O senhorio de Lanhelas foi constituído por Gil Vasques Bacelar no final do século XV, quando herdou as terras correspondentes ao senhorio e aí edificou uma casa. Em 1531 o seu filho Afonso Vaz Bacelar construiu junto à casa uma torre - actualmente a torre mais alta da casa - de inspiração militar, num modelo muito utilizado na arquitectura solarenga de Entre Douro e Minho no século XVI. Depois da sua morte, o senhorio foi herdado pela filha D. Margarida de Barros Bacelar, casada com Rui de Sá Sottomayor.
Este foi o grande reformador da Casa da Torre, mandando edificar a segunda torre da casa, sobre o braço do rio, em 1573. Amigo pessoal de D. Frei Bartolomeu dos Mártires, Rui de Sá Sottomayor hospedava o Arcebispo de Braga em Lanhelas, que segundo a tradição terá plantado um laranjal no espaço da quinta, junto ao rio.
Em 1831 Camilo de Sá Sotomayor mandou edificar uma terceira torre, que foi ligada à torre original através de uma ala. As obras executadas no século XIX encurtaram o comprimento da fachada principal da casa, embora houvesse um cuidado de não alterar a tipologia e a simetria da mesma, sendo também nesta época plantados os jardins de buxo. No entanto, a construção dos caminhos de ferro na zona cortaram o espaço da quinta, perto da casa, separando-a da área da capela.
A Torre de Lanhelas distingue-se pelo modelo edificativo, em que o corpo residencial era originalmente delimitado por dois torreões, comungando a planimetria e os elementos decorativos de gosto clássico das casas renascentistas com elementos inspirados na arquitectura militar medieval, símbolos de nobreza e poder. Subsistem também as janelas de ângulo e gárgulas de canhão, executadas quando da edificação do solar, no edifício da primeira torre.
O conjunto edificativo da casa é assim constituído por três torres, de diferentes dimensões, que se ligam entre si. Os espaços de ligação entre os torreões foram aproveitados como espaços de habitação.
Perto do portão principal da quinta foi edificada cerca de 1550 a capela particular da casa, dedicada a Santo António, e vinculada por Frei António de Sá, abade comendatário do Mosteiro de Tibães e familiar dos proprietários da casa.
Catarina Oliveira
Diploma de Classificação
Decreto n.º 45/93, DR, I Série-B, n.º 280, de 30-11-1993 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público
ZEP
n/a
Afectação
12707538
Abrangido
em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra
Classificação
Sem registos associados
Localização
Viana do Castelo / Caminha / Lanhelas
-- junto à EN 13
Lanhelas -
Polícia:
LATITUDE
41.907994
LONGITUDE
-8.795988
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1531
1531 o seu filho Afonso Vaz Bacelar construiu junto à casa uma torre - actualmente a torre mais alta da casa - de ins...
1550
1550 a capela particular da casa, dedicada a Santo António, e vinculada por Frei António de Sá, abade comendatário do...
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1573.
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1831 Camilo de Sá Sotomayor mandou edificar uma terceira torre, que foi ligada à torre original através de uma ala. As
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1993 (ver Decreto) O senhorio de Lanhelas foi constituído por Gil Vasques Bacelar no final do século XV, quando herdo...
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Bibliografia
Título
Autor(es)
Tipo
Data
Local
Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I
DIAS, Pedro
Edição
2002
Lisboa
A arquitectura manuelina
DIAS, Pedro
Edição
2009
Vila Nova de Gaia
Torres solarengas do Alto Minho
GUERRA, Luís Figueiredo da
Edição
1925
Alto Minho
ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de
Edição
1987
Lisboa
Palácios e solares portuguezes (Col. Encyclopedia pela imagem)