e a sala das Sessões. Nos mesmos anos executou-se ainda a janela da tribuna e o púlpito. De 1638-39 é a balaustrada de mármore do coro. Com as Guerras da Restauração as campanhas artísticas da igreja da Misericórdia sofreram uma interrupção, para regressar em força no período de acalmia que se lhe seguiu.
Assim, logo na década de 1680, e certamente inspirada na igreja de São Bartolomeu, a Mesa decidiu revestir o templo com azulejos polícromos, escolhendo o mesmo padrão conhecido por maçaroca. Poucos anos antes, entre 1676 e 1677 os tectos haviam recebido pintura a fresco, hoje desaparecida (IDEM, p. 155-56).
Já no século XVIII, uma nova campanha artística renovou os retábulos de talha com o retábulo-mor contratado com o entalhador Manuel de Mures, em 1731. Todavia, a sua linguagem mais próxima do proto-barroco motivou alguns acrescentos e alterações, de características barrocas e mais actualizadas em relação ao que se fazia na capital (IDEM, p. 163-64).
Na segunda metade da centúria executou-se nova tribuna, dourada por António de Sequeira; o coreto do órgão, em 1762 e o próprio órgão, em 1771 pelo mestre organeiro Pascoale Oldivino. No mesmo ano o mestre Francisco Miguel realizou o janelão de mármore do coro e que se situa sobre o portal principal, na fachada da igreja.
Um dos aspectos mais significativos que os estudos recentes apontam é o papel da arte e das campanhas artísticas ao serviço da propaganda e da legitimação das Mesas, principalmente na segunda metade do século XVII, quando houve mais corrupção e problemas ao nível dos partidos, com alternância entre os mais conservadores e os mais liberais, com reflexos imediatos no gosto conservador ou actualizado da encomenda artística (IDEM).
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
Portaria n.º 178/2023, DR, 2.ª série, n.º 76, de 18-04-2023 (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 9-02-2023 da subdiretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 129/2022, DR, 2.ª série, n.º 129, de 6-07-2022 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 7-03-2022 do diretor-geral da DGPC
Proposta favorável de 10-11-2021 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 28-10-2015 da DRC do Alentejo para a classificação como MIP
Anúncio n.º 374/2013, DR, 2.ª série, n.º 234, de 3-12-2013 (ver Anúncio)
Despacho de 1-11-2013 do Secretário de Estado a Cultura a determinar a abertura de novo procedimento de classificação
Despacho de concordância de 16-10-2013 da diretora-geral da DGPC
Proposta de 10-10-2013 da DRC do Alentejo para a abertura de novo procedimento de classificação
Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma) , alterado pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Proposta de 27-07-2010 da DRC do Alentejo para a classificação como de IP
Edital de 4-07-2006 da CM de Borba
Despacho de abertura de 18-02-2002 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 14-02-2002 da DR de Évora para a abertura do processo de classificação
Proposta de classificação de 3-12-2001 da CM de Borba
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

ZEP Portaria n.º 178/2023, DR, 2.ª série, n.º 76, de 18-04-2023 (com restrições) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 9-02-2023 da subdiretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 129/2022, DR, 2.ª série, n.º 129, de 6-07-2022 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 7-03-2022 do diretor-geral da DGPC
Proposta favorável de 10-11-2021 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta final de ZEP de 28-10-2015 da DRC do Alentejo
Em 7-01-2014 a DRC do Alentejo enviou a sua proposta de ZEP à CM de Borba para emissão de parecer, não tendo sido recebida qualquer resposta
Sem efeito, por força do procedimento de classificação ter caducado
Parecer favorável de 23-02-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 12-11-2010 da DRC do Alentejo
Devolvido à DRC do Alentejo por despacho de 11-02-2010 do director do IGESPAR, I.P., para aplicação do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, n.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma)
Proposta de 10-12-2009 da DRC do Alentejo para a ZEP dos imóveis classificados e em vias de classificação da Vila de Borba
Em 20-09-2006 a CM de Borba enviou documentação
Em 10-03-2003 a DR de Évora solicitou elementos à CM de Borba
Afectação 22051577
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Évora / Borba / Borba (Matriz)
Rua da Misericórdia
Borba -
Polícia:
LATITUDE
38.805919
LONGITUDE
-7.455321
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1379
1379 no alpendre da igreja de Santa Maria do Castelo e da qual dependia uma albergaria (SIMÕES, 2006, p.
1511
1511 e 1526.
1524
1524.
1526
1526.
1579
1579, sob a direcção do mestre Diogo Rodrigues. S
1604
1604 e 1605, de dois pisos a Sul da igreja, e onde se situa a sacristia, a portaria, escada para o coro, o antigo arq...
1605
1605, de dois pisos a Sul da igreja, e onde se situa a sacristia, a portaria, escada para o coro, o antigo arquivo e ...
1638
1638-39 é a balaustrada de mármore do coro. C
1676
1676 e 1677 os tectos haviam recebido pintura a fresco, hoje desaparecida (IDEM, p.
1677
1677 os tectos haviam recebido pintura a fresco, hoje desaparecida (IDEM, p.
1680
1680, e certamente inspirada na igreja de São Bartolomeu, a Mesa decidiu revestir o templo com azulejos polícromos, e...
1731
1731.
1762
1762 e o próprio órgão, em 1771 pelo mestre organeiro Pascoale Oldivino. No
1771
1771 pelo mestre organeiro Pascoale Oldivino.
2001
2001 da CM de Borba A Misericórdia de Borba teve como antecedente a irmandade do Santo Espírito de Nossa Senhora, fun...
2002
2002 do vice-presidente do IPPAR Proposta de 14-02-2002 da DR de Évora para a abertura do processo de classificação P...
2006
2006 da CM de Borba Despacho de abertura de 18-02-2002 do vice-presidente do IPPAR Proposta de 14-02-2002 da DR de Év...
2009
2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma) , alterado pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º...
2010
2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)Proposta de 27-07-2010 da DRC do Alentejo para a classifica...
2012
2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2....
2013
2013, DR, 2.ª série, n.º 234, de 3-12-2013 (ver Anúncio)Despacho de 1-11-2013 do Secretário de Estado a Cultura a det...
2015
2015 da DRC do Alentejo para a classificação como MIP Anúncio n.º 374/2013, DR, 2.ª série, n.º 234, de 3-12-2013 (ver...
2021
2021 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura Proposta de 28-10-2015 da DRC do Alentejo para a classificação como MIP ...
2022
2022, DR, 2.ª série, n.º 129, de 6-07-2022 (ver Anúncio) Despacho de concordância de 7-03-2022 do diretor-geral da DG...
2023
2023, DR, 2.ª série, n.º 76, de 18-04-2023 (ver Portaria)Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 9-0...
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Inventário Artístico de Portugal - vol. IX (Distrito de Évora, Zona Sul, volume I) ESPANCA, Túlio Edição 1978 Lisboa
Borba - Património da Vila Branca SIMÕES, João Miguel Edição 2007 Borba
História da Santa Casa da Misericórdia de Borba SIMÕES, João Miguel Edição 2006 Borba

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