A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Torre do Palácio dos Terenas

Arquitectura Civil / Palácio

Designação
Designação Atual
Torre do Palácio dos Terenas
Outras Designações
Torre de Pedro-Sem, erradamente designada por Torre da Marca / Torre de Pedro-Sem / Torre da Marca (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Palácio
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Antes de ser integrada no Palácio dos Terenas, este monumento foi conhecido como a Torre de Pedro Sem, nobre que, na primeira metade do século XIV, esteve na origem da sua construção. Chanceler-mor de D. Afonso IV, monarca que mandou dotar a cidade de novas muralhas, a torre residencial, maciça e ameada, cabeça de uma quinta peri-urbana em relação ao burgo medieval, foi a solução de prestígio e de poder que o delegado real encontrou para afirmar a sua presença na cidade.
Posteriormente, veio a ser conhecida com outras designações, nomeadamente Torre da Marca, por confusão com uma outra estrutura de cariz militar, muito perto desta, mandada construir por D. João III em 1542 para orientação "dos navios que demandavam a barra do Douro" (LIMA, 2001, p.43), e Torre do Palácio dos Terenas, em referência ao palácio que lhe foi associado em finais do século XVIII.
Mas, durante toda a Idade Média, foi conhecida como Torre de Pero Sem, mantendo-se na sua família por quase dois séculos. Em 1431, ainda estava na posse dos descendentes do seu primeiro proprietário, sendo referida no testamento de Martim d'Océm, chanceler do rei D. Duarte e que se fez sepultar em São Domingos de Santarém, estando o seu túmulo hoje no Museu de São João de Alporão. No final do século XV, porém, um outro Pero Sem vendeu-a a João Sanchez e sua mulher, Isabel Brandoa (LIMA, 2001, p.44). Dava-se, assim, início à longa relação desta propriedade com os Brandão, família que, no final do século XIX, associou à velha torre medieval um dos mais importantes palácios urbanos do Porto. Igualmente conhecido como Marqueses de Terena, a quinta acabou por adoptar também essa designação.
O primitivo espaço, periférico em relação à cidade, estava já sob pressão urbanística e a antiga Quinta da Boa Vista (como era conhecida no século XV) transformou-se numa propriedade urbana, vinculada urbanisticamente ao Porto. É neste contexto que se inscreve a construção do Palácio setecentista, obra de arquitectura urbana, de fachada monumental a dois andares e abrindo para uma ampla praça. O impacto urbanístico do paço relegou a velha torre medieval para um plano secundário; em todo o caso, ela foi preservada pelo projecto tardo-barroco, sinal da sua importância simbólica (enquanto marca de prestígio residencial), muitos séculos depois de Pedro Sem.
A torre, apesar das múltiplas adulterações por que passou, mantém um figurino geral medieval. A fachada principal, virada a nascente e única frente visível, está organizada em três andares, apreensíveis do exterior pela disposição das janelas, as do terceiro registo de feição neo-gótica, reflectindo as sucessivas alterações efectuadas. A entrada principal apresenta um arco apontado ao centro, e outra entrada secundária, em arco recto, foi aberta mais para Norte. Entre os dois primeiros andares, algumas janelas, dispostas assimetricamente, provam as diferentes organizações espaciais do interior, ao longo dos séculos.
Infelizmente, pouco sabemos acerca da organização interior inicial. Em 1919, o imóvel foi adquirido pela Diocese do Porto, que aqui instalou o seu paço episcopal, por haver sido desalojada do morro da Sé pelas nacionalizações a seguir à implantação da República. Mais recentemente, em 1986, a torre foi adaptada a área residencial da diocese, por projecto do Arquitecto Abrunhosa de Brito, transformando-se integralmente toda e qualquer estrutura medieval ou moderna que, à época, ainda subsistisse. Em 1995, aqui veio a instalar-se a Fundação SPES, organismo criado por disposição testamentária de D. António Ferreira Gomes, Bispo do Porto de 1952 a 1982, para o desenvolvimento "de uma civilização do Amor e da Beleza" (LIMA, 2001, p.46, cit. testamento).
PAF
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Portaria de 6-05-1960, publicada no DG, II Série, n.º 115, de 16-05-1960 (com ZNA)
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Porto / Porto / Lordelo do Ouro e Massarelos
Rua da Boa Nova
Massarelos -
Polícia:
LATITUDE
41.149052
LONGITUDE
-8.624851
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1431
1431, ainda estava na posse dos descendentes do seu primeiro proprietário, sendo referida no testamento de Martim d'O...
1542
1542 para orientação "dos navios que demandavam a barra do Douro" (LIMA, 2001, p.43), e Torre do Palácio dos Terenas,...
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) Antes de ser integrada no Palácio dos Terenas, este monumento foi conh...
1919
1919, o imóvel foi adquirido pela Diocese do Porto, que aqui instalou o seu paço episcopal, por haver sido desalojada...
1952
1952 a 1982, para o desenvolvimento "de uma civilização do Amor e da Beleza" (LIMA, 2001, p.46, cit. t
1982
1982, para o desenvolvimento "de uma civilização do Amor e da Beleza" (LIMA, 2001, p.46, cit. t
1986
1986, a torre foi adaptada a área residencial da diocese, por projecto do Arquitecto Abrunhosa de Brito, transformand...
1995
1995, aqui veio a instalar-se a Fundação SPES, organismo criado por disposição testamentária de D. Antó
2001
2001, p.43), e Torre do Palácio dos Terenas, em referência ao palácio que lhe foi associado em finais do século XVIII...
4
IMAGENS
7
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"O Pedro Sem", O Tripeiro, vol.1, nº23, pp.73-74 e vol.1, nº24, pp.295-298 VITERBO, Francisco M. de Sousa Edição 1909 Porto
Guia histórico e artistico do Porto PASSOS, Carlos de Edição 1935
Silva de História e Arte (Notícias Portucalenses) BASTO, Artur de Magalhães Edição 1945 Porto
Inventário Artístico de Portugal: Cidade do Porto QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho Edição 1995 Lisboa
"Casas antigas e restos venerandos", História da Cidade do Porto, vol.1, pp.538-542 COUTINHO, Bernardo Xavier Edição 1962 Porto
"A torre de Pedro Docém", O Tripeiro, 1909 COELHO, J. J. Gonçalves Edição 1909 Porto
"Casa da Torre da Marca", Monumentos, nº14, pp.43-47 LIMA, J. Godinho de Edição 2001 Lisboa

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Cemitério Britânico e Igreja Anglicana de St. James
Cemitério Britânico e Igreja Anglicana de St. James

Porto

Ver Ficha
Palácio dos Carrancas
Palácio dos Carrancas

Porto

Ver Ficha
Hospital de Santo António
Hospital de Santo António

Porto

Ver Ficha
Chafariz da Colher
Chafariz da Colher

Porto

Ver Ficha