Realizada entre 1842 e 1846, pelo arquitecto Fortunato Lodi, esta constitui uma das obras mais emblemática do neoclassicismo de raíz palladiana que Lisboa possui.
Pautado pela sua planta rectangular, massa de pronunciada horizontalidade quase paralelepipédica e corpos adossados, o Teatro D. Maria II caracteriza-se igualmente pelas superfícies planas rasgadas por vãos simétricos que evidenciam uma decoração simplificada. Na fachada principal destaca-se um pórtico com seis colunas jónicas provenientes do extinto Convento de São Francisco da Cidade; um friso decorativo e um frontão com tímpano esculpido, encimado por três estátuas em acrotério. As janelas do segundo piso possuem guardas de ferro coroadas por almofadas com baixos relevos esculpidos. Este piso encontra-se separado do terceiro por um entablamento, em ático, rasgado por lucernas semicírculares, ladeadas por almofadas e cabeças esculpidas.
A fachada, à qual todo este conjunto se encontra justaposto, apresenta nas extremidade grupos de quatro pilastras a separar as três últimas janelas. Lateralmente, ambas as fachadas têm um corpo saliente coberto por terraço.
O interior ardeu em 1964, conduzindo à sua ulterior reconstrução.
[AMartins]
Diploma de Classificação
Decreto n.º 16/2012, DR, 1.ª série, n.º 132, de 10-07-2012 (reclassificou o "Teatro Nacional de D. Maria II" como MN) (ver Decreto)
(Não foi publicado edital por se tratar da reclassificação de objecto já classificado)
Despacho de homologação de 29-05-2003 do Ministro da Cultura
Parecer favorável de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR
Nova proposta de 12-07-2002 da DR de Lisboa do IIPAR para a reclassificação como MN
Despacho de concordância de 16-01-1995 do presidente do IPPAR
Parecer de 15-12-1994 do Conselho Consultivo do IPPAR favorável à reclassificação como MN, mas propondo que o processo fosse melhor instruído
Proposta de 29-11-1994 da DR de Lisboa do IPPAR para a reclassificação como MN
Decreto n.º 15 962, DG, I Série, n.º 214, de 17-09-1928 (classificou o "Teatro Nacional de Almeida Garrett", designação que então vigorava, como IIP) (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional
ZEP
Despacho de 18-10-2011 do diretor do IGESPAR, I.P. a concordar com o parecer e a devolver o processo à DRC de Lisboa e Vale do Tejo para apresentar propostas de ZEP individuais, ou conjuntas nos casos em que tal se justifique Parecer de 10-10-2011 da SPA do Conselho Nacional de Cultura a propor o arquivamento Proposta de 22-08-2006 da DR de Lisboa para a ZEP conjunta do Castelo de São Jorge e restos das cercas de Lisboa, Baixa Pombalina e imóveis classificados na sua área envolvente