À semelhança, entre outras, da 'Via romana de Braga a Tui', a classificação da "Via romana de Braga a Chaves" resultou, em grande parte, de uma ampla campanha de salvaguarda do património, promovida pelo Conselho Superior dos Monumentos Nacionaes, então adstrito ao Ministerio das Obras Publicas, Commercio e Industria, no âmbito da qual a inventariação das (então) denominadas riquezas artísticas e arqueológicas ocupava um lugar central. Um esforço que resultaria na sua inclusão na primeira grande listagem de "monumentos nacionais", decretada em 1910, num testemunho claro da relevância que os vestígios arqueológicos iam assumindo entre nós, e, especialmente, no seio das esferas de decisão política nacional, e ao qual não foram, certamente, estranhos o empenho e o ascendente de figuras da projecção nacional e internacional, como a de José Leite de Vasconcellos (1858-1941), mentor e primeiro director do actual Museu Nacional de Arqueologia, entre 1893 e 1929.
Classificado em 1910 como "monumento nacional", a "Via romana de Braga a Chaves" foi edificada durante o período de romanização do actual território português, identificada por 13 marcos miliários, monolíticos cilíndricos, epigrafados, pertencentes à via XVII do Itinerário Antonino, que ligava Bracara Augusta (Braga) - o núcleo urbano mais relevante de todo o Conventus Bracaraugustanus - a Aquae Flaviae (Chaves), pertencentes à 'Série Capela', designação tomada a partir do nome do Padre Martins Capela que os identificou na obra "Marcos Miliários do Conventus Bracaraugustanus", publicada em finais do século XIX.
Absolutamente essencial à consolidação da nova administração territorial imposta por Roma, esta via servia os inerentes propósitos militares, ao mesmo tempo que assegurava o transporte de matérias primas imprescindíveis ao bom desempenho das ordens emanadas do epicentro da nova ordem imperial, com especial relevo para os bens metalíferos. E bastaria examinar a notável concentração de marcos miliários e a própria citação de um número considerável de imperadores, para comprovarmos esta condição, traduzida nas permanentes intervenções de conservação realizadas ao longo do seu percurso: Tiberio Claudio Nerone (Tibério) (42 a. C. - 37 d. C.), Tiberio Claudio Druso Nerone (Cláudio) (10 a. C.-54 d. C.) e Marcus Ulpius Traianus (Trajano) (53-9 d. C.).
[AMartins]
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional
ZEP
n/a
Afectação
12707538
Abrangido
em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra
Classificação
Sem registos associados
Localização
Vila Real / Montalegre / Cervos
LATITUDE
41.760627
LONGITUDE
-7.863675
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1858
1858-1941), mentor e primeiro director do actual Museu Nacional de Arqueologia, entre 1893 e 1929.
1893
1893 e 1929.
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) À semelhança, entre outras, da 'Via romana de Braga a Tui', a classifi...
1929
1929.
1941
1941), mentor e primeiro director do actual Museu Nacional de Arqueologia, entre 1893 e 1929.
0
IMAGENS
4
BIBLIOGRAFIAS
Acesso Móvel
Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta
ficha no
imediato.
Partilhar Património
Bibliografia
Título
Autor(es)
Tipo
Data
Local
"O Reordenamento Territorial", Nova História de Portugal: Portugal das origens à romanização
ALARCÃO, Jorge Manuel N. L.
Edição
1990
Lisboa
"Subsídios para o estudo arqueológico de Montalegre, Mealhada e Viseu", Ethnos
SANTOS, Maria Cristina
Edição
1969
Lisboa
Montalegre e Terras de Barroso
COSTA, João Gonçalves da
Edição
1968
Montalegre
"Materiais para a arqueologia do concelho de Montalegre", O Arqueólogo Português