A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Ponte sobre o Cávado

Arquitectura Civil / Ponte

Designação
Designação Atual
Ponte sobre o Cávado
Outras Designações
Ponte de Barcelos / Ponte sobre o Rio Cávado (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Ponte
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A ponte que liga Barcelos a Barcelinhos é um dos monumentos mais evocadores desta cidade e, paralelamente, uma das mais importantes pontes baixo-medievais nacionais, apenas ultrapassada pelas monumentais obras do rio Lima, junto a Ponte da Barca e Ponte de Lima. A sua construção teve lugar no século XIV, durante o governo condal de D. Pedro, filho bastardo de D. Dinis, autor do célebre Livro de Linhagens e conde de Barcelos entre 1314 e 1354, que se fez sepultar em monumental túmulo no Mosteiro de São João de Tarouca. De acordo com Carlos Alberto Ferreira de Almeida, a ponte estaria já em construção em 1325, altura em que é mencionada num legado testamentário, e teria sido terminada em 1328 (ou pouco antes), pois é desse ano a instituição da capela de Santa Maria da Ponte, do lado de Barcelinhos, "o que só é compreensível com a sua abertura ao trânsito" (ALMEIDA, 1990, p.31).
É uma estrutura imponente, como não poderia deixar de ser face à necessidade de vencer a relativa altura das margens do Cávado nesta secção do seu curso. Ao contrário do que foi habitual na Baixa Idade Média, em que as pontes tendem a ser de cavalete de dupla rampa, em Barcelos adoptou-se o perfil horizontal, opção plenamente justificada pela longa travessia imposta. Ainda assim, os dois arcos médios são ligeiramente mais elevados que os restantes quatro, o que sugere um ligeiro cavalete. A técnica construtiva não se diferencia muito do que foi seguido durante o período românico (IDEM, p.31). Os seus arcos são praticamente de volta perfeita, executados com aduelas compridas e estreitas e de ligeira irregularidade no extradorso. O sistema complementar de estruturação privilegiou a construção de talhamares triangulares a montante e quadrangulares a jusante, mas ainda sem olhais, opção que se tornará mais frequente no século XV, em particular nas longas pontes sobre o rio Lima. Finalmente, o tabuleiro apoia-se em grossas linhas de cachorrada que, por sua vez, sustentam também as guardas.
Numa das principais vilas do reino, a execução deste empreendimento certamente conferiu maior importância à localidade, por onde passava já o principal caminho Norte-Sul do entre-Douro-e-Minho medieval. Como fonte de atracção de homens, mercadorias e comércio, a sua exploração pelos condes barcelenses está directamente ligada à enorme prosperidade da vila na segunda metade do século XIV e apogeu na primeira metade do seguinte, quando se construíram diversos elementos de impacto, como as muralhas e o paço ducal, ele próprio tutelar sobre a ponte.
A ligação (física mas também simbólica) entre o paço e a ponte levou a que os condes edificassem uma torre de dois pisos, que controlava a passagem pelo lado Norte. No piso inferior, era rasgada por três amplas arcadas, uma delas virada ao tabuleiro e as outras permitindo a passagem para nascente e poente. Desta estrutura não restam mais que os alicerces onde se encostava a muralha, mas foi ainda desenhada por A. Augusto Pereira, numa pintura datada de 1856. A cronologia desta obra apresenta ainda algumas dúvidas, mas deverá corresponder ao condado de D. Fernando, estando em construção no ano de 1482 (ALMEIDA e BARROCA, 2002, p.127).
Ao longo dos séculos, a intensidade de tráfego e a sua importância estratégica motivaram diversas obras de consolidação e de beneficiação. As mais importantes tiveram lugar nos séculos XVII (concretamente em 1628, altura em que o tabuleiro foi regularizado e alargado) e XIX. Esta última campanha está datada de 1881 e, para além do alargamento da zona transitável, procedeu-se ao desmantelamento das ameias quatrocentistas que corriam ao longo das guardas. Com este desmonte, a que se junta o desmoronamento da torre Norte em 1800, a velha ponte de Barcelos perdeu todo o seu carácter fortificado, mas conserva-se como elemento notável do passado medieval da cidade.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Portaria de 15-10-1953, publicada no DG, II Série, n.º 8, de 11-01-1954 (com ZNA) (ZEP da igreja matriz, do Paço dos Duques de Bragança, do Palácio. solar dos Pinheiros e da ponte sobre o Cávado)
Afectação 9914629
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Braga / Barcelos / Barcelos, Vila Boa e Vila Frescainha (São Martinho e São Pedro); Barcelinhos
-- entre Barcelos e Barcelinhos
Barcelos -
Polícia:
LATITUDE
41.527362
LONGITUDE
-8.622301
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1314
1314 e 1354, que se fez sepultar em monumental túmulo no Mosteiro de São João de Tarouca. De
1325
1325, altura em que é mencionada num legado testamentário, e teria sido terminada em 1328 (ou pouco antes), pois é de...
1328
1328 (ou pouco antes), pois é desse ano a instituição da capela de Santa Maria da Ponte, do lado de Barcelinhos, "o q...
1354
1354, que se fez sepultar em monumental túmulo no Mosteiro de São João de Tarouca. De
1482
1482 (ALMEIDA e BARROCA, 2002, p.127).Ao longo dos séculos, a intensidade de tráfego e a sua importância estratégica ...
1628
1628, altura em que o tabuleiro foi regularizado e alargado) e XIX.
1800
1800, a velha ponte de Barcelos perdeu todo o seu carácter fortificado, mas conserva-se como elemento notável do pass...
1856
1856.
1881
1881 e, para além do alargamento da zona transitável, procedeu-se ao desmantelamento das ameias quatrocentistas que c...
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) A ponte que liga Barcelos a Barcelinhos é um dos monumentos mais evoca...
1990
1990, p.31).É uma estrutura imponente, como não poderia deixar de ser face à necessidade de vencer a relativa altura ...
2002
2002, p.127).Ao longo dos séculos, a intensidade de tráfego e a sua importância estratégica motivaram diversas obras ...
3
IMAGENS
9
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
História da Arte em Portugal - o Gótico ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de, BARROCA, Mário Jorge Edição 2002 Lisboa
Barcelos ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de Edição 1990 Lisboa
A gloriosa história dos mais belos castelos de Portugal PERES, Damião Edição 1969 Barcelos
O Concelho de Barcelos Aquém e Além Cávado (1948), 2ªed. fasimiliada FONSECA, Teotónio da Edição 1987 Barcelos
Guia ilustrado de Barcelos LEITÃO, Joaquim Edição 1908
"O antigo Palácio dos Duques de Bragança em Barcelos", Boletim da Academia Nacional de Belas Artes, vol. VII, pp.28-29 VALENTE, Vasco Edição 1940 Lisboa
"O paço do Conde de Barcelos", Barcellos Revista, 2ª Série, nº 2 VALE, Clara Pimenta do Edição 1991 Barcelos
"O Paço dos Condes de Barcelos", Barcelos Património, nº 4, pp.7-38 FLORES, Joaquim António de Moura Edição 1996 Barcelos
Barcelos, Verde Minho MAGALHÃES, António Martins Edição 1987 Barcelos

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Paço dos Duques de Bragança
Paço dos Duques de Bragança

Barcelos

Ver Ficha
Pelourinho de Barcelos
Pelourinho de Barcelos

Barcelos

Ver Ficha
Igreja Matriz de Barcelos
Igreja Matriz de Barcelos

Barcelos

Ver Ficha
Palácio, solar dos Pinheiros
Palácio, solar dos Pinheiros

Barcelos

Ver Ficha