A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Mosteiro de Odivelas, compreendendo os túmulos de D. Dinis e de sua filha

Arquitectura Religiosa / Mosteiro

Designação
Designação Atual
Mosteiro de Odivelas, compreendendo os túmulos de D. Dinis e de sua filha
Outras Designações
Mosteiro de São Dinis / Mosteiro de São Bernardo de Odivelas / Mosteiro de Odivelas / Mosteiro de São Dinis e São Bernardo / Antigo Instituto de Odivelas (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Mosteiro
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Imóvel
O Mosteiro de São Dinis e São Bernardo de Odivelas situa-se no Largo D. Dinis, próximo da zona histórica da cidade e de uma área agricultada. A qualidade dos solos, a presença da Ribeira de Odivelas, bem como o isolamento do sítio na época da fundação do Mosteiro foram sem dúvida fundamentais para a escolha do local.
A edificação deste cenóbio irá iniciar-se em 1295 contando, desde logo, com o apoio da coroa e da nobreza. Dez anos depois era já possível acolher o primeiro grupo de monjas bernardas, devendo-se a orientação da obra, que se prolongou por mais anos, aos arquitetos Antão e Afonso Martins que deixaram as suas siglas em numerosos silhares.
Ponto fulcral dos mosteiros cistercienses, o conjunto de Odivelas estrutura-se em torno do seu claustro, ele próprio estabelecido em função da rede hidrográfica do local. O claustro, por sua vez, determinará também a edificação da igreja do lado Sul, algo pouco comum.
Da primitiva construção pouco resta: apenas a cabeceira da igreja, com seu portal lateral Sul (dotado de narthex) e parte do claustro. A cabeceira integra-se na perfeição no chamado Gótico dionisino, de perfil tripartido (com capela-mor mais ampla e alta que os absidíolos) e de planta exterior poligonal, com contrafortes nos ângulos que permitem a abertura, nos panos médios da capela-mor, de grandes janelões verticais de duplo lume. No interior, a hierarquização destes espaços encontra materialização efetiva na luminosidade, sendo a capela-mor abundantemente iluminada e os absidíolos apenas escassamente, passando aqui os janelões de duplo lume a estreitas frestas verticais, reforçando-se o estatuto das capelas laterais como dependências anexas pela baixa abóbada de cruzaria de ogivas e de nervuras bem salientes.
Ao longo dos séculos, foram muitas as alterações verificadas no conjunto monacal. Logo no século XV (1424), a rainha D. Filipa de Lencastre instituiu uma capela, anexa ao absidíolo Sul e associada ao portal lateral da igreja. A gramática arquitetónica deste espaço é semelhante à da cabeceira, mantendo a planta poligonal, mas os elementos decorativos são diferentes, assim como a dimensão dos vãos. Mais importantes foram as obras quinhentistas, século a que corresponde o Claustro da Moura e diversas obras na parte monacal. Um pouco por todo o mosteiro, encontram-se elementos manuelinos, materiais que provam uma dinâmica construtiva alargada durante a primeira metade do século XVI.
As obras continuaram pelos tempos seguintes, em particular pelos séculos XVII e XVIII. A última grande campanha ocorreu após o terramoto de 1755, altura em que o corpo da igreja abateu e numerosas dependências monacais ficaram afetadas. A reconstrução da igreja privilegiou um espaço amplo, sem divisórias, com arcos extremos de volta perfeita e abatidos, que suportam uma abóbada de lunetas. Neste espaço podem ver-se dois importantes túmulos góticos do século XIV, um dos quais do rei D. Dinis, com jacente e faciais decorados com edículas trilobadas onde se integram religiosos, obra cimeira da nossa arte tumular medieval.

História
A motivação de D. Dinis em fundar um mosteiro cisterciense neste local como ação de graças, encontra eco numa lenda que narra o ataque de um urso quando o monarca passeava sozinho junto à ribeira de Odiana.
Para além das destruições causadas pelos sismos, as invasões francesas deixaram, também, as suas marcas de vandalismo.
Na sequência da morte da última religiosa, em 1886, o Mosteiro é entregue à Fazenda Nacional tendo depois servido de acolhimento às órfãs de oficiais do Exército. Em 1942 é criado o Instituto de Odivelas extinto em 2013.
Dado o mau estado de conservação do túmulo de D. Dinis iniciou-se, no final de 2016, uma intervenção de conservação e restauro com o apoio da Câmara Municipal de Odivelas, Colégio Militar e Direção-Geral do Património Cultural.

Paulo Fernandes/IPPAR/2004/Atualizado por Maria Ramalho/DGPC/2016
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Portaria n.º 629/2013, DR, 2.ª série, n.º 182, de 20-09-2013 (sem restrições) (ZEP do Mosteiro de Odivelas, do Memorial de Odivelas e da Igreja do Santíssimo Nome de Jesus, Matriz de Odivelas) (ver Portaria)
Anúncio n.º 197/2013, DR, 2.ª série, n.º 107, de 4-06-2013 (ver Anúncio)
Despacho de 25-05-2012 do diretor-geral da DGPC a determinar a audiência dos interessados sobre a ZEP (conjunta) dos três imóveis classificados
Nova proposta de 18-05-2012 da DRC de Lisboa e Vale doTejo (idêntica à anterior)
Despacho de 3-01-2012 do diretor do IGESPAR, I.P. a devolver o processo à DRC de Lisboa e Vale do Tejo
Parecer favorável de 19-12-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura, propondo a fixação de três ZEP individuais, mas coincidentes
Proposta de alteração de 22-11-2011 da CM de Odivelas
Declaração de rectificação n.º 1519/2011, DR, 2.ª série, n.º 195, de 11-10-2011 (ver Declaração)
Anúncio n.º 13024/2011, DR, 2.ª série, n.º 180, de 19-09-2011 (ver Anúncio)
Despacho de homologação de 20-01-2010 da Ministra da Cultura
Parecer favorável de 23-04-2008 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 31-03-2005 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para ZEP Conjunta do Mosteiro, da Igreja Matriz e do Memorial de Odivelas
Afectação 9913229
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Odivelas / Odivelas
Largo de D. Dinis
Odivelas -
Polícia:
LATITUDE
38.79129
LONGITUDE
-9.182809
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1295
1295 contando, desde logo, com o apoio da coroa e da nobreza.
1424
1424), a rainha D.
1755
1755, altura em que o corpo da igreja abateu e numerosas dependências monacais ficaram afetadas.
1886
1886, o Mosteiro é entregue à Fazenda Nacional tendo depois servido de acolhimento às órfãs de oficiais do Exército. ...
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) ImóvelO Mosteiro de São Dinis e São Bernardo de Odivelas situa-se no L...
1942
1942 é criado o Instituto de Odivelas extinto em 2013.
2004
2004/Atualizado por Maria Ramalho/DGPC/2016
2013
2013.
2016
2016, uma intervenção de conservação e restauro com o apoio da Câmara Municipal de Odivelas, Colégio Militar e Direçã...
18
IMAGENS
22
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
O Mosteiro de Odivellas: casos de reis e memorias de freiras FIGUEIREDO, Borges de Edição 1889 Lisboa
A arquitectura gótica portuguesa DIAS, Pedro Edição 1994 Lisboa
História da Arte em Portugal, vol. IV (O Gótico) DIAS, Pedro Edição 1986 Lisboa
"A Arquitectura (1250-1450)", História da Arte Portuguesa, dir. Paulo Pereira, vol. I, pp.335-433 PEREIRA, Paulo Edição 1995 Lisboa
Três túmulos CORREIA, Vergílio Edição 1924 Lisboa
"O claustro da Sé de Lisboa: uma arquitectura «cheia de imperfeições»?", Murphy, nº1, pp.18-69 FERNANDES, Paulo Almeida Edição 2006 Coimbra
"Mosteiro de Odivelas", Ocidente, vol.IX BARBOSA, Inácio de Vilhena Edição 1886 Lisboa
A Arquitectura Gótica em Portugal CHICÓ, Mário Tavares Edição 1981 Lisboa
A escultura em Portugal (séculos XII-XV) SANTOS, Reinaldo dos Edição 1948 Lisboa
"As inscrições lapidares do Mosteiro de Odivelas", Anais da Academia Portuguesa de História, nº10, pp.39-109 SOUSA, J. M. Cordeiro de Edição 1960 Lisboa
Odivelas. Um mosteiro cisterciense TOMÉ, Manuela Maria Justino Edição 2001 Odivelas
Mosteiro de S. Dinis de Odivelas. Estudo histórico-arquitectónico. Acções para a salvaguarda do património edificacdo, Dissertação de Mestrado apresentada à Universidade de Évora TOMÉ, Manuela Maria Justino Edição 1995 Évora
"Chronicas de Odivellas", Ocidente, vol. IX CHAGAS, Pinheiro Edição 1886 Lisboa
A expansão da arquitectura borgonhesa e os mosteiros de Cister em Portugal. Ensaio de arqueologia da Idade Média GUSMÃO, Artur Nobre de Edição 1956 Lisboa
O Mosteiro de Odivelas no século XIV: património e gestão, Dissertação de Mestrado em História Medieval apresentada à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa PINTO, Margarida Isabel da Silva Edição 2000 Lisboa
Núcleo histórico de Odivelas: caracterização e bases para uma proposta de salvaguarda, 2 vols., Dissertação de Mestrado apresentada à Universidade de Évora LIXA, Florinda Edição 1997 Évora
Contribuição para o estudo dos azulejos do Instituto de Odivelas SARAIVA, Carlota Abrantes Edição 1986 Lisboa
O Instituto de Odivelas. Breve notícia histórica SARAIVA, Carlota Abrantes Edição 1978 Lisboa
"A rainha D. Filipa de Lencastre no Mosteiro de Odivelas", Olisipo, nº 120 MACHADO, J. T. Montalvão Edição 1967 Lisboa
D. Dinis e o Mosteiro de Odivelas, Catálogo de exposição AZEVEDO, Maria Antonieta Soares de Edição 1961 Odivelas
Escultura portuguesa funerária do século XV, 3 vols., Dissertação de Mestrado apresentada à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa DIONÍSIO, David Edição 1990 Lisboa
Routier des abbayes cisterciennes du Portugal COCHERIL, Maur Edição 1986 Paris

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Biblioteca Municipal D. Dinis
Biblioteca Municipal D. Dinis

Odivelas

Ver Ficha
Igreja do Santíssimo Nome de Jesus, Matriz de Odivelas
Igreja do Santíssimo Nome de Jesus, Matriz de Odivelas

Odivelas

Ver Ficha
Memorial de Odivelas
Memorial de Odivelas

Odivelas

Ver Ficha
Palacete na Rua Dr. Alexandre Braga, incluindo o logradouro
Palacete na Rua Dr. Alexandre Braga, incluindo o logradouro

Odivelas

Ver Ficha