Considerado um "(...) edifício de grande relevo arquitectónico e muita carga simbólica (...)", pelo facto de a sua fundação estar ligada à família dos alcaides de Barcelos e ouvidores do duque de Bragança (ALMEIDA, Carlos A. F., 1990, p. 50), o Solar dos Pinheiros terá sido edificado em meados do século XV por Pedro Esteves, doutor em direito civil. O edifício que chegou aos dias de hoje é resultado de quatro grandes reformas executadas entre os séculos XV e XVII que estão bem patentes na "(...) diversidade de soluções e de formas decorativas ou simbólicas (...)"(Idem, ibidem).
Do núcleo primitivo da casa subsistem os portais do piso térreo, uma vez que a actual fisionomia do solar, um corpo central de planimetria rectangular enquadrado por duas torres, deverá ser originária da primeira grande campanha reformadora mandada executar nos últimos anos do século XV por Álvaro Pinheiro, filho do fundador da casa. Esta campanha de obras originou um modelo de arquitectura senhorial que, embora sem possuir ameias, terá sido inspirado no paço edificado em Ponte de Lima por D. Leonel de Lima (Idem, ibidem), sendo utilizado na arquitectura civil senhorial desde os finais da Idade Média até ao período barroco.
No segundo quartel do século XVI foi executada uma terceira campanha de obras, que visou não só a transformação da estrutura como o enriquecimento do programa decorativo das fachadas do paço. Desta época subsistem algumas janelas decoradas com motivos ao romano , motivos que se estendem à cornija de um dos torreões, possivelmente ampliado na época, e uma varanda situada no pátio interior, sustentada por uma loggia e com janelas de gelosias no piso superior.
Se ainda na centúria de Quinhentos os proprietários patrocinaram a construção de um segundo piso na zona de habitação, também no século XVII foram feitos diversos acrescentos na área habitacional.
O interior do solar foi muito alterado por uma reforma revivalista executada no segundo quartel do século XX, na qual foram executados diversos elementos decorativos e estruturais de gosto neogótico, neomanuelino e neoárabe, como as lareiras das salas interiores, ou os azulejos que revestem a escadaria principal.
Catarina Oliveira
IPPAR/2005
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional
ZEP
Portaria de 15-10-1953, publicada no DG, II Série, n.º 8, de 11-01-1954 (com ZNA) (ZEP da igreja matriz, do Paço dos Duques de Bragança, do Palácio. solar dos Pinheiros e da ponte sobre o Cávado)
Afectação
12707538
Abrangido
em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra
Classificação
Sem registos associados
Localização
Braga / Barcelos / Barcelos, Vila Boa e Vila Frescainha (São Martinho e São Pedro)
Rua Dr. Miguel Fonseca (antiga Rua Duques de Bragança)
Barcelos -
Polícia:
LATITUDE
41.528619
LONGITUDE
-8.622866
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) Considerado um "(...) edifício de grande relevo arquitectónico e muita...
1990
1990, p.
2005
2005
8
IMAGENS
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Bibliografia
Título
Autor(es)
Tipo
Data
Local
História da Arte em Portugal, vol. 5 - o Manuelino
DIAS, Pedro
Edição
1986
Lisboa
Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I
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Edição
2002
Lisboa
A arquitectura manuelina
DIAS, Pedro
Edição
2009
Vila Nova de Gaia
Barcelos
ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de
Edição
1990
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Palácios e solares portuguezes (Col. Encyclopedia pela imagem)
SEQUEIRA, Gustavo de Matos
Edição
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Porto
Barcelos histórico, monumental e artístico
FREITAS, Eugénio de Andrea da Cunha e, TRIGUEIROS, António Júlio Limpo, LACERDA. Maria da Conceição Cardoso Pereira de