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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Sé de Viseu

Arquitectura Religiosa / Sé, Catedral

Designação
Designação Atual
Sé de Viseu
Outras Designações
Sé Catedral de Viseu / Catedral de Viseu / Igreja Paroquial de Santa Maria / Igreja de Nossa Senhora da Assunção (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Sé, Catedral
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
O sítio onde a Baixa Idade Média implantou a Sé de Viseu conta com uma longa história. Escavações conduzidas por Inês Vaz, junto ao Paço episcopal, revelaram um primitivo templo, aparentemente de tripla ábside e datável da época suevo-visigótica. Os resultados não foram, até ao momento, inteiramente satisfatórios, pelo que o alargamento da área de escavação se assume como prioritário. No processo de reconquista, dois edifícios episcopais aqui terão existido, destacando-se o do século X, altura em que Viseu foi a capital do vasto território entre-Mondego-e-Douro.
A catedral que hoje observamos começou a ganhar forma no século XII, no reinado de D. Afonso Henriques. Sob o impulso do bispo D. Odório, iniciou-se a construção da Catedral românica, de que resta muito pouco. Um capitel vegetalista, datável de finais do século XII (ALVES, 1995, p.12) e, eventualmente, o portal lateral Sul, já do século seguinte e que dá, hoje, acesso ao Claustro, são elementos que poderão pertencer a esse edifício.
Dois séculos depois, com D. Dinis, a cidade atingiu um período áureo, a que não foi alheio o enérgico bispo D. Egas. Em condições favoráveis, procedeu-se a uma renovação profunda do edifício românico, arrancando as obras ainda em finais do século XIII. No entanto, a crise do século seguinte foi nefasta para este estaleiro, arrastando-se a sua actividade até à mudança dinástica de 1383-85. Mesmo tendo à frente o bispo D. João Vicente, homem bem colocado na sociedade quatrocentista, as obras continuaram ainda por muitos anos.
Por outro lado, o Gótico da Sé viseense pouco tem de inovador. Em termos planimétricos, a solução foi de clara continuidade, com um corpo de três naves e três tramos, que recorda mais o Românico beneditino (REAL, 1982) que, propriamente, os espaçosos templos góticos mendicantes e paroquiais. Em altura, a monumentalidade da catedral foi obtida pela robustez das suas paredes-muralhas, recurso também ele mais conotado com o Românico. A própria capela de D. João Vicente revela um vocabulário artístico modesto e, até, arcaizante, ao ponto de Lucena Vale ter equacionado tratar-se da remodelação de uma capela do século XII (VALE, 1944).
O período manuelino, contudo, encarregou-se de dotar a Sé viseense de obras de grande qualidade estética. Quem, hoje, penetra no seu interior, não pode deixar de reparar nas abóbadas manuelinas das naves, que elevam o espaço do corpo e praticamente o uniformizam a uma mesma altura. Esta grande campanha, que, no essencial, aproveitou as estruturas medievais, foi obra do bispo D. Diogo Ortiz de Vilhena e decorreu numa só década, desde a sua nomeação, em 1505, até à sagração do novo templo, em 1516. À frente da diocese, D. Diogo recorreu a um dos mais consagrados arquitectos do ciclo manuelino, João de Castilho, a quem se atribui a reformulação do espaço e a actualização artística do conjunto.
Igualmente determinante foi a acção de D. Miguel da Silva, um dos introdutores do Renascimento em Portugal. Para além de protector do célebre Grão Vasco, é a este prelado que se deve o claustro catedralício, obra renascentista por excelência, com grandes influências da tratadística italiana.
Na Idade Moderna, sucederam-se as obras na Sé, a um ritmo impressionante. Em 1635, uma das torres medievais ruiu, arrastando consigo o portal manuelino de D. Diogo Ortiz. A reconstrução da fachada principal, sob o signo do maneirismo, pautou-se por uma considerável contenção de despesas (ALVES, 1971, p.23), limitando-se a mascarar as amplas massas pétreas de origem medieval.
Na época barroca, praticamente todo o interior foi enriquecido com obras de talha, azulejo e pintura, correspondendo à complexificação devocional característica da época. O órgão, o retábulo-mor (segundo desenho de Santos Pacheco), os painéis azulejares do claustro e a casa do cabido são obras deste período, e revelam como a periférica Sé de Viseu se manteve inserida nas correntes estéticas dominantes do século XVIII.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Portaria de 2-02-1963, publicada no DG, II Série, n.º 42, de 19-02-1963 (sem restrições) (ZEP da Sé de Viseu e do edifício do antigo Seminário)
Afectação 9913229
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Viseu / Viseu / Viseu
Adro da Sé
Viseu -
Polícia:
LATITUDE
40.659814
LONGITUDE
-7.910835
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1383
1383-85.
1505
1505, até à sagração do novo templo, em 1516. À f
1516
1516.
1635
1635, uma das torres medievais ruiu, arrastando consigo o portal manuelino de D.
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) O sítio onde a Baixa Idade Média implantou a Sé de Viseu conta com uma...
1944
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1971
1971, p.23), limitando-se a mascarar as amplas massas pétreas de origem medieval.Na época barroca, praticamente todo ...
1982
1982) que, propriamente, os espaçosos templos góticos mendicantes e paroquiais. E
1995
1995, p.12) e, eventualmente, o portal lateral Sul, já do século seguinte e que dá, hoje, acesso ao Claustro, são ele...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I DIAS, Pedro Edição 2002 Lisboa
A arquitectura manuelina DIAS, Pedro Edição 2009 Vila Nova de Gaia
A Arquitectura do Ciclo Filipino SOROMENHO, Miguel Edição 2009 Vila Nova de Gaia
"Do grotesco ao brutesco. As artes ornamentais e o fantástico em Portugal ( séculos XVI a XVIII )", Portugal e Flandres, Lisboa, 1992, pp. 37-54 SERRÃO, Vítor, DACOS, Sylvie Edição 1992 Lisboa
"Espaço e tempo na Acrópole de Viseu", Monumentos, n.º 13, Lisboa, Setembro de 2000, pp. 44-51 VAZ, João Luís da Inês Edição 2000 Lisboa
A Talha em Portugal SMITH, Robert C. Edição 1962 Lisboa
Os quadros da Sé de Viseu. Sua relação com os de Santa Cruz de Coimbra e de São João de Tarouca MOREIRA, Francisco de Almeida Edição 1925 Porto
La catedral de Viseu: sus aspectos arquitectónicos MOREIRA, Francisco de Almeida Edição 1927 Porto
A catedral de Viseu e a sua pintura religiosa MOREIRA, Francisco de Almeida Edição 1936 Lisboa
Imagens de Viseu MOREIRA, Francisco de Almeida Edição 1937 Porto
"D. Miguel da Silva e as Origens da Arquitectura do renascimento em Portugal", Mundo da Arte, II série, n.º 1, Lisboa, 1988, pp. 5-23 MOREIRA, Rafael Edição 1988 Coimbra
Viseu CORREIA, Alberto Edição 1989 Lisboa
O Mistério Figurado. Análise de uma "Anunciação" do Museu de Grão Vasco, Viseu, 1995 CORREIA, Alberto Edição 1995 Viseu
"Vasco Fernandes e a Sé de Viseu: os retábulos ao "modo de Itália" e a troca de predelas originais", Monumentos, n.º 13, Lisboa, Setembro de 2000, pp. 32-43 RODRIGUES, Dalila Edição 2000 Lisboa
A arte organística em Portugal (vol. I e II) VALENÇA, Pe. Manuel Edição 1990 Braga
"Manuel da Silva e a difusão do Barroco nas Beiras", Actas VI Simpósio Luso-espanhol da História da Arte, Tomar, 1996, pp. 427-455 PIMENTEL, António Filipe Edição 1996 Tomar
"A Arquitectura da Sé Catedral de Viseu", Monumentos, n.º 13, Lisboa, Setembro de 2000, pp. 12-19 RUÃO, Carlos Edição 2000 Lisboa
A Sé Catedral de Viseu ALVES, Alexandre Edição 1995 Viseu
"A Catedral de Viseu", Monumentos, Lisboa, Setembro de 2000, pp. 8-11 ALVES, Alexandre Edição 2000 Lisboa
"Intervenções da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais", in Monumentos, n.º13, Setembro de 2000, pp. 102-109 FERNANDES, Maria Edição
A Arquitectura "ao Romano" CRAVEIRO, Maria de Lurdes Edição 2009 Vila Nova de Gaia
"A Catedral de Viseu", Revista Beira Alta, Viseu, 1945 VALE, Alexandre de Lucena e Edição 1945 Viseu
"Elementos para um inventário artístico da cidade de Viseu", Revista Beira Alta, Viseu, vol. XX, 1961 VALE, Alexandre de Lucena e Edição 1961 Viseu
O frontispício e as torres da Catedral de Viseu VALE, Alexandre de Lucena e Edição 1971 Viseu
"A actividade de Gaspar Ferreira em terras do interior Beirão", Mundo da Arte, n.º 6, Coimbra, Maio de 1982 VALE, Alexandre de Lucena e Edição 1982 Coimbra
"Artistas espanhóis na cidade de Viseu nos séculos XVI e XVII", As relações artísticas entre Portugal e Espanha na época dos Descobrimentos, Coimbra, 1987 VALE, Alexandre de Lucena e Edição 1987 Coimbra
Viseu monumental e artístico VALE, Alexandre de Lucena e Edição 1969 Viseu
"Sé de Viseu: uma legenda, um erro, uma abóbada", Beira Alta, vol. 3, fasc. 4, Viseu, 1944, pp. 338-342 BEIRÃO, António da Motta Edição 1944 Viseu
Relatório da Inspecção Visual do Claustro da Sé de Viseu, Évora, 1995 FERNANDES, Samuel Roda Edição 1995 Évora
Sé de Viseu. Considerações sobre os seus materiais, técnicas construtivas e a sua transformação FERNANDES, Samuel Roda Edição 1995 Évora
"O retábulo-mor da Catedral de Santa Maria de Viseu", Monumentos, n.º 13, Lisboa, Setembro de 2000, pp. 26-31 EUSÉBIO, Maria de Fátima Edição 2000 Lisboa
"O claustro renascentista da Sé de Viseu: proporção, linguagem, significado", Monumentos, n.º 13, Lisboa, Setembro de 2000, pp. 20-25 MACHADO, Ana Soares, LEITE, Luís, FINO, Saúl Edição 2000 Lisboa

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Edifício do antigo seminário de Viseu, depois Paço dos Bispos de Viseu, vulgarmente conhecido pelo nome de «Colégio»
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Viseu

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Muralhas e Portas Antigas da Cidade
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Viseu

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Igreja da Misericórdia de Viseu, incluindo o património integrado, adro e escadório
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Casa de Treixedo
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