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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Paço dos Duques de Bragança

Arquitectura Civil / Paço

Designação
Designação Atual
Paço dos Duques de Bragança
Outras Designações
Paço dos Duques de Bragança (ruínas) - designação do diploma de classificação / Paço dos Condes de Barcelos (ruínas) / Paço dos Condes de Barcelos (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Paço
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
"Altaneiras, impondo-se sobre a ponte e o rio ou a quem venha da margem sul do Cávado, as velhas ruínas do paço condal de Barcelos lembram também o castelo que, de alguma forma, também foram" (ALMEIDA, 1990, p.36). No ponto mais elevado da cidade, em posição dominante sobre o rio, o paço condal foi (é) o edifício mais importante de toda a localidade, tutelando o espaço e os homens desta área ao longo dos séculos.
A sua construção remonta ao século XV e não pode ser dissociada das muralhas, inserindo-se num processo de renovação (e imposição do poder) levado a cabo pelo 8º conde barcelense, D. Afonso, filho bastardo de D. João I e também 1º duque de Bragança, em cuja condição promoveu a construção dos paços de Chaves e de Guimarães (ALMEIDA e BARROCA, 2002, p.109). As obras, todavia, continuaram pelos seus sucessores, em particular o seu filho, D. Fernando (a quem José Custódio Vieira da SILVA, 1995, p.146 atribui a edificação) e só terão sido concluídas em vida do 10º conde, também chamado D. Fernando, já na década de 80. Apesar de em estado ruinoso há largos séculos, este paço é um bom testemunho das construções nobres apalaçadas do final da Idade Média, em que uma significativa parte dos castelos recebeu alas residenciais para os seus alcaides e/ou proprietários, num processo de engrandecimento dessas antigas fortalezas, que passaram a caracterizar-se também por uma panóplia inventiva de soluções arquitectónicas de função residencial.
O paço foi muito adulterado ao longo dos tempos, mas ainda é possível reconstituir genericamente a sua fisionomia original, graças, sobretudo, a imagens antigas como o desenho de Duarte d'Armas (dos inícios do século XVI) e a uma pintura de António Augusto Pereira, datada de 1856. Ele tinha "cinco corpos adossados entre si, quatro deles com espaços turriformes, de planta quase quadrada, e um quinto espaço rectangular, de dimensões mais generosas" (ALMEIDA e BARROCA, 2002, p.110). Desse conjunto, restam apenas a Sala principal (que detinha uma área de 128m2 e possuía lareira central) e outros dois compartimentos, tendo-se perdido totalmente a ala setentrional, que se ligava à igreja-colegiada através de um passadiço. Na década de 80 do século XV o conde D. Fernando promoveu várias obras, entre as quais se conta a torre que controlada o acesso à ponte sobre o Cávado, obra de dois andares, cujo piso superior estava integrado no paço (IDEM, pp.111-112).
De acordo com o desenho de 1856, é possível ver um paço compacto, de grande simetria na sua face voltada a Sul (aquela que se virava ao rio), composta por longo corpo central de mais de três registos, a que se associavam outros corpos laterais e um último a Norte. De acordo com a análise efectuada por Mário Barroca, era um paço ainda algo arcaizante, mais característico da arquitectura do primeiro quartel do século XV que de da década de 80 (certamente pelo aspecto mais de fortaleza que de residência apalaçada), sendo o período de laboração balizado entre 1401 (ano em que D. Afonso foi empossado no título condal) e 1427 (data de uma escritura assinada no próprio paço).
A história da sua ruína conta já com mais de quatro séculos. Em 1609 já estava em muito mau estado e, um século depois, os cónegos da Colegiada pediram autorização ao rei para utilizar a sua pedra na renovação da Igreja Matriz. Em 1800 ruiu a torre que defendia a ponte e a partir de 1808 a autarquia começou a desmantelá-lo, não apenas para aplicar a pedra a outras edificações, mas também pelo perigo de derrocada. Em 1903, Ernesto Korrodi projectou um inventivo restauro que pretendia reverter o conjunto a uma monumentalidade idealizada, mas só em 1920 é que o espaço adquiriu nova funcionalidade, instalando-se nas suas ruínas o Museu Arqueológico de Barcelos, espaço de memória do concelho e que ainda se mantém, agora como imagem de marca da história recente e passada da cidade.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Portaria de 15-10-1953, publicada no DG, II Série, n.º 8, de 11-01-1954 (com ZNA) (ZEP da igreja matriz, do Paço dos Duques de Bragança, do Palácio. solar dos Pinheiros e da ponte sobre o Cávado)
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Braga / Barcelos / Barcelos, Vila Boa e Vila Frescainha (São Martinho e São Pedro)
Rua Dr. Miguel Fonseca (antiga Rua Duques de Bragança)
Barcelos -
Polícia:
LATITUDE
41.528116
LONGITUDE
-8.622099
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1401
1401 (ano em que D.
1427
1427 (data de uma escritura assinada no próprio paço).A história da sua ruína conta já com mais de quatro séculos. Em 16
1609
1609 já estava em muito mau estado e, um século depois, os cónegos da Colegiada pediram autorização ao rei para utili...
1800
1800 ruiu a torre que defendia a ponte e a partir de 1808 a autarquia começou a desmantelá-lo, não apenas para aplica...
1808
1808 a autarquia começou a desmantelá-lo, não apenas para aplicar a pedra a outras edificações, mas também pelo perig...
1856
1856.
1903
1903, Ernesto Korrodi projectou um inventivo restauro que pretendia reverter o conjunto a uma monumentalidade idealiz...
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) "Altaneiras, impondo-se sobre a ponte e o rio ou a quem venha da marge...
1920
1920 é que o espaço adquiriu nova funcionalidade, instalando-se nas suas ruínas o Museu Arqueológico de Barcelos, esp...
1990
1990, p.36).
1995
1995, p.146 atribui a edificação) e só terão sido concluídas em vida do 10º conde, também chamado D. Fernan
2002
2002, p.109).
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Catálogo do Museu Arqueológico de Barcelos ALMEIDA, Carlos Alberto Brochado de, ANTUNES, João Manuel Viana, MILHAZES, Cláudia Edição 1991 Barcelos
Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I DIAS, Pedro Edição 2002 Lisboa
Paços Medievais Portugueses SILVA, José Custódio Vieira da Edição 1995 Lisboa
História da Arte em Portugal - o Gótico ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de, BARROCA, Mário Jorge Edição 2002 Lisboa
Barcelos ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de Edição 1990 Lisboa
O Concelho de Barcelos Aquém e Além Cávado (1948), 2ªed. fasimiliada FONSECA, Teotónio da Edição 1987 Barcelos
Solares Portugueses - Introdução ao Estudo da Casa Nobre AZEVEDO, Carlos de Edição 1969 Lisboa
Guia ilustrado de Barcelos LEITÃO, Joaquim Edição 1908
O Paço dos Condes - Duques de Barcelos AZEVEDO, Francisco de Edição 1954 Porto
"O antigo Palácio dos Duques de Bragança em Barcelos", Boletim da Academia Nacional de Belas Artes, vol. VII, pp.28-29 VALENTE, Vasco Edição 1940 Lisboa
"O paço do Conde de Barcelos", Barcellos Revista, 2ª Série, nº 2 VALE, Clara Pimenta do Edição 1991 Barcelos
"O Paço dos Condes de Barcelos", Barcelos Património, nº 4, pp.7-38 FLORES, Joaquim António de Moura Edição 1996 Barcelos
Barcelos, Verde Minho MAGALHÃES, António Martins Edição 1987 Barcelos
O perfil do 8º Conde de Barcelos e a sua influência na expansão portuguesa COSTA, Abel Gomes da Edição 1980 Barcelos

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