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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Forte da Ínsua

Arquitectura Militar / Forte

Designação
Designação Atual
Forte da Ínsua
Outras Designações
Tipologia
Forte
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Imóvel
Implantado a 200 metros da costa, fronteiro à praia de Moledo, o Forte da Ínsua destaca-se pela originalidade da sua localização defensiva, já que foi erigido num ilhéu, bem como por integrar no espaço intramuros um convento que já existia anteriormente. O forte tem ainda a particularidade de incorporar um poço de água doce situado no mar, um dos três únicos existentes no mundo.
Esta fortaleza abaluartada apresenta planta estrelada irregular composta por dois baluartes poligonais de ângulo, localizados a norte e a oeste, e dois meios baluartes de ângulo unidos por tenalha central, posicionados entre sul e este. A estrutura é unificada por cortinas de traçado plano. Nos cunhais dos quatro baluartes foram edificadas guaritas facetadas com cobertura esférica em calote, e num dos panos da muralha foi erigido um balcão retangular sobre mísulas, com cobertura semelhante. A praça de armas é dividida em duas áreas; a primeira corresponde a uma plataforma lajeada onde se implantavam os quartéis, depósito e cozinha; no restante espaço foi incorporado o convento, de modelo chão bastante sóbrio, formado pela igreja de planta longitudinal, com nave única e sacristia, pelo claustro jónico de planta quadrangular, e pelas dependências conventuais.
A porta de armas localiza-se na frente leste, virada a terra, aberta num arco pleno inserido em estrutura rectangular, sobre a qual assenta um frontão triangular cujo tímpano é decorado por três brasões com as armas de Portugal e do Governador da Província do Minho. À direita foi inserida uma lápide alusiva à edificação da fortaleza. No baluarte da frente nascente abre-se uma porta secundária de moldura reta assente sobre impostas.
História
A ocupação primitiva do ilhéu da Ínsua, junto à foz do rio Minho e frente à vila de Caminha, decorreu ainda na época medieval, quando uma comunidade franciscana edificou ali o Convento de Santa Maria em 1392. O convento seria ampliado e renovado em 1471 e novamente em 1502, tendo estas últimas sido ordenadas por D. Manuel I.
Pensa-se que durante os séculos XV e XVI o ilhéu teve estruturas fortificadas, mas delas nada subsiste. O Forte da Ínsua que hoje se conhece data do reinado de D. João IV, tendo sido desenhado durante a reforma das fortalezas costeiras portuguesas no contexto das Guerras da Restauração, de acordo com as necessidades de defesa nacionais. Executada entre 1649 e 1652, esta fortificação abaluartada marca o início da linha defensiva então delineada para a costa atlântica portuguesa. Ao cruzar fogo com a Praça de Caminha, a Ínsua era a primeira defesa da fronteira noroeste do Reino, marcando também a primeira linha de fogo do sistema de fortificações interiores, implantadas nas margens do rio Minho.
A fortaleza teve a particularidade de integrar o convento existente e os frades que nele habitavam, e que participaram na edificação do complexo militar. O cenóbio foi depois ampliado e beneficiado, em 1676, 1717, 1767 e 1795.
No século XIX, o forte sofreu várias adversidades. Se em 1807, no decorrer da 1.ª Invasão Francesa, o espaço foi invadido por tropas espanholas, em 1834 a comunidade franciscana era forçada a abandonar o convento, no decorrer da Extinção das Ordens Religiosas. A partir de então, a Ínsua foi exclusivamente ocupada pelo Exército, que aí instalou um farol em 1886, que funcionou até aos anos 70 do século XX.
Em 1909 era nomeado o último governador da fortaleza, e no ano seguinte o Forte da Ínsua era classificado como Monumento Nacional. Depois de 1979 as autoridades locais e nacionais registaram várias vezes o estado de abandono e ruína da estrutura e, embora fosse sempre reafirmada a necessidade de recuperar esta fortaleza única pela sua tipologia e localização, somente em 2016 o edifício foi integrado no programa de reabilitação do património português REVIVE.
Catarina Oliveira
DGPC, 2020
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Pequena ilha rochosa situada a sudoeste da foz do Rio Minho a cerca de duzentos mestros da costa, entre Moledo e Caminha.
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP n/a
Afectação 12737527
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Viana do Castelo / Caminha / Moledo e Cristelo
-- pequena ilha rochosa situada a sudoeste da foz do Rio Minho a cerca de duzentos mestros da costa, entre Moledo e Caminha
Moledo -
Polícia:
LATITUDE
41.859061
LONGITUDE
-8.874565
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1392
1392.
1471
1471 e novamente em 1502, tendo estas últimas sido ordenadas por D.
1502
1502, tendo estas últimas sido ordenadas por D.
1649
1649 e 1652, esta fortificação abaluartada marca o início da linha defensiva então delineada para a costa atlântica p...
1652
1652, esta fortificação abaluartada marca o início da linha defensiva então delineada para a costa atlântica portugue...
1676
1676, 1717, 1767 e 1795.No século XIX, o forte sofreu várias adversidades. S
1717
1717, 1767 e 1795.No século XIX, o forte sofreu várias adversidades. S
1767
1767 e 1795.No século XIX, o forte sofreu várias adversidades. S
1795
1795.No século XIX, o forte sofreu várias adversidades. S
1807
1807, no decorrer da 1.ª Invasão Francesa, o espaço foi invadido por tropas espanholas, em 1834 a comunidade francisc...
1834
1834 a comunidade franciscana era forçada a abandonar o convento, no decorrer da Extinção das Ordens Religiosas. A
1886
1886, que funcionou até aos anos 70 do século XX.Em 1909 era nomeado o último governador da fortaleza, e no ano segui...
1909
1909 era nomeado o último governador da fortaleza, e no ano seguinte o Forte da Ínsua era classificado como Monumento...
1910
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1979
1979 as autoridades locais e nacionais registaram várias vezes o estado de abandono e ruína da estrutura e, embora fo...
2016
2016 o edifício foi integrado no programa de reabilitação do património português REVIVE.Catarina OliveiraDGPC, 2020
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2020
4
IMAGENS
7
BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Castelos do Distrito de Viana GUERRA, Luís Figueiredo da Edição 1926 Coimbra
Alto Minho ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de Edição 1987 Lisboa
Os mais belos castelos e fortalezas de Portugal GIL, Júlio, CABRITA, Augusto Edição 1986 Lisboa
"Do rigor teórico à urgência prática: a arquitectura militar", História da Arte em Portugal, vol. 8 MOREIRA, Rafael Edição 1986 Lisboa
Caminha e seu concelho ALVES, Lourenço Edição 1985 Caminha
Guia de Inventário - Fortificações medievais e modernas NOÉ, Paula Edição 2015
"Caminha através dos tempos. Igrejas, Capelas, Mosteiros e Conventos", Caminiana, nº2, pp.127-159 SILVA, João M. F. Edição 1980 Caminha

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