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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Pelourinho de Arcos de Valdevez

Arquitectura Civil / Pelourinho

Designação
Designação Atual
Pelourinho de Arcos de Valdevez
Outras Designações
Pelourinho de Arcos de Valdevez (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Pelourinho
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A povoação de Valdevez terá sido, até ao século XII, cabeça do território de Ribeira-Lima, devido em grande parte à sua posição estratégica privilegiada entre o Norte de Portugal e a Galiza. Durante a alta Idade Média, a administração local começou a centralizar-se em torno da localidade de Arcos, que, como o topónimo indica, se desenvolvera em torno da antiga ponte do rio Vez. Alguns autores referem um primeiro foral, dado ainda por D. Afonso Henriques, em c. 1129, mas o único documento deste género conhecido com certeza é o foral manuelino de 1515. O concelho conserva ainda o seu pelourinho quinhentista, originalmente levantado no centro da Praça Municipal, diante da antiga Casa da Câmara. Em c.1700 foi levado para o lugar da Valeta, junto do rio Vez, onde se reuníam as lavadeiras, e só em 1895 foi colocado, pela Câmara Municipal, no largo fronteiro à Igreja Matriz de Arcos de Valdevez.
O pelourinho possui plataforma de quatro degraus quadrangulares de aresta, sobre os quais assenta a coluna e o capitel / remate. A coluna arranca de um pequeno toro, e tem fuste composto por uma coluna central, envolvida por três colunelos espiralados, equidistantes, cuja torção não ultrapassa um terço do diâmetro total. É encimado por uma moldura plana circular, que se interrompe nos colunelos, e na qual se pode ler a legenda JOANS / LOPEZ / MEFEZ. O capitel é em cesto ou taça de grandes dimensões, e decorado com três escudos régios sobre cada colunelo, intrevalados por séries de três gomos. Sobre cada escudo levanta-se uma peça curva semelhante a um arcobotante, unindo-se as três no topo. Em cada terço do cesto do capitel levantava-se originalmente uma pequena esfera armilar, sobre colunelo torso, e encimada por motivo flordelisado; estão em parte mutiladas. No topo do conjunto repousa esfera idêntica, sem coroamento. O conjunto é claramente manuelino, não apenas pela tipologia arquitectónica, mas igualmente pelo discurso ornamental, com destaque para a heráldica régia. É de realçar ainda o interesse da inscrição com indicação da autoria, que remete para o conjunto da obra de João Lopes-o-Velho, activo no Norte de Portugal e na Galiza entre o início do século XVI e c. 1559. Ainda que não se conheça a data do seu levantamento, é frequente referir o ano de 1531 (REIS, António Matos, 2000), que ainda justifica o referido carácter tardo-gótico e a influência manuelina do pelourinho. SML
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Portaria de 19-05-1964, publicada no DG, II Série, n.º 125, de 26-05-1964 (sem restrições) (ZEP do Pelourinho e da Capela de Nossa Senhora da Conceição)
Afectação 181501
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Viana do Castelo / Arcos de Valdevez / Arcos de Valdevez (São Salvador), Vila Fonche e Parada
Largo do Pelourinho (diante da Igreja Matriz)
Arcos de Valdevez -
Polícia:
LATITUDE
41.846283
LONGITUDE
-8.418141
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1129
1129, mas o único documento deste género conhecido com certeza é o foral manuelino de 1515. O
1515
1515.
1531
1531 (REIS, António Matos, 2000), que ainda justifica o referido carácter tardo-gótico e a influência manuelina do pe...
1559
1559.
1700
1700 foi levado para o lugar da Valeta, junto do rio Vez, onde se reuníam as lavadeiras, e só em 1895 foi colocado, p...
1895
1895 foi colocado, pela Câmara Municipal, no largo fronteiro à Igreja Matriz de Arcos de Valdevez. O
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) A povoação de Valdevez terá sido, até ao século XII, cabeça do territó...
2000
2000), que ainda justifica o referido carácter tardo-gótico e a influência manuelina do pelourinho. SM
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral MALAFAIA, E. B. de Ataíde Edição 1997 Lisboa
Ponte de Lima no tempo e no espaço REIS, António Matos Edição 2000 Ponte de Lima

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Capela de Nossa Senhora da Conceição
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Igreja matriz de Arcos de Valdevez, incluindo os azulejos tipo «tapete» e os retábulos de talha
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Igreja da Lapa, incluindo os seus retábulos e grades
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Casa do Terreiro
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