Dotado de vários recursos cinegéticos e de uma beleza paisagística inquestionável, o território correspondente, na actualidade, à freguesia de Chã destaca-se, sem dúvida, pela abundância de linhas de água - em grande parte mercê da enorme barragem de Pisões - e da diversidade de espécimes piscícolas.
De entre as estruturas erguidas ao longo da sua História, sobressai a "Igreja de São Vicente da Chã", possivelmente construída ainda antes do início do longo processo de formação da nacionalidade, no qual desempenhou papel de não somenos importância, até pelo privilegiado posicionamento geográfico que detinha (e detém) no mapa peninsular, característica assimilada muito antes, em pleno período romano, como testemunham os vestígios arqueológicos encontrados até ao momento no seu termo, a exemplo da antiga via que o atravessa.
A igreja foi incluída (1910) no primeiro grande decreto português de classificação de edifícios antigos como "monumentos nacionais", numa evidência, não apenas do interesse que o poder político expressava pela área futuramente conhecida por "patrimonial", em antevésperas republicanas, como do crescente apreço votado pela intelectualidade nacional ao românico, movimento em que o templo em epígrafe se inscreve, ainda que tivesse sido alvo de uma profunda campanha barroca seguida de outra, realizada em oitocentos.
Igreja composta de duas naves de planta rectangular, interligados por dois arcos plenos, e cobertura de madeira, a capela-mor, delas separada por arco triunfal decorado com talha, ostenta retábulo de talha dourada e verde, à semelhança, ademais, do que sucede num dos dois retábulos colocados no lado do Evangelho da nave, um dos quais - o de topo - pintado com a evocação do Céu e do Inferno, assim como no púlpito - erguido no mesmo lado - e no retábulo existente no lado da Epístola. O interior do templo é ainda percorrido por lambril azulejar simulando o enchaquetado.
Ao interior, acede-se através de portal de arco pleno com arquivoltas lavradas assentes em impostas e sobrepujado por óculo, rasgados na fachada principal culminada em empena intercisa encimada com pináculos e cruz, no topo da qual foi adossada a torre sineira.
[AMartins]
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional
ZEP
n/a
Afectação
12707538
Abrangido
em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra
Classificação
Sem registos associados
Localização
Vila Real / Montalegre / Chã
-- -
Chã -
Polícia:
LATITUDE
41.784588
LONGITUDE
-7.785163
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) Dotado de vários recursos cinegéticos e de uma beleza paisagística inq...
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