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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Castelo do Alandroal

Arquitectura Militar / Castelo

Designação
Designação Atual
Castelo do Alandroal
Outras Designações
Castelo de Alandroal / Castelo e cerca urbana de Alandroal (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Castelo
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Imóvel
Situado no ponto mais elevado da vila do Alandroal, o Castelo do Alandroal é uma construção militar do final do século XIII.
Esta fortaleza medieval é uma típica fortificação gótica, de planta tendencialmente oval, com torre de menagem adossada à cerca e porta principal, a designada Porta Legal, protegida por duas torres quadrangulares, ligeiramente avançadas para permitir um maior raio de tiro vertical sobre a entrada.
A torre de menagem é uma estrutura de planta quadrangular dividida por três pisos, cujo acesso ao interior se encontra entaipado. A esta adossou-se, algum tempo depois, a igreja matriz da localidade e, já no século XVIII, o seu terraço foi aproveitado para implantar uma torre do relógio.
Originalmente, o castelo integrava um pequeno bairro dentro do espaço muralhado, cuja malha urbana consistia numa única via - a Rua do Castelo - disposta no sentido oeste-este, e flanqueada por duas portas, a já referida porta principal, ou Legal, e a do Arrabalde.
História
O castelo gótico do Alandroal é uma das obras de arquitetura militar do reinado de D. Dinis mais bem datadas, graças a duas inscrições, comemorativas do arranque e da conclusão dos trabalhos de construção. A primeira data de 6 de Fevereiro de 1294 (Barroca: 2000, vol. 2, t.1, p. 1108-1113) e encontra-se sobre uma das portas da fortaleza; por ela sabemos que o promotor do projeto foi o Mestre da Ordem de Avis, D. João Afonso, que colocou a primeira pedra nessa data. A segunda corresponde ao dia 24 de Fevereiro de 1298, sendo mestre da Ordem D. Lourenço Afonso, e localiza-se no alçado ocidental da Torre de Menagem (atualmente integrado na Sala do Tesouro da igreja matriz) (Idem, p. 1140-1144).
Ou seja, estas datas são demonstrativas de que o conjunto fortificado foi construído em apenas quatro anos, informação preciosa para a caracterização da arquitetura militar da época dionisina, mas também para o reconhecimento do grande investimento que a Ordem de Avis efetuou, por esses anos, em castelos no Alentejo, de que são também exemplo os de Noudar e Veiros.
Para além deste fator, a fortaleza do Alandroal é também importante no que respeita à identidade e formação cultural do seu arquiteto, já que uma terceira inscrição, localizada no torreão direito da porta do castelo e datada criticamente entre 1294 e 1298 refere claramente o nome do responsável pela condução dos trabalhos, um homem oriundo da comunidade muçulmana e auto-intitulado "Eu, Mouro Galvo" (Idem, p. 1114-1118). Este letreiro tem sido considerado uma das mais importantes marcas mudéjares no nosso país e revela a existência de um albanil islâmico a comandar a edificação de um castelo, num tempo em que os inimigos não eram já, em primeira instância, as forças muçulmanas do Sul da península. Outra das marcas da formação cultural deste mestre de obra é a janela de arco em ferradura localizada numa das torres, de gosto mudéjar.
Nos séculos seguintes, o Alandroal não terá desempenhado um papel de grande relevância na organização das linhas militares da região, já que rapidamente entrou em decadência; em 1606, grande parte das construções no interior da cerca encontravam-se já arruinadas e, no século XVIII, o recinto foi objeto de algumas transformações, como a destruição da barbacã para se edificarem os novos paços do concelho, o aproveitamento do terraço da torre para instalar o relógio em 1744, ou a construção da cadeia comarcã no interior das muralhas.
Depois da sua classificação como monumento nacional em 1910, o castelo foi restaurado na década de 40 do século XX, tendo sido reconstruídos alguns troços e desobstruídas as estrutura de numerosas casas que, ao longo dos séculos, se haviam adossado às muralhas.
Paulo Fernandes (2005) e Catarina Oliveira
DGPC, 2018
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP n/a
Afectação 12736127
Localização
Évora / Alandroal / Alandroal (Nossa Senhora da Conceição), São Brás dos Matos (Mina do Bugalho) e Juromenha (Nossa Senhora do Loreto)
-- -
Alandroal -
Polícia:
LATITUDE
38.70162
LONGITUDE
-7.404285
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1108
1108-1113) e encontra-se sobre uma das portas da fortaleza; por ela sabemos que o promotor do projeto foi o Mestre da...
1113
1113) e encontra-se sobre uma das portas da fortaleza; por ela sabemos que o promotor do projeto foi o Mestre da Orde...
1114
1114-1118).
1118
1118).
1140
1140-1144).Ou seja, estas datas são demonstrativas de que o conjunto fortificado foi construído em apenas quatro anos...
1144
1144).Ou seja, estas datas são demonstrativas de que o conjunto fortificado foi construído em apenas quatro anos, inf...
1294
1294 (Barroca: 2000, vol.
1298
1298, sendo mestre da Ordem D.
1606
1606, grande parte das construções no interior da cerca encontravam-se já arruinadas e, no século XVIII, o recinto fo...
1744
1744, ou a construção da cadeia comarcã no interior das muralhas.Depois da sua classificação como monumento nacional ...
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) ImóvelSituado no ponto mais elevado da vila do Alandroal, o Castelo do...
2000
2000, vol.
2005
2005) e Catarina OliveiraDGPC, 2018
2018
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Juromenha, Elvas e Alandroal: algumas reflexões em torno de fortificações islâmicas e cristãs do curso médio do Guadiana", Boletim Cultural Cira, nº7, pp.111-128 CORREIA, Fernando M. R. Branco Edição 1997 Vila Franca de Xira
Epigrafia medieval portuguesa (862-1422) BARROCA, Mário Jorge Edição 2000 Lisboa
"Da Reconquista a D. Dinis", Nova História Militar de Portugal, vol. I, pp.21-161 BARROCA, Mário Jorge Edição 2003 Lisboa
Carta arqueológica do Alandroal CALADO, Manuel João Maio Edição 1993 Alandroal
Inventário Artístico de Portugal - vol. IX (Distrito de Évora, Zona Sul, volume I) ESPANCA, Túlio Edição 1978 Lisboa
Os mais belos castelos e fortalezas de Portugal GIL, Júlio, CABRITA, Augusto Edição 1986 Lisboa
"A fundação do Castelo do Alandroal", Brados do Alentejo, nº1161, separata COSTA, Mário Nunes Edição 1953 Estremoz
Castelos em Portugal. Retrato do seu Perfil Arquitectónico CORREIA, Luís Miguel Maldonado de Vasconcelos Edição 2010 Coimbra
Castelo de Alandroal. Sete séculos (1298-1998) Edição 1998 Alandroal

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