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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Muralhas de Serpa

Arquitectura Militar / Muralha

Designação
Designação Atual
Muralhas de Serpa
Outras Designações
Castelo e cerca urbana de Serpa (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Muralha
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A primeira fortificação de Serpa era ainda islâmica, anterior à conquista da vila aos mouros em 1166. A grande remodelação dos panos de muralha foi ordenada por D. Dinis, a partir de 1295, em obras que decorreram a par da reconstrução do castelo e de outras, em tudo semelhantes, realizadas no castelo e linha de defesa da vila de Moura. A alcáçova foi parcialmente aproveitada das edificações islâmicas em taipa, sendo de planta aproximadamente rectangular, encostada à torre de menagem; o conjunto ficava defendido por um forte muro que envolvia ainda a Igreja de Santa Maria, matriz da vila, e a actual torre do relógio, dentro do seu perímetro ovalado típico das fortificações medievais. As cortinas das muralhas, verticais, são reforçadas por cubelos e encimadas por grossas ameias. Existem hoje muitas aberturas na cerca, mas as entradas originais eram apenas três, a Porta de Beja, localizada a noroeste, a Porta de Moura a nordeste, e a Porta de Sevilha a Sul. As duas primeiras são entradas aparatosas, entre torreões, enquanto a porta de Sevilha já não existe. Abriram-se mais tarde as portas da Corredoura e a Porta Nova. O Palácio dos Melos, cuja capela tumular foi a capela-mor da Igreja de Santa Maria, assenta sobre um troço da muralha, a Este, tal como o aqueduto de Serpa, correndo em arcadas altas. Em meados de seiscentos, no decurso da Guerra da Restauração, e por iniciativa de D. João IV, foi concebido um projecto da autoria de Nicolau de Langres destinado a reforçar os limites da fortificação ao modo de baluarte, num fenómeno que percorreu tantas outras praças na época, marcando uma diferença fundamental entre os castelos medievais e as fortificações da época moderna, mais eficiente do ponto de vista militar. Foi assim erguido o forte de S. Pedro, representando apenas parte do projecto de Langres. Justamente na sequência deste confronto, as muralhas foram arruinadas durante a ocupação espanhola de 1707, quando o Duque de Ossuna atacou a vila. No século XIX ruiu ainda grande parte da muralha e das torres, ainda hoje sujeitas a desmoronamentos. SML
Diploma de Classificação
Decreto n.º 39 521, DG, I Série, n.º 21, de 30-01-1954 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP n/a
Afectação 9914631
Abrangido em ZEP ou ZP
Outra Classificação
Localização
Beja / Serpa / Serpa (Salvador e Santa Maria)
-- -
Serpa -
Polícia:
LATITUDE
37.944581
LONGITUDE
-7.597392
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1166
1166.
1295
1295, em obras que decorreram a par da reconstrução do castelo e de outras, em tudo semelhantes, realizadas no castel...
1707
1707, quando o Duque de Ossuna atacou a vila.
1954
1954 (ver Decreto) A primeira fortificação de Serpa era ainda islâmica, anterior à conquista da vila aos mouros em 11...
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I DIAS, Pedro Edição 2002 Lisboa

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