A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Sé de Portalegre

Arquitectura Religiosa / Sé, Catedral

Designação
Designação Atual
Sé de Portalegre
Outras Designações
Sé Catedral de Portalegre / Catedral de Portalegre / Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Assunção (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Sé, Catedral
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
O bispado de Portalegre foi criado em 1550 por bula do Papa Júlio III, sendo esta uma das três novas dioceses criadas no reinado de D. João III. O primeiro prelado a ser nomeado para o cargo de bispo da nova diocese foi D. Julião de Alva, confessor da rainha D. Catarina. Nos primeiros anos a sede de bispado ficaria instalada na Igreja de Santa Maria do Castelo, uma vez que as obras da nova catedral iniciavam-se só em 1556. Até ao final da centúria as obras de edificação iriam continuar, tendo sido o terceiro bispo da diocese, Frei Amador Arrais, doutor em Teologia e um dos humanistas do círculo do Cardeal D. Henrique, quem procedeu à colocação do pavimento do templo e à construção do paço episcopal, tendo patrocinado a pintura de grande parte dos retábulos maneiristas colocados nas capelas da igreja. A edificação foi concluída já no início do século XVII. Na centúria seguinte o edifício foi acrescentado e modificado, tendo sido edificado o claustro no ano de 1720.
Embora se denotem diversas alterações estruturais derivadas das campanhas barrocas, a tipologia original da Sé de Portalegre insere-se no conjunto de igrejas-salão construídas por todo o reino a partir da década de 50 do século XVI, baseadas no figurino manuelino mas recorrendo a novos elementos estruturais, e desenvolvendo uma linguagem despojada e austera, de características militares. A sua traça é atribuída ao arquitecto régio Miguel de Arruda, responsável pelas "mais importantes obras de iniciativa régia" durante o reinado de D. João III (MOREIRA, Rafael, 1995, p.357), ficando a direcção da fábrica de obras a cargo do mestre João Vaz.
A fachada da Sé apresenta-se definida por dois grandes torreões laterais, com o ritmo marcado pelos diversos contrafortes, revelando a formação militar do autor do projecto, ao mesmo tempo que conjuga os elementos barrocos da campanha de 1795, nomeadamente os portais, principal e laterais, e os diversos janelões que foram rasgados para permitirem a iluminação interior do templo.
Interiormente, a planta apresenta uma estrutura ampla, unitária, onde foram recriados elementos estruturais manuelinos, como a abóbada de nervuras - num modelo mais depurado - que estão integrados numa estrutura de suporte inspirada na tratadística clássica, de que são exemplo as colunas e os módulos das naves, originando uma morfologia que se mostrava mais adequada a "uma pretendida funcionalidade de espaços, muito ligada à reforma pastoral tridentina em curso" (SERRÃO, Vítor, 2002, p.189). Contrastando com a austeridade do espaço, o programa decorativo das abóbadas mostra-nos diversos motivos grotescos de feição maneirista, cartelas, mascarões, florões, seres híbridos, certamente inspirados nos gravados flamengos que na época circulavam por toda a Europa.
Destacam-se ainda os vários conjuntos retabulares, com telas maneiristas provenientes de oficinas lisboetas. Na capela-mor, inseridas num magnífico retábulo executado por Gaspar Coelho, foram colocadas telas da autoria de Fernão Gomes e Simão Rodrigues, com cenas da Vida de Cristo e da Virgem; assim, no primeiro registo foram colocadas a "Anunciação" e a "Adoração dos Pastores", no segundo a "Adoração dos Magos", "Repouso na fuga para o Egipto" e o "Menino entre os Doutores", no terceiro, a "Ressurreição", a "Assunção da Virgem" e o "Pentecostes". A representação da "Transfiguração de Cristo" remata o conjunto. De cada um dos lados da igreja foram abertas quatro capelas; do lado do Evangelho, são dedicadas a Santa Catarina, São Crispim e São Crispiano, Nossa Senhora de Lourdes (antiga capela de Nossa Senhora da Luz), e Nossa Senhora do Carmo, estando esta decorada com telas da autoria de Luis de Morales, El Divino. Do lado da Epístola, são da invocação das Chagas, Santa Maria Maior, Nossa Senhora do Rosário e Santo Amaro. As capelas colaterais são dedicadas a São Pedro e ao Santíssimo, possuindo esta uma pintura do Calvário, da oficina de Diogo Teixeira.
Catarina Oliveira
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP n/a
Afectação 9914629
Localização
Portalegre / Portalegre / Sé e São Lourenço
Praça do Município
Portalegre -
Polícia:
LATITUDE
39.291153
LONGITUDE
-7.433524
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1550
1550 por bula do Papa Júlio III, sendo esta uma das três novas dioceses criadas no reinado de D. J
1556
1556.
1720
1720.Embora se denotem diversas alterações estruturais derivadas das campanhas barrocas, a tipologia original da Sé d...
1795
1795, nomeadamente os portais, principal e laterais, e os diversos janelões que foram rasgados para permitirem a ilum...
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) O bispado de Portalegre foi criado em 1550 por bula do Papa Júlio III,...
1995
1995, p.357), ficando a direcção da fábrica de obras a cargo do mestre João Vaz.A fachada da Sé apresenta-se definida...
2002
2002, p.189).
11
IMAGENS
6
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"A actividade do pintor Luís de Morales. El Divino em Elvas e Portalegre (1576-1585)", A Cidade Revista Cultural de Portalegre SERRÃO, Vítor Edição 1998
Portalegre PEREIRA, Paulo, RODRIGUES, Jorge Edição 1988 Lisboa
Portalegre, Fundação da Cidade e do Bispado, levantamento e progresso da catedral PATRÃO, José Dias Heitor Edição 2002 Lisboa
"Pinturas "reencontradas" da Sé de Portalegre Retábulo de Santa Catarina de Sena e Co-Titulares", A Cidade Revista Cultural de Portalegre PATRÃO, José Dias Heitor Edição 1998 Lisboa
"Uma obra do escultor Gaspar Coelho - o retábulo-mor da Sé de Portalegre", A Cidade Revista Cultural de Portalegre GONÇALVES, Carla Alexandra Edição 1998
Inventário Artístico de Portugal - vol. I (Distrito de Portalegre) KEIL, Luís Edição 1943 Lisboa

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Edifício do Museu Municipal de Portalegre
Edifício do Museu Municipal de Portalegre

Portalegre

Ver Ficha
Paço Episcopal
Paço Episcopal

Portalegre

Ver Ficha
Edifício dos Antigos Paços do Concelho de Portalegre
Edifício dos Antigos Paços do Concelho de Portalegre

Portalegre

Ver Ficha
Lápide do Município de Portalegre
Lápide do Município de Portalegre

Portalegre

Ver Ficha