Nota Histórico-Artistica
O município de Monforte ostenta importantes estações arqueológicas informativas da presença romana no território, hoje, português, a exemplo da "Villa Lusitano-Romana de Torre de Palma".
A ocupação humana deste recanto peninsular ocorreu, porém, muito antes, em plena Pré-história, em razão da fertilidade dos solos robustecida pelos vários cursos de água que os transcorrem, configurando um cenário cinegético particularmente propício à sobrevivência e permanência de diferentes comunidades ao longo dos tempos, aliando a recolecção à caça, à agricultura e ao pastoreio, pois, entrara-se num momento quando "A realidade cultural apresenta-se múltipla, eivada de assimetrias de desenvolvimento, em função da inserção das comunidades em ecossistemas mais ou menos favoráveis ao pleno florescimento da agricultura e do pastoreio, ou do apego mais ou menos arreigado dos grupos a formas de subsistência tradicionais, entre outros aspectos condicionantes do seu percurso cultural." (JORGE, S. de O., 1990, p. 102).
Uma particularidade que não foi inconsiderada pelos pioneiros do exercício arqueológico conduzido entre nós desde finais do século XIX, princípios do XX, a exemplo de José Leite de Vasconcellos (1858-1941), director do "Museu Etnológico Português" e figura de referência dos estudos desenvolvidos entre nós sobre o passado do território português, a quem se deve, justamente, a investigação de alguns exemplares megalítico do actual concelho de Monforte.
Erguida sobranceira à margem esquerda da rib.ª de Almuro, em pleno Neo-calcolítico, nas proximidades de outro exemplar megalítico bem conhecido na região - "Anta do Peral 1" -, a câmara sepulcral da "Anta do Montinho das Pretas" possui pequenas dimensões, composta de nove esteios grauváquicos in situ, no interior da qual se encontra uma laje fracturada, possivelmente correspondente à respectiva cobertura - "chapéu", remanescendo apenas vestígios indiferenciados, tanto do primitivo corredor, como da mamoa - tumulus - destinada a cobrir totalmente o monumento na sua origem.
[AMartins]
Diploma de Classificação
Portaria n.º 183/2015, DR, 2.ª série, n.º 52, de 16-03-2015 (sem restrições) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 29-05-2003 do Ministro da Cultura
Parecer favorável de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 23-02-2001 da DR de Évora para a classificação como IIP
Despacho de abertura de 25-10-1999 do vice-presidente do IPPAR
Parecer favorável de 3-09-1999 do IPA
Proposta de abertura de 11-06-1999 da DR de Évora
Número do Processo
Não disponível