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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Monumento megalítico do Pego Longo

Arqueologia / Monumento Megalítico

Designação
Designação Atual
Monumento megalítico do Pego Longo
Outras Designações
Monumento megalítico de D. Maria / Monumento megalítico da Serra das Camélias ou Camelas / Galeria de Carenque / Monumento megalítico do Pego Longo / Monumento megalítico de D. Maria (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Monumento Megalítico
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Sítio
O designado Monumento Megalítico de Pego Longo situa-se numa área com grande pressão urbanística, próximo da pedreira do Bairro do Pego Longo, numa zona de cumeada do maciço calcário que separa o Vale da Ribeira de Castanheira e o Vale da Ribeira de Carenque. De notar ainda que este sítio arqueológico se encontra igualmente nas proximidades de um dos mais importantes monumentos naturais da Península Ibérica, o "Monumento Natural de Carenque" que corresponde a uma jazida com mais de uma centena de pegadas de dinossáurios.
Da estrutura original do monumento infelizmente pouco resta uma vez que tem sido alvo de contínuos vandalismos. Originalmente tratava-se de um monumento do tipo misto parcialmente escavado na rocha a nascente sendo a parede oposta constituída por blocos de pedra, possuindo ainda, na altura que foi estudado (finais dos anos 50, inícios dos 60 do séc. XX) três lajes de cobertura, configurando uma espécie de câmara retangular com cerca de cinco metros e dez de comprimento por dois e quarenta de largura máxima e um metro e cinquenta de largura mínima, não ultrapassando um metro e cinquenta de altura (medidas retiradas por Vera Leisner nos anos 60).
Correspondia a uma estrutura semelhante a uma galeria coberta mas que, no entanto, segundo Eduardo da Cunha Serrão, foge ao tipo clássico. Numa primeira abordagem a sua configuração permitiria inseri-la no grupo dos sepulcros destinados a inumações coletivas com larga utilização em pleno Calcolítico, sendo genericamente atribuídos ao Calcolítico Inicial (entre cerca de 2700/2500 a. C., e cerca de 2300 a. C.).
O espólio recolhido durante as escavações arqueológicas realizadas no local é pouco significativo, tendo apenas sido encontradas algumas lascas de sílex na primeira intervenção que foi efetuada no local. Foi também exumado, numa escavação arqueológica mais recente, um conjunto de cerâmicas de períodos posteriores e, ainda, um pequeno fragmento de ardósia que se considera ter pertencido a um "ídolo de placa" Neolítico. Os materiais encontram-se depositados no "Museu Geológico de Lisboa", mas não permitem estabelecer uma cronologia precisa para o monumento.

História
Identificado e parcialmente escavado pela primeira vez por Carlos Ribeiro no último quartel do século XIX sob a égide da Junta Consultiva de Obras Públicas e Minas, o Monumento Megalítico do Pego Longo só voltaria a ser intervencionado por Octávio da Veiga Ferreira (Serviços Geológicos de Portugal) e Vera Leisner no final dos anos cinquenta, tendo permitido conhecer melhor a estrutura original. No entanto, é apenas no início dos anos oitenta que o monumento é estudado de forma mais profunda por Eduardo da Cunha Serrão, a pedido da Câmara Municipal de Sintra, tendo sido identificados alguns níveis de lixeira moderna no interior da galeria, cerâmicas de eras históricas e proto-históricas, mas sem o enquadramento necessário que permitisse definir uma cronologia segura.
Após destruição parcial do monumento em 1991 por parte de um habitante local, o antigo IPPC (Instituto Português do Património Cultural) promoveu, em 1995, uma ação de limpeza do monumento e do terreno envolvente, em conjunto com a "Associação Olho Vivo". O arqueossítio só volta a ser intervencionado quase dez anos depois, em 2004, por João Carlos Caninas, tendo sido possível identificar, no interior do monumento, as três lajes que funcionavam como tampa e que antes tinham sido removidas. Novamente em 2012 o monumento volta a ser alvo de destruição, tendo sido arrancados (aparentemente sem se saber do que se tratava) os elementos pétreos que ainda subsistiam, restando apenas a bancada calcária que constituía um dos lados da estrutura. Posteriormente os elementos foram recolocados mas sem qualquer critério científico, aguardando-se o momento em que este local possa finalmente ser estudado, protegido e valorizado como merece.

Ana Teresa Henriques e Maria Ramalho/DGPC/2018
Diploma de Classificação
Decreto n.º 29/90, DR, I Série, n.º 163, de 17-07-1990 (ver Decreto)
Edital N.º 13986 da CM de Sintra
Despacho de homologação de 8-08-1985 do Ministro da Cultura
Despacho de concordância de 5-08-1985 do vice-presidente do IPPC
Parecer de 29-07-1985 da 1.ª Secção do Conselho Consultivo do IPPC a propor a classificação como IIP
Em 14-02-1985 a CM de Sintra enviou documentação para instrução de um processo de classificação
Em 3-09-1984 foi solicitado à CM de Sintra o envio de documentação para instrução de um processo de classificação
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 181502
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Sintra / Queluz e Belas
Bairro do Pego Longo
Pedreira de Santa Luzia -
Polícia:
LATITUDE
38.772845
LONGITUDE
-9.256448
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1984
1984 foi solicitado à CM de Sintra o envio de documentação para instrução de um processo de classificação SítioO desi...
1985
1985 do Ministro da Cultura Despacho de concordância de 5-08-1985 do vice-presidente do IPPC Parecer de 29-07-1985 da...
1990
1990 (ver Decreto) Edital N.º 13986 da CM de Sintra Despacho de homologação de 8-08-1985 do Ministro da Cultura Despa...
1991
1991 por parte de um habitante local, o antigo IPPC (Instituto Português do Património Cultural) promoveu, em 1995, u...
1995
1995, uma ação de limpeza do monumento e do terreno envolvente, em conjunto com a "Associação Olho Vivo". O a
2004
2004, por João Carlos Caninas, tendo sido possível identificar, no interior do monumento, as três lajes que funcionav...
2012
2012 o monumento volta a ser alvo de destruição, tendo sido arrancados (aparentemente sem se saber do que se tratava)...
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2018
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Roteiros da Arqueologia Portuguesa I. Lisboa e Arredores. CORREIA, Susana Helena, LOURENÇO, Fernando Severino, MARQUES, Maria Teresa Fonseca Correia, ARAÚJO, Ana Cristina Reis da Silva Edição 1986 Lisboa
"Inventário dos monumentos megalíticos dos arredores de Lisboa", Actas e Memórias do 1º Congresso Nacional de Arqueologia FERREIRA, Octávio da Veiga Edição 1959 Lisboa
"Desenvolvimento da hierarquização social e da metalurgia", Nova História de Portugal JORGE, Susana de Oliveira Edição 1990 Lisboa
"A consolidação do sistema agro-pastoril", Nova História de Portugal JORGE, Susana de Oliveira Edição 1990 Lisboa
Estudos pré-históricos em Portugal. Notícia de algumas estações e monumentos pré-históricos RIBEIRO, Carlos Edição 1980 Lisboa

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