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Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Quinta do Marquês, em Belas, incluindo o palácio e ainda uma capela abobadada, duas fontes decorativas, um obelisco erguido a D. João VI e a capela do Senhor da Serra, existentes nos jardins da mesma Quinta

Arquitectura Civil / Palácio

Designação
Designação Atual
Quinta do Marquês, em Belas, incluindo o palácio e ainda uma capela abobadada, duas fontes decorativas, um obelisco erguido a D. João VI e a capela do Senhor da Serra, existentes nos jardins da mesma Quinta
Outras Designações
Quinta do Marquês / Quinta dos Marqueses de Belas / Paço Real de Belas / Palácio da Quinta do Marquês / Palácio da Quinta do Senhor da Serra (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Palácio
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A classificação da Quinta do Marquês, em Belas, inclui o palácio e ainda uma capela abobadada, duas fontes decorativas, um obelisco erguido a D. João VI e a capela do Senhora da Serra existentes nos jardins da mesma Quinta.
A história conhecida do Palácio dos Marqueses de Belas remonta ao século XIV, e a Gonçalo Anes Roberto, o Franco, que em 1318 era o detentor desta propriedade. Ao longo dos séculos seguintes, a posse da quinta conheceu muitos e diferentes proprietários que, naturalmente, foram introduzindo alterações no edifício e jardins, ao sabor do gosto e das necessidades de cada época. É, pois, esta complexa sobreposição de linguagens arquitectónicas, que tentaremos identificar de seguida, isolando as principais campanhas de obras e relacionando-as com os seus respectivos promotores e as motivações que estiveram na sua origem.
Diogo Lopes Pacheco e D. Pedro foram as figuras dominantes no século XIV, o primeiro possuidor da casa em 1334. A implicação na morte de Inês de Castro valeu-lhe a expropriação da quinta por parte de D. Pedro que aqui realizou algumas campanhas de obras. Devolvida ao tempo de D. Fernando, acabaria por ser novamente confiscada por D. João I, em consequência das ligações dos Lopes Pacheco a Castela, e à acusação de traição. Em todo o caso, deve-se ao último período desta família à frente da propriedade a sala abobadada com cruzaria de ogivas (STOOP, 1986, p. 212). Este monarca ofereceu a quinta a Gonçalo Peres, seu conselheiro, mas acabou por adquiri-la em 1412, ficando, a partir desta data, na posse dos Infantes de Avis.
Foi, no entanto, D. Brites, neta de D. João I e filha do Condestável D. João, quem promoveu um importante conjunto de intervenções no palácio, onde se inclui uma capela. A quinta foi herdada por D. Rodrigo Afonso de Atouguia, fidalgo da casa do marido de D. Brites, em 1505, inaugurando um novo período de importantes transformações. As áreas mais significativas do palácio, que foi alvo de múltiplas campanhas de obras, entre as quais destacamos o pátio fechado por muro com caminho de guarda, protegido por balaustrada, que termina, no ângulo, num pavilhão renascentista rematado por cúpula de gomos, com o brasão dos Atouguia; ou a porta de entrada com dois colunelos, manuelina (IDEM; AZEVEDO, 1969, p. 117). Já o baixo relevo pintado, alusivo ao castigo de Midas, que se encontra no tanque, é seiscentista, correspondendo, muito possivelmente, a uma nova intervenção no palácio (STOOP, 1986, p. 214).
No reinado de D. João V, os condes de Pombeiro, proprietários da quinta, trouxeram novos melhoramentos, datando de 1735 a construção da via sacra, e de 1745 a capela do Senhor da Serra. Os passos da paixão de Cristo foram uma manifestação muito característica do período barroco, e esta iconografia repete-se nos azulejos azuis e brancos que revestem o interior da capela (numa representação pouco habitual na azulejaria, mas que se pode encontrar na capela de uma outra quinta da região, a quinta do Bonjardim). Estes, têm sido atribuídos à oficina de Valentim de Almeida, e são contemporâneos da edificação da capela (SIMÕES, 1979, p. 319). O retábulo-mor destaca-se pela representação do calvário, em terracota pintada.
Nos jardins, reformados em 1770, ganha especial importância a escultura de Neptuno, atribuída a Bernini e que hoje se encontra em Queluz, bem como o obelisco comemorativo da visita dos regentes D. João e D. Carlota Joaquina, em 1795, da autoria de Joaquim Barros Laborão, e que se inscreve no mesmo espírito neoclássico do arco de Seteais. Na verdade, a descrição dos jardins de 1799, por Caldas de Barbosa, deixa adivinhar as mudanças de gosto do final do século XVIII, e a preferência por ambientes mais naturalistas (CARITA, 1987, p. 236).
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
Decreto n.º 32 973, DG, I Série n.º 175, de 18-08-1943 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 9914630
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Sintra / Queluz e Belas
Rossio de Belas
Belas -
Polícia:
LATITUDE
38.774357
LONGITUDE
-9.264872
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1318
1318 era o detentor desta propriedade.
1334
1334.
1412
1412, ficando, a partir desta data, na posse dos Infantes de Avis.
1505
1505, inaugurando um novo período de importantes transformações. As
1735
1735 a construção da via sacra, e de 1745 a capela do Senhor da Serra. O
1745
1745 a capela do Senhor da Serra.
1770
1770, ganha especial importância a escultura de Neptuno, atribuída a Bernini e que hoje se encontra em Queluz, bem co...
1795
1795, da autoria de Joaquim Barros Laborão, e que se inscreve no mesmo espírito neoclássico do arco de Seteais. Na
1799
1799, por Caldas de Barbosa, deixa adivinhar as mudanças de gosto do final do século XVIII, e a preferência por ambie...
1943
1943 (ver Decreto) A classificação da Quinta do Marquês, em Belas, inclui o palácio e ainda uma capela abobadada, dua...
1969
1969, p.
1979
1979, p.
1986
1986, p.
1987
1987, p.
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Quintas e palácios nos arredores de Lisboa STOOP, Anne de Edição 1986 Lisboa
Azulejaria em Portugal no século XVIII SIMÕES, J. M. dos Santos Edição 1979 Lisboa
Tratado da Grandeza dos Jardins em Portugal CARITA, Hélder; CARDOSO, Homem Edição 1987 Lisboa
Solares Portugueses AZEVEDO, Carlos de Edição 1988 Lisboa

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