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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja da Misericórdia de Viseu, incluindo o património integrado, adro e escadório

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja da Misericórdia de Viseu, incluindo o património integrado, adro e escadório
Outras Designações
Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Viseu (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Muito se tem escrito sobre o edifício da Misericórdia de Viseu, questionando-se, primeiro, o problema da fundação e local original da primitiva igreja, e depois os problemas relacionados com a caracterização do edifício actual, principalmente a fachada setecentista, que é considerado o seu elemento de maior interesse e relevância.
Não se sabe, ao certo, em que data foi fundada a Misericórdia, apontando-se como mais provável o ano de 1510, embora esta possa ser anterior e remontar a 1506, data em que o Cardeal de Alpedrinha foi Bispo de Viseu. Certo é que já existia em 1516, quando recebeu o Compromisso de D. Manuel (FREITAS, 2000, p.75). A mesma incerteza verifica-se em relação ao local e configuração da primitiva igreja, que poderia ou não corresponder à da actual. Os estudos de Maria Luísa de Freitas, que temos vindo a seguir, apontam para que a edificação seiscentista se deva à iniciativa do Bispo D. Jorge de Ataíde (1569-1578). As descrições subsistentes deste templo sugerem semelhanças planimétricas relativamente ao que hoje conhecemos e, até à grande obra da fachada, a documentação é omissa no que concerne a reformas arquitectónicas. Excepção, neste campo, constitui a definição do adro que antecede o templo, executado, em 1749, pelo pedreiro António de Almeida, e que deverá, ao que tudo indica, ser o actual (IDEM, p.77).
A igreja, de nave única com anexos adossados (que se crê terem sido realizados no início do século XIX (PEREIRA, RODRIGUES, 1915, pp.679-680), desenvolve-se em volumes diferenciados, abertos nos alçados exteriores por diversas janelas e portas de moldura recta. No interior, os panos murários da nave e capela-mor são rasgados por portas e janelas de sacada com balaustrada. Os altares e respectivos retábulos são já neoclássicos, remontando às intervenções ocorridas ao longo do século XIX.
A obra da fachada deverá ser compreendida no contexto da renovação urbana que Viseu conheceu em meados do século XVIII. O desejo de actualização estética por parte dos Irmãos da Misericórdia terá conduzido à encomenda de um novo frontispício para a sua igreja, cujo plano era uma realidade em 1764. Não se conhece o seu autor, e a documentação subsistente não permite avançar dados mais seguros. Contudo, o nome de António Mendes Coutinho, responsável pelo traçado das igrejas barrocas da cidade, tem vindo a ser apontado como o mais provável autor da fachada da Misericórdia, numa atribuição que ganha maior peso se compararmos esta obra com outras seguramente concebidas por Coutinho, como é o caso da igreja de Ribafeita (FREITAS, 2000, pp.79-81). Em todo o caso, esta obra é, também, devedora do seu mestre pedreiro, António da Costa Faro, que a arrematou em 1775.
Desenvolvida num único plano, a fachada da Misericórdia é dividida por pilastras, que flanqueiam uma série de portas, no piso térreo, e janelas com balaustrada no segundo andar. Ao centro, abre-se o portal, encimado por varanda com balaustrada. A empena acompanha o desenho do frontão da fachada, enquadrando as armas reais. Sobre os panos laterais, uma cimalha interrompida por acrotérios percorre o edifício e, num plano mais recuado, duas torres projectam o edifício na vertical. Se, por um lado, este frontispício se assemelha a um palácio barroco (sem torres), podendo ser cotejado com a casa do Cabo de S. João da Pesqueira, a Casa de Cedovim ou a Casa dos Condes e Anadia (VALE, 1969, p.16), por outro, os pormenores decorativos apontam para a aproximação à igreja de N. S. dos Remédios (Lamego), ou à Casa dos Lobo Machado (Guimarães) (SMITH, 1968, p.108).
Em todo o caso, esta obra parece assumir o espírito da arquitectura do século XVIII, onde se verifica um forte eclectismo, e onde "a arquitectura chã transparece claramente". A decoração parece aposta a uma fachada linear, sem relação entre si, "e o templo estira-se em largura até se perder qualquer hipótese de integração dos vários panos, um pouco à maneira do gótico tradicional" (GOMES, 1988, p.32). (RC)
Diploma de Classificação
Portaria n.º 690/2015, DR, 2.ª série, n.º 181, de 16-09-2015 (ver Portaria)
Anúncio n.º 154/2015, DR, 2.ª série, n.º 111, de 9-06-2015 (ver Anúncio)
Parecer de 6-05-2015 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura para a classificação como MIP da Igreja da Misericórdia de Viseu, incluindo o património integrado, adro e escaddório
Proposta de 9-09-2014 da DRC do Centro para a classificação como MIP
Anúncio n.º 302/2013, DR, 2.ª série, n.º 173, de 9-09-2013 (ver Anúncio)
Despacho de 26-07-2013 do Secretário de Estado da Cultura a aprovar a abertura de novo procedimento
Parecer favorável de 24-07-2013 da diretora-geral da DGPC
Proposta de 12-07-2013 da DRC do Centro para abertura de novo procedimento de classificação (Igreja da Misericórdia de Viseu, adro e escadório)
Anúncio n.º 13820/2012, DR, 2.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Anúncio)
Despacho de arquivamento de 17-12-2012 da diretora-geral da DGPC, com fundamento na existência de deficiências de instrução consideradas insanáveis em tempo útil
Procedimento prorrogado até 31-12- 2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de abertura de 27-10-1998 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 23-10-1998 da DR de Coimbra (Igreja da Misericórdia de Viseu)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 22051577
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Viseu / Viseu / Viseu
Adro da Sé
Viseu -
Polícia:
LATITUDE
40.660197
LONGITUDE
-7.911938
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1506
1506, data em que o Cardeal de Alpedrinha foi Bispo de Viseu.
1510
1510, embora esta possa ser anterior e remontar a 1506, data em que o Cardeal de Alpedrinha foi Bispo de Viseu.
1516
1516, quando recebeu o Compromisso de D.
1569
1569-1578).
1578
1578).
1749
1749, pelo pedreiro António de Almeida, e que deverá, ao que tudo indica, ser o actual (IDEM, p.77).A igreja, de nave...
1764
1764.
1775
1775.Desenvolvida num único plano, a fachada da Misericórdia é dividida por pilastras, que flanqueiam uma série de po...
1915
1915, pp.679-680), desenvolve-se em volumes diferenciados, abertos nos alçados exteriores por diversas janelas e port...
1968
1968, p.108).Em todo o caso, esta obra parece assumir o espírito da arquitectura do século XVIII, onde se verifica um...
1969
1969, p.16), por outro, os pormenores decorativos apontam para a aproximação à igreja de N. S.
1988
1988, p.32).
1998
1998 do vice-presidente do IPPAR Proposta de abertura de 23-10-1998 da DR de Coimbra (Igreja da Misericórdia de Viseu...
2000
2000, p.75).
2010
2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)Despacho de abertura de 27-10-1998 do vice-presidente do IP...
2011
2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma) Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2....
2012
2012, DR, 2.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Anúncio)Despacho de arquivamento de 17-12-2012 da diretora-geral da ...
2013
2013, DR, 2.ª série, n.º 173, de 9-09-2013 (ver Anúncio) Despacho de 26-07-2013 do Secretário de Estado da Cultura a ...
2014
2014 da DRC do Centro para a classificação como MIP Anúncio n.º 302/2013, DR, 2.ª série, n.º 173, de 9-09-2013 (ver A...
2015
2015, DR, 2.ª série, n.º 181, de 16-09-2015 (ver Portaria) Anúncio n.º 154/2015, DR, 2.ª série, n.º 111, de 9-06-2015...
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Portugal - Diccionário Historico, Chorographico, Heraldico, Biographico, Bibliographico, Numismatico e Artistico PEREIRA, L. A. Esteves, RODRIGUES, Guilherme Edição 1911 Lisboa
A cultura arquitectónica e artística em Portugal no séc. XVIII GOMES, Paulo Varela Edição 1988 Lisboa
The art of Portugal 1500-1800 SMITH, Robert C. Edição 1968 Londres
Retábulos das Misericórdias Portuguesas LAMEIRA, Francisco Edição 2009 Faro
Solares Portugueses - Introdução ao Estudo da Casa Nobre AZEVEDO, Carlos de Edição 1969 Lisboa
"A Misericórdia de Viseu", Monumentos, n.º 13, pp. 75-81 FREITAS, Maria Luísa Amaral Varela de Edição 2000 Lisboa
Origens e Formação das Misericórdias Portuguesas CORREIA, Fernando da Silva Edição 1999 Lisboa
Viseu monumental e artístico VALE, Alexandre de Lucena e Edição 1969 Viseu

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Edifício do antigo seminário de Viseu, depois Paço dos Bispos de Viseu, vulgarmente conhecido pelo nome de «Colégio»
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Viseu

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Muralhas e Portas Antigas da Cidade
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Sé de Viseu
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Casa da Rua de D. Duarte
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