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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Paço dos Duques de Bragança

Arquitectura Civil / Paço

Designação
Designação Atual
Paço dos Duques de Bragança
Outras Designações
Paço dos Duques de Bragança (ruínas) - designação do diploma de classificação / Paço dos Duques de Guimarães / Residência Oficial do Presidente da República / Museu (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Paço
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Mandado construir no primeiro quartel do século XV, provavelmente entre 1420 e 1422, por D. Afonso, Conde de Barcelos - filho bastardo de D. João I e futuro Duque de Bragança -, a edificação do Paço coincidiu com a concretização do seu segundo casamento, altura em que fixou residência em Guimarães.
Não está ainda completamente definida a estrutura original deste paço, tremendamente restaurado no século XX e com soluções vincadamente inventivas. Por outro lado, a sua construção não foi uniforme, demorando-se o estaleiro por todo o século XV e avançando mesmo pela centúria de Quinhentos.
Estruturado a partir de um pátio central quadrangular, as alas laterais albergam as dependências mais importantes, enquanto que a capela se encontra no lado oposto à entrada, na ala que em melhor estado chegou aos nossos dias. Tais características básicas fazem deste monumento um dos melhores exemplos portugueses da tradição construtiva nobre tardo-medieval, em pleno desenvolvimento nas regiões francesas desde a segunda metade do século XIV, e de que o Palácio dos Reis de Maiorca, em Perpignan, são um fiel modelo (SILVA, 1996, p.32).
Na viragem para o século XVI, prosseguindo as obras, tudo indica que se tenha procurado maior monumentalidade, acrescentando-se, para isso, um piso sobre a porta principal. Este segundo impulso construtivo terá sido determinado pelo segundo duque de Bragança, D. Fernando, e a ele deveremos a rigorosa simetria em altura de todo o conjunto (Ibidem, pp.32-33). A organização funcional dos espaços, contudo, deverá datar do projecto original, e compreende duas grandes áreas divididas em altura: no primeiro piso, as dependências de serviços e de apoio; no segundo, as habitações nobres, estruturadas a partir da capela em áreas para o duque e para a duquesa.
Curta vida funcional teve, contudo, este paço. Nesse mesmo século XVI, a transferência do duque de Bragança para Vila Viçosa determinou o encerramento do paço de Guimarães durante largos períodos. Sensivelmente um século depois, dava-se início à grande sangria do monumento, com uma primeira autorização régia de utilização da sua pedra.
Os séculos seguintes foram de profunda degradação, continuando a sua pedra a ser dispersa por várias obras da cidade e agravando-se o seu estado com novas funcionalidades, como a de quartel, a partir de 1807. Nos inícios do século XX, a estrutura medieval encontrava-se irremediavelmente corrompida.
O radical restauro efectuado a partir de 1937, da autoria do Arquitecto Rogério de Azevedo, foi tão polémico como revitalizador. A opção restauradora baseou-se na análise de outros paços medievais estrangeiros, mas também numa pretensa ilusão de monumentalidade, que os homens da década de 30 do século XX estavam longe de assegurar. Nestas obras confluíram ainda outros aspectos de índole político-religiosa, tão característicos do Estado-Novo, cuja natureza nacionalista do regime via na Guimarães medieval o mais poderoso e genuíno traço do povo português. Não admira, neste sentido, que o paço tenha sido transformado em residência oficial do Presidente do Conselho e da Presidência da República, este último cargo que acumula até ao presente.
Na actualidade, parte do imóvel encontra-se reconvertido em Museu, cuja colecção e disposição tem por objectivo a aproximação a um quotidiano do paço durante os séculos XVI e XVII. Do vasto espólio, destaca-se, pelo seu valioso contributo para a História dos Descobrimentos, o conjunto de quatro cópias das tapeçarias de Pastrana, que narram alguns dos passos das conquistas do Norte de África e cujo desenho vem sendo atribuído ao pintor Nuno Gonçalves, autor do políptico de São Vicente de Fora; a colecção de porcelanas da Companhia das Índias; o conjunto de faianças portuguesas de importantes fábricas: Prado, Viana, Rocha Soares, Rato; o núcleo de tapeçarias flamengas, de Pieter Paul Rubens, entre muitas outras obras.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Portaria de 15-04-1955, publicada no DG, II Série, n.º 170, de 23-07-1955 (com ZNA) (ZEP do Castelo, da Igreja de São Miguel e do Paço dos Duques de Bragança)
Portaria de 24-11-1951, publicada no DG, II Série, n.º 103, de 30-04-1952
Afectação 9913229
Abrangido em ZEP ou ZP
Localização
Braga / Guimarães / Oliveira, São Paio e São Sebastião
Rua Conde D. Henrique, Monte Latito ou Falperra
Guimarães -
Polícia:
LATITUDE
41.446445
LONGITUDE
-8.290986
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1420
1420 e 1422, por D.
1422
1422, por D.
1807
1807.
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) Mandado construir no primeiro quartel do século XV, provavelmente entr...
1937
1937, da autoria do Arquitecto Rogério de Azevedo, foi tão polémico como revitalizador. A
1996
1996, p.32).Na viragem para o século XVI, prosseguindo as obras, tudo indica que se tenha procurado maior monumentali...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I DIAS, Pedro Edição 2002 Lisboa
Paços Medievais Portugueses SILVA, José Custódio Vieira da Edição 1995 Lisboa
"Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães", Patrimonia, nº1, 1996, pp.29-36 SILVA, José Custódio Vieira da Edição 1996
Solares Portugueses AZEVEDO, Carlos de Edição 1988 Lisboa
Guimarães - guia de turismo GUIMARÃES, Alfredo Edição 1953
Paço dos Duques (Guimarães) AZEVEDO, António de Edição 1964 Guimarães
Monografia de Guimarães e seu Termo LINO, António Edição 1984 Guimarães
"A propósito do Paço dos Duques em Guimarães", Arquivo Municipal, 1942 PIMENTA, Alfredo Edição 1942 Guimarães
Despropósito a propósito do Paço dos Duques de Guimarães. Epístola ao Sr. Dr. Alfredo Pimenta AZEVEDO, Rogério de Edição 1942 Porto
"O paço do conde D. Henrique e o paço dos Duques em Guimarães", Boletim Cultural, vol. XXV, fasc.1-2-, 1962 AZEVEDO, Rogério de Edição 1962 Porto
O paço dos Duques de Guimarães (preâmbulo à memória do projecto de restauro) AZEVEDO, Rogério de Edição 1942 Porto
"Um percurso por Guimarães medieval no século XV", Patrimonia, nº1, 1996, pp.9-16 FERREIRA, Maria da Conceição Falcão Edição 1996
Paço Ducal de Guimarães FONTE, Barroso da Edição 1993 Lisboa
Paço dos Duques de Guimarães. Separata de Palácios Portugueses 1 SILVA, Jorge Henrique Pais da Edição 1973
Paço dos Duques de Bragança - Castelhano Edição 1999 Lisboa
Mil anos a construir Portugal Edição 2000 Guimarães
Paço dos Duques em Guimarães. Boletim da DGEMN Edição 1959 Lisboa

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