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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Palácio dos marqueses de Pombal, abrangendo o jardim, casa de pesca e cascata junta

Arquitectura Civil / Palácio

Designação
Designação Atual
Palácio dos marqueses de Pombal, abrangendo o jardim, casa de pesca e cascata junta
Outras Designações
Palácio e Quinta de Recreio dos Marqueses de Pombal / Palácio do Marquês de Pombal / Palácio dos Condes de Oeiras (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Jardins da Quinta do Marquês de Pombal (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Palácio
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A Quinta do Palácio do Marquês de Pombal permanece como um testemunho da personalidade de Sebastião José de Carvalho e Melo, que pretendeu transformar toda esta área num espaço cultural, de cariz profano, interligando, num mesmo programa, casa e jardins (LEITE, 1988, pp. 115 , 200-201). O espaço é atravessado pela Ribeira da Lage, eixo em torno do qual se desenvolve este ambicioso conjunto.
As origens da propriedade remontam à figura de Paulo de Carvalho e Ataíde, arcipreste da Sé, falecido em 1737, e deixando a continuação dos trabalhos de melhoramento da Quinta nas mãos de Francisco Xavier de Mendonça Furtado, irmão do futuro Marquês. A construção do Palácio, e a campanha decorativa que se seguiu, ganhou especial vitalidade depois de Pombal receber o título de Conde de Oeiras, em 1759 (IDEM, p. 115). Esta intervenção, tradicionalmente atribuída ao arquitecto de origem húngara, Carlos Mardel, terá sido responsável pela reordenação das arquitecturas já existentes, como parece comprovar o plano final, revelador de alguma incoerência (MATOS, 1989, p. 367). É certo que nem todos os autores concordam com a autoria de Mardel (FRANÇA, 1977, p. 344), principalmente por que este faleceu em 1763, época em que o palácio não estava ainda concluído. Mas também é verdade que muitas das características do conjunto denunciam a influência de soluções arquitectónicas utilizadas noutras obras seguramente projectadas por este arquitecto. Entre outros exemplos, citamos o caso da Casa Lázaro Leitão, na Rua da Junqueira, em Lisboa, em que observamos um modelo muito próximo do da fachada de Oeiras, com os torreões nos ângulos e os telhados duplos, de influência germânica.
A capela, situada num dos flancos do U definido pelo conjunto de edifícios, dedicada a Nossa Senhora das Mercês, estava concluída em 1760. A campanha decorativa decorreu nos anos subsequentes, beneficiando dos trabalhos em estuque de João Grossi, da azulejaria da época e da fábrica do Rato (SIMÕES, 1969, p. 70).
Na fachada posterior, a decoração das molduras dos vãos é mais cuidada, surgindo uma série de bustos de figuras alegóricas adossadas à frontaria, a partir da qual, se desenvolve a alameda que conduz à Cascata dos Poetas, com esculturas alusivas a Homero, Virgílio, Camões e Tasso. Este último, constitui um dos 3 pólos estruturadores da Quinta, e que se ligam entre si através de alamedas. Os restantes são o jardim, desenvolvido em três terraços, que se articula com o lago e a Casa de Pesca, também ela atribuída a Mardel (LEITE, 1988, p. 117); e a Cascata da Fonte do Ouro e Casa dos Bichos da Seda. Em todos estes espaços, e para além da iconografia própria, está sempre presente a heráldica dos Carvalhos.
Tendo trabalhado nas obras do aqueduto, e integrado a equipa de reconstrução da baixa Pombalina, Carlos Mardel desenvolveu, em Oeiras, um dos mais significativos projectos da sua carreira, onde é perceptível o entendimento e adaptação do que era a tradição arquitectónica portuguesa e a sua ligação ao estilo chão (CORREIA, 1989, p. 280-283).
É, no entanto, na relação entre a casa e o espaço exterior, habilmente explorado por Mardel, que reside um dos aspectos mais significativos da Quinta do Marquês de Pombal. Para além dos diversos núcleos iconográficos formados por "imagens universais" e concebidos "como um monumento" ou um "conjunto de retórica" (LEITE, 1988, pp. 200-201), Sebastião José de Carvalho e Melo pretendeu criar não apenas mais uma quinta de recreio nos arredores de Lisboa que servisse os seus interesses culturais e eruditos, mas também uma exploração agrícola modelo dirigida, sobretudo, à aristocracia (MATOS, 1989, pp. 367-369).
Depois de 1939, a Quinta foi adquirida por um particular e depois vendida à Fundação Calouste Gulbenkian, ao Estado, que aí instalou a Estação Agronómica Nacional e, mais tarde, à Câmara Municipal de Oeiras, que tem neste palácio a sua sede.
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
(ver ficha relativa à Quinta de Recreio dos Marqueses de Pombal, incluindo os sistemas hidráulicos exteriores à propriedade)
Decreto n.º 39 175, DG, I Série, n.º 77, de 17-04-1953 (ver Decreto)
Decreto n.º 30 838, DG, I Série, n.º 254, de 1-11-1940 (ver Decreto) (suspendeu o diploma anterior quanto aos imóveis que fossem propriedade particular, até que se cumprisse o disposto no art.º 25.º do Decreto n.º 20 985, DG, I Série, n.º 56, de 7-03-1932 (ver Decreto))
Decreto n.º 30 762, DG, I Série, n.º 225, de 26-09-1940 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP n/a
Afectação 181501
Localização
Lisboa / Oeiras / Oeiras e São Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias
Largo do Marquês de Pombal
Oeiras -
Polícia:
Quinta de Baixo e de Cima
Oeiras -
Polícia:
LATITUDE
38.692301
LONGITUDE
-9.314476
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1737
1737, e deixando a continuação dos trabalhos de melhoramento da Quinta nas mãos de Francisco Xavier de Mendonça Furta...
1759
1759 (IDEM, p.
1760
1760.
1763
1763, época em que o palácio não estava ainda concluído. Mas
1932
1932 (ver Decreto)) Decreto n.º 30 762, DG, I Série, n.º 225, de 26-09-1940 (ver Decreto) A Quinta do Palácio do Marq...
1939
1939, a Quinta foi adquirida por um particular e depois vendida à Fundação Calouste Gulbenkian, ao Estado, que aí ins...
1940
1940 (ver Decreto) (suspendeu o diploma anterior quanto aos imóveis que fossem propriedade particular, até que se cum...
1953
1953 (ver Decreto)Decreto n.º 30 838, DG, I Série, n.º 254, de 1-11-1940 (ver Decreto) (suspendeu o diploma anterior ...
1969
1969, p.
1977
1977, p.
1988
1988, pp.
1989
1989, p.
51
IMAGENS
7
BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Portugal antigo e moderno: diccionario geographico, estatistico, chorographico, heraldico, archeologico, historico, biographico e etymologico de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande numero de aldeias... PINHO LEAL, Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de, FERREIRA, Pedro Augusto Edição 1990 Lisboa
Lisboa Pombalina e o Iluminismo FRANÇA, José-Augusto Edição 1987 Lisboa
Solares Portugueses AZEVEDO, Carlos de Edição 1988 Lisboa
O jardim em Portugal nos séculos XVII e XVIII - Arquitecturas, programas, iconografias (Dissertação de Mestrado em História de Arte apresentada à Fac. de Ciências Sociais e Humanas da Univ. Nova de Lisboa) LEITE, Ana Cristina Edição 1988 Lisboa
Palácios e solares portuguezes (Col. Encyclopedia pela imagem) SEQUEIRA, Gustavo de Matos Edição 1900 Porto
Pombal revisitado. Comunicações ao Colóquio Internacional das Comemorações do 2º Centenário da Morte do Marquês de Pombal SANTOS, Maria Helena Carvalho dos Edição 1984 Lisboa
Cozinhas. Espaço e Arquitectura PEREIRA, Ana Marques Edição 2006 Lisboa

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Igreja de Nossa Senhora da Purificação, matriz de Oeiras, incluindo o património móvel integrado
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Quinta de Recreio dos Marqueses de Pombal, incluindo os sistemas hidráulicos exteriores à propriedade
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Oeiras; Cascais

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Quinta do Barão (conjunto constituído pelo solar, jardins e adega)
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Cascais

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