Nota Histórico-Artistica
A antiga Quinta das Sete Fontes, cuja extensão era bastante considerável, foi sendo progressivamente seccionada a partir de finais do século XIX, em virtude do crescimento da cidade, que se acentuou novamente depois dos anos 50 do século XX. Contudo, se a urbanização desta zona, nas suas vertentes residencial e civil (com o Hospital da Universidade de Coimbra), acabou por reduzir a área da Quinta, o conjunto arquitectónico formado pela casa, capela, e edifícios anexos manteve-se, bem como os jardins e parte da mata.
Há notícias da Quinta das Sete Fontes pelo menos desde 1660, quando era sua proprietária a família Pereira de Melo, cuja importância é sobejamente conhecida em Coimbra, principalmente a nível eclesiástico (MACHADO, Pedro da França, 1997, p. 17). A Quinta manteve-se na posse desta família até ao século XIX, tendo sido vendida por diversas vezes, até ser adquirida pelo Conde de Fijó.
A casa solarenga, cujo traçado original é Seiscentista, foi remodelada no século XIX, pelo que o imóvel que hoje observamos apresenta soluções arquitectónicas barrocas e uma linguagem decorativa de cariz neoclássico. Assim, na fachada principal o corpo central é recuado em relação aos restantes o que permite o desenvolvimento de uma escadaria barroca convergente, de duplo lance. Contudo, as janelas de sacada do andar nobre, com lintel recto, são já caracteristicamente neoclássicas. Pertence ainda a esta campanha decorativa o brasão da família Fijó, que se encontra sobre a porta principal, onde a cornija se eleva formando um pequeno frontão semi-circular. No interior destacam-se os tectos trabalhados, em madeira de castanho.
Próximo da casa encontram-se vários edifícios anexos, entre os quais a biblioteca/escritório e a capela privativa. Nestas construções observa-se uma evolução semelhante à do imóvel principal. Na fachada da capela, de linhas simples, é de salientar apenas o portal rematado por frontão triangular e o registo com a imagem de Santa Teresa do Menino Jesus. No interior, o retábulo de talha dourada e policromada remonta ao século XVIII.
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
Portaria n.º 826/2015, DR, 2.ª série, n.º 216, de 4-11-2015 (sem restrições) (ver Portaria)
Edital N.º 195/06 de 21-06-2006 da CM de Coimbra
Despacho de homologação de 6-04-2006 da Ministra da Cultura
Proposta de 5-12-2005 da DR de Coimbra para rectificação da planta com a delimitação do bem em vias de classificação
Despacho de homologação de 8-07-2005 da Ministra da Cultura
Parecer favorável de 1-06-2005 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 13-02-2004 da DR de Coimbra para a classificação como IIP
Edital N.º 172/01 de 26-10-2001 da CM de Coimbra
Despacho de abertura de 20-04-2001 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de de 3-01-2001 da DR de Coimbra para abertura do processo de instrução da classificação
Proposta de classificação de 2-05-2000, do proprietário
Número do Processo
Não disponível