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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Muralhas do Castelo de Portalegre

Arquitectura Militar / Castelo

Designação
Designação Atual
Muralhas do Castelo de Portalegre
Outras Designações
Castelo de Portalegre / Fortificações de Portalegre (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Castelo
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Fundado por D. Dinis após 1290, o altaneiro Castelo de Portalegre denota a importância estratégica que já então a vila assumia na defesa da fronteira alto-alentejana, facto que explica o florescente desenvolvimento económico nos séculos da Baixa Idade Média.
A fortaleza localiza-se na secção nascente da cidade. Apesar de consideravelmente transformada, mantém a sua torre de menagem, de planta quadrangular irregular e integrada na muralha, protegendo, com certeza, o acesso principal, como foi comum na arquitectura gótica militar. O castelo apresenta uma planta algo heterodoxa, composta por uma "figura geométrica irregular de oito lados, grosseiramente arredondada" (BUCHO, DGEMN on-line). Resta, ainda, a torre Norte, actualmente a que tem maior altura e se apresenta como verdadeiro símbolo cenográfico do passado medieval da cidade.
O sistema de muralhas que envolvia a primitiva fortificação gótica encontra-se, também, bastante adulterado; não obstante, o seu perímetro é ainda facilmente reconstituível, uma vez que os eixos de circulação obedeceram à espacialidade urbana então gerada e ainda restam alguns importantes troços. No seu conjunto, a cerca desenha um perímetro arredondado, tão irregular quanto longo, que tem a particularidade de envolver o próprio castelo. Doze torres uniam a estrutura amuralhada e oito portas (do Postigo, do Alegrete, de Elvas, da Devesa, do Espírito Santo, do Bispo e de São Francisco) permitiam o acesso ao interior. Destas, restam três, destacando-se a do Alegrete, embora também substancialmente adulterada: "maciça, de arco de volta perfeita em túnel, viu o seu topo arranjado em terraço enquanto se rasgavam quatro janelas quadradas no piso superior" (RODRIGUES e PEREIRA, 1988, p.17). A mais importante porta medieval era, contudo, a da Devesa, do lado Norte, cuja configuração original apresentava duas poderosas torres a ladeá-la.
Durante a época moderna, a cintura amuralhada sofreu obras de reforço. Do século XVI é a abóbada da torre de menagem, polinervada e concebida para se ajustar ao espaço irregular que cobre. Ainda que não existam provas seguras, é possível que o primitivo sistema gótico, de cruzaria, apresentasse sinais preocupantes de ruína, face à irregularidade do espaço a abobadar. A mais importante campanha, todavia, aconteceu no século XVII, no contexto defensivo das guerras da Restauração. Ao que tudo indica, as obras iniciaram-se logo em 1641 e estavam concluídas cinco anos depois. Estes dados são elucidativos quanto à importância da fortaleza e do castelo nesses anos de guerra entre Portugal e Espanha. Os fortins de São Cristóvão, São Pedro e da Boavista ilustram essa decisiva campanha, pela sua localização em estrela, adiante das muralhas medievais, mas ligando-se a elas, numa tentativa de modernização e de melhorar a eficácia de todo o sistema.
Estas obras, todavia, não impediram que, nos princípios do século XIX, as tropas espanholas ocupassem a cidade. O tempo ditou a perda de funcionalidade do castelo, e as novas exigências do urbanismo contemporâneo determinaram a ruína e a destruição de muitas partes do velho sistema militar medieval. Data, precisamente, dos últimos dois séculos as principais alterações. A campanha restauradora que a DGEMN aqui empreendeu, na década de 60 do século XX, dotou partes da cerca de alguma monumentalidade, desafogando-a de construções privadas anexas e reconstituindo-se em altura alguns parapeitos e ameias.
"Do urbanismo da cidade medieval pouco subsiste" (RODRIGUES e PEREIRA, 1988, p.14). Em todo o caso, restam algumas portas góticas aplicadas a residências privadas na secção Noroeste do burgo, zona menos tocada pelas campanhas construtivas posteriores e onde ainda é possível reconhecer parte do imaginário medieval primitivo.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto n.º 8 217, DG, I Série, n.º 130, de 29-06-1922 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP n/a
Afectação 9913229
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Portalegre / Portalegre / Sé e São Lourenço
-- -
Portalegre -
Polícia:
LATITUDE
39.291013
LONGITUDE
-7.430677
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1290
1290, o altaneiro Castelo de Portalegre denota a importância estratégica que já então a vila assumia na defesa da fro...
1641
1641 e estavam concluídas cinco anos depois.
1922
1922 (ver Decreto) Fundado por D.
1988
1988, p.17).
12
IMAGENS
7
BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses ALMEIDA, João de Edição 1948 Lisboa
Portalegre PEREIRA, Paulo, RODRIGUES, Jorge Edição 1988 Lisboa
Herança cultural e práticas do restauro arquitectónico em Portugal durante o Estado Novo: intervenção nas fortificações do Distrito de Portalegre BUCHO, Domingos Edição 2000 Évora
Inventário Artístico de Portugal - vol. I (Distrito de Portalegre) KEIL, Luís Edição 1943 Lisboa
O centro histórico da cidade de Portalegre GARRAIO, Isilda Edição 2002 Portalegre
Subsídios para uma monografia de Portalegre TRANSMONTANO, Maria Tavares Edição 1997 Portalegre
Portalegre na História militar de Portugal SILVA, Aurélio Nunes Edição 1950 Coimbra

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