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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Laje das Fogaças

Arqueologia / Arte Rupestre

Designação
Designação Atual
Laje das Fogaças
Outras Designações
Tipologia
Arte Rupestre
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Sítio
Laje das Fogaças. Localiza-se na freguesia de Lanhelas, lugar da Boavista, na vertente ocidental do Monte de Góios. Enorme afloramento granítico, insculpido numa área de 14 m de comprimento e 9 de largura, parcialmente afetado pela laboração de uma pedreira, pela construção de um caminho, de um muro delimitador de propriedade e pela construção de uma fábrica de pirotecnia. Foi identificado um extenso reportório de gravuras constituído por 106 figuras, algumas das quais ostentam mais de um metro. Os temas iconográficos são diversificados, registando-se ziguezagues, linhas, triângulos, quadrados, quadrados delimitando uma cruz, quadrado reticulado, trapézio, retângulos, retângulos subdivididos, retângulo contendo cruz, retângulo reticulado, círculos, círculos concêntricos com ponto central, disco com ponto central, círculos com covinha central, círculos concêntricos com covinha central, círculo contendo cinco raios, círculo contendo dois diâmetros cruzados, círculo contendo contendo três diâmetros cruzados, coroas circulares, discos, disco contendo dois diâmetros cruzados, ovais, ovais contendo diâmetro, oval reticulada, oval subdividida, mancha oval, idoliformes, escudiformes, cruciformes, artefacto, canaleto, um antropomorfo, onze equídeos, um quadrupede indiferenciado, vinte e um colubrídeos, serpentiforme, quinze podomorfos, sendo que quatro constituem pares.
Os círculos simples, de diversas dimensões e as covinhas constituem os temas mais representados. Os podomorfos representando pés calçados esquerdos são os mais frequentes, estando maioritariamente orientados Norte-Sul. Os colubrídeos encontram-se em vários tamanhos e posições e podem enquadrar-se entre o Neolítico Final e a Idade do Ferro, à qual pertence a grande parte. Destacam-se, ainda, os grandes cruciformes, sem paralelos nos restantes pictogramas cadastrados no Monte dos Góios, e que podem balizar-se entre o Calcolítico e o início da Idade do Bronze. Um dos equídeos figurados poderá tratar-se de uma obra executada no final do Paleolítico Superior (Madalenense). Outro, poderá ser atribuído ao Epipaleolítico, enquanto que os restantes remetem para a Idade do Ferro. Os cruciformes, por sua vez, podem ser atribuídos já aos períodos históricos.
História
A identificação desta laje remonta ao século XIX quando há registo de uma visita realizada por Francisco Martins Sarmento. Em 1929, Abel Viana, publica o artigo As insculturas rupestres de Lanhelas, na revista Portucale, onde refere a laje das Fogaças, a Laje da Chã das Carvalheiras, o Penedo do Trinco e o Penedo da Bouça Velha.
Ana Vale
DGPC, 2019
Diploma de Classificação
Decreto n.º 735/74, DG, I Série, n.º 297, de 21-12-1974 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP n/a
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Viana do Castelo / Caminha / Lanhelas
-- no recinto da oficina de pirotecnia da firma Libório Fernandes, Ldª. Chã das Castanheiras
Lugar da Boa Vista -
Polícia:
LATITUDE
41.907801
LONGITUDE
-8.785171
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1929
1929, Abel Viana, publica o artigo As insculturas rupestres de Lanhelas, na revista Portucale, onde refere a laje das...
1974
1974 (ver Decreto) SítioLaje das Fogaças. L
2019
2019
5
IMAGENS
6
BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Arte Rupestre do Monte de Góios (Lanhelas, Caminha). Relatório Final de trabalhos Arqueológicos, no âmbito do "Projecto de minimização do impacto e implementação de medidas compensatórias, devido à construção do troço da via A28/IC1, Viana do Castelo GOMES, Mário Varela Edição 2009
As Insculturas Rupestres de Lanhelas (Caminha, Alto Minho), Portucale, Vol.II, nº. 10 VIANA, Abel Edição 1929
IC-1 - Viana do Castelo/Caminha, Ligação a Caminha. RECAPE. Relatório técnico-científico da prospecção arqueológica. Âmbito: Arte Rupestre, constante no processo 2002/1(563) - IC1 - Viana do Castelo/Caminha, Troço Norte Riba de Âncora/Caminha, Ligaçã ALVES, Lara Bacelar Edição 2004
IC-1 - Viana do Castelo/Caminha, Ligação a Caminha. Relatório técnico-científico da prospecção arqueológica entre Pks 1+800 e 2+300, constante no processo 2002/1(563) - IC1 - Viana do Castelo/Caminha, Troço Norte Riba de Âncora/Caminha, Ligação a Cam ALVES, Lara Bacelar Edição 2006
EIA - IC1/A28 - Viana do Castelo/Caminha, Troço Norte Riba de Âncora/Caminha, Ligação a Caminha e Nó de Vilar de Mouros, Relatório Final de Trabalhos Arqueológicos, constante no processo 2002/1(563) - IC1 - Viana do Castelo/Caminha, Troço Norte Riba MONTEIRO, Margarida Edição 2002
A Gravura na Arte Esquemática do Noroeste Peninsular - O Caso do Monte de Góios (Lanhelas, Caminha). Dissertação de Mestrado, Universidade do Porto. VALDEZ, Joana Edição 2010

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Gravuras Rupestres do Monte de Góios
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Casa da Torre, também denominada «Torre de Lanhelas»
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