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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Conjunto constituído pela Igreja e Convento de Vilar de Frades, cerca e outros elementos construídos na sua envolvente

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Conjunto constituído pela Igreja e Convento de Vilar de Frades, cerca e outros elementos construídos na sua envolvente
Outras Designações
Igreja do Mosteiro dos Lóios / Igreja de São Salvador de Vilar de Frades / Igreja de Vilar de Frades e Convento de Vilar de Frades / Igreja e Mosteiro de Vilar de Frades / Mosteiro de São Salvador (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
O mosteiro beneditino de Vilar de Frades terá sido fundado em 566 pelo bispo S. Martinho de Dume. A sua total ruína, na sequência das invasões muçulmanas, levou a uma completa reconstrução românica do cenóbio quinhentos anos mais tarde, em 1070, por encomenda de D. Godinho Viegas. Logo no início do século XIV a propriedade encontra-se despovoada, e em 1425 é entregue a uma nova congregação, dirigida por Mestre João Vicente, futuro bispo de Lamego e Viseu, os Cónegos de S. Salvador de Vilar de Frades, conhecidos por Lóios por lhes ter sido doada a Igreja de Santo Elói, em Lisboa, designação que perdurou mesmo quando o nome da congregação foi alterado.
Da primitiva construção resta apenas o portal, com três arquivoltas ricamente ornamentadas de seres fabulosos e elementos naturalistas e geométricos, assentes em colunelos com capitéis historiados representando um bestiário típico do românico; existem ainda vestígios de uma janela e os arranques da torre sul, onde hoje se integra o portal.
A partir do século XVI várias obras de ampliação e remodelação começam a alterar substancialmente a feição do antigo mosteiro românico e de toda a cerca conventual, datando de meados de quinhentos uma segunda torre, a norte, os dormitórios, o refeitório, a cozinha, a biblioteca e o claustro, ao centro do qual se erigiu um chafariz de mármore, mandado talhar em Lisboa em 1596, composto por duas taças com bicas em forma de carrancas (SANTA MARIA, 1697). Quinhentistas são ainda o cadeiral do coro, o órgão da igreja e o retábulo do altar-mor, pertencendo já a finais do século o retábulo do Espírito Santo. Mas as obras manuelinas estão entre as mais impressionantes, conservando-se o portal principal em asa de cesto e terminação conupial, integrado em alfiz, e enquadrado por dois grandes colunelos ao modo de troncos podados, ao qual se acede por um alpendre saliente, e no interior a elegante e complexa abóbada nervurada cobrindo a nave única desta igreja-salão, com vasta capela-mor (concluída apenas em meados do século XVII). De salientar ainda a abóbada do braço sul do transepto, muito ornamentada. A autoria destas obras foi recentemente atribuída a João Lopes o Velho, famoso arquitecto dividido entre a Galiza e o Norte de Portugal (RAMOS, Maria Teresa C. F. Oliveira, 1990, p. 99).
O corpo da igreja sofreu posterior intervenção seiscentista, com a finalização da capela-mor e a reconstrução do corpo da igreja, então em mau estado. No século XVIII a fachada principal é por sua vez remodelada, integrando-se o portal do século XI na torre sul.
Existem na igreja vários revestimentos azulejares de grande interesse, alguns seiscentistas, assinados e datados de 1742 forrando duas capelas do interior, e outros já do século XVIII, possivelmente de fabrico regional e bastante raros (SIMÕES, J.M. Santos, 1979, p. 95). O altar-mor é uma peça de talha imponente, em estilo nacional, datado de 1697. Destacam-se ainda duas telas de Pedro Alexandrino, na sacristia (construída no século XVIII), e algumas valiosas esculturas.
O belo chafariz antes localizado no pátio do convento, e classificado como Monumento Nacional, foi transferido para Barcelos em 1967. O actual chafariz terá sido mandado edificar pelo reitor Joaquim Lopes da Costa entre 1790 e 1792 (VINHAS, 1998). Assente num soco de apenas um degrau, o tanque circular recebe ao centro a coluna, assente sobre fuste quadrangular, totalmente decorada com motivos vegetalistas. Sobre esta foi colocada uma secção piramidal onde se aplicaram quatro cabeças de golfinho, dos quais jorra a água que alimenta o chafariz. O conjunto é rematado por uma coroa fechada, sustentada por quatro aves.
IPPAR, 2000, e Catarina Oliveira, DIDA/ IGESPAR, I. P./ 2010
Diploma de Classificação
Decreto n.º 7/2013, DR, 1.ª série, n.º 87, de 7-05-2013 (sem restrições) (ampliou a classificação e alterou a designação) (ver Decreto)
Procedimento prorrogado até 30 de junho de 2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Anúncio n.º 13371/2012, DR, 2.ª série, n.º 169, de 31-08-2012 (ver Anúncio)
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Parecer favorável de 26-10-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 1-07-2011 da DRC do Norte para a reclassificação, com a designação de "Conjunto constituído pela Igreja e Convento de Vilar de Frades, Cerca e outros elementos construídos na sua envolvente
Declaração de rectificação n.º 467/2011, DR, 2.ª série, n.º 39, de 24 de Fevereiro (ver Declaração)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30 de Dezembro (ver Despacho)
Despacho de abertura de 16-10-2001 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 11-10-2001 da DR do Porto do IPPAR para a reclassificação da Igreja de Vilar de Frades, passando a incluir a cerca bem como outros elementos construídos na envolvente exterior à cerca
Decreto n.º 32 973, DG, I Série n.º 175, de 18-08-1943 (classificou o Chafariz monumental existente no pátio do extinto convento anexo à igreja de Vilar de Frades) (ver Decreto)
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (classificou a Igreja de Vilar de Frades) (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Portaria n.º 398/2014, DR, 2.ª série, n.º 103, de 29-05-2014 (sem restrições) (ver Portaria)
Anúncio n.º 13371/2012, DR, 2.ª série, n.º 169, de 31-08-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 26-10-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 1-07-2011 da DRC do Norte
Afectação 9913229
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Braga / Barcelos / Areias de Vilar e Encourados; Manhente
LATITUDE
41.540177
LONGITUDE
-8.557434
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1070
1070, por encomenda de D.
1425
1425 é entregue a uma nova congregação, dirigida por Mestre João Vicente, futuro bispo de Lamego e Viseu, os Cónegos ...
1596
1596, composto por duas taças com bicas em forma de carrancas (SANTA MARIA, 1697).
1697
1697).
1742
1742 forrando duas capelas do interior, e outros já do século XVIII, possivelmente de fabrico regional e bastante rar...
1790
1790 e 1792 (VINHAS, 1998).
1792
1792 (VINHAS, 1998).
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (classificou a Igreja de Vilar de Frades) (ver Decreto) O mosteiro beneditino de Vil...
1943
1943 (classificou o Chafariz monumental existente no pátio do extinto convento anexo à igreja de Vilar de Frades) (ve...
1967
1967.
1979
1979, p.
1990
1990, p.
1998
1998).
2000
2000, e Catarina Oliveira, DIDA/ IGESPAR, I.
2001
2001 do vice-presidente do IPPAR Proposta de 11-10-2001 da DR do Porto do IPPAR para a reclassificação da Igreja de V...
2010
2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30 de Dezembro (ver Despacho)Despacho de abertura de 16-10-2001 do vice-presidente d...
2011
2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma) Parecer favorável de 26-10-2011 da SPAA do Conselho Nacional...
2012
2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)Anúncio n.º 13371/2012, DR, 2.ª série, n.º 169, de 31-08-201...
2013
2013, DR, 1.ª série, n.º 87, de 7-05-2013 (sem restrições) (ampliou a classificação e alterou a designação) (ver Decr...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
A Arquitectura Manuelina DIAS, Pedro Edição 1988 Porto
A arquitectura manuelina DIAS, Pedro Edição 2009 Vila Nova de Gaia
Património, Balanço e Perspectivas (2000-2006) IPPAR Edição 2000
Arquitectura Românica de Entre Douro e Minho ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de Edição 1978 Porto
As mais belas igrejas de Portugal, vol. I GIL, Júlio Edição 1988 Lisboa
Azulejaria em Portugal no século XVIII SIMÕES, J. M. dos Santos Edição 1979 Lisboa
A Igreja e o Convento de Vilar de Frades: das origens da Congregação dos Cónegos Seculares de São João Evangelista (Lóios) à extinção do convento, 1425-1834 VINHAS, Joaquim Alves Edição 1998
"A igreja manuelina de Vilar de Frades: do arquitecto, dos cronistas e do monumento", in Revista de Ciências Históricas RAMOS, Maria Teresa Calheiros Figueiredo de Oliveira Edição 1990
Uma arcatura historiada de Vilar de Frades RAMOS, Luís A. de Oliveira Edição 1965
A Arquitectura Gótica em Portugal CHICÓ, Mário Tavares Edição 1981 Lisboa
O Ceo aberto na Terra SANTA MARIA, Pe. Francisco de Edição 1697
O Ceo aberto na Terra: historia das sagradas congregações dos Conegos Seculares de S. Jorge em Alga de Venesa & de S. Joaõ Evangelista em Portugal... SANTA MARIA, Pe. Francisco de Edição 1697 Lisboa
Memorial de Vilar de Frades SODRÉ, Baltazar Edição
A Egreja de Villar de Frades no concelho de Barcelos BARREIROS, Manuel de Aguiar Edição 1919
A portada romanica de Villar de Frades e o seu simbolismo BARREIROS, Manuel de Aguiar Edição 1920
O Concelho de Barcelos Aquém e Além-Cávado FONSECA, Teotónio da Edição 1948
Epilogo e Compendio da origem da Congregação de Sam Joam Evangelista SÃO PAULO, Jorge de Edição

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