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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Fortaleza de Alcoutim

Arquitectura Militar / Castelo

Designação
Designação Atual
Fortaleza de Alcoutim
Outras Designações
Castelo de Alcoutim / Fortaleza de Alcoutim (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Castelo
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A história do castelo de Alcoutim permanece, ainda, por desvendar em grande parte. As recentes escavações de emergência, efectuadas no interior do recinto, revelaram níveis de ocupação proto-histórico e romano (CATARINO, 1997/98, p.539), mas seria necessário proceder a novas sondagens para que se obtivesse uma perspectiva mais objectiva da sucessão de povoamento no local.
No período islâmico, a opção dos poderes não foi por este monte dominante, mas por um outro, relativamente perto, denominado Castelo Velho de Alcoutim. As razões desta opção não estão, ainda, devidamente esclarecidas (é possível que o facto de o monte onde se situa a vila não ser o mais elevado da área possa ter tido alguma influência), mas quer a ocupação do monte do povoado, quer o do Castelo Velho tiveram uma única e comum preocupação: a relação com o Guadiana e sua respectiva defesa.
Só no período da (Re)conquista é que o actual castelo de Alcoutim começou a ganhar forma. Integrado na coroa portuguesa a partir de 1240, os monarcas nacionais tomaram várias medidas para incrementar o povoamento e dotar a região de autoridade. Uma dessas formas foi a construção (ou reformulação?) do castelo, que se situará pela segunda metade do século XIII, numa acção que, eventualmente, terá culminado com o foral dionisino à povoação, em 1304 (COUTINHO, 1997, p.28).
Infelizmente, deste primitivo castelo pouco resta. É um facto que não possuímos um estudo monográfico que contemple estas preocupações, em particular as relativas à transição de poder entre muçulmanos e cristãos no local, mas as reformas posteriores a que a fortaleza foi sujeita, em particular no final da Idade Média, determinaram uma acentuada supressão de vestígios anteriores. Na actualidade, apenas duas portas ogivais (uma das quais desentaipada em anos recentes) evocam a fase plenamente gótica da estrutura militar.
No reinado de D. Manuel, o castelo foi reconstruído e a eventual fisionomia gótica foi substituída por uma fortificação racional e de características vincadamente proto-modernas. No Livro das Fortalezas de Duarte d'Armas, de c. 1509, o castelo é quadrangular, não possui torres dominantes (nem adossadas aos vértices, nem no interior do recinto) e a passagem ao interior é efectuada por uma única porta, aberta ao centro de um dos alçados. Os seus muros são uniformemente ameados e, no interior, existiam alguns edifícios de apoio, alguns dos quais revelados arqueologicamente pelas recentes pesquisas.
No século XVII, na sequência das Guerras da Restauração pela Independência portuguesa, o castelo foi sujeito a uma reforma parcial dos seus muros, com vista à adaptação à artilharia. Com esse fim, edificou-se um patamar saliente virado à localidade fronteiriça de Sanlucar (COUTINHO, 1997, p.30) e a fortaleza desempenhou um papel activo na conjuntura de guerra.
Em progressiva decadência nos séculos seguintes, e perdida a relevância militar da sua estrutura, o castelo foi abandonado e serviu diversos fins civis e de apoio à comunidade, como o de açougue, função que o seu interior desempenhava em 1878. Nos anos 60, todavia, a DGEMN empreendeu aqui uma acção de restauro, que se pautou pela reconstrução de alguns elementos, como as linhas de ameias, e a desobstrução das suas muralhas de alguns edifícios que, ao longo do tempo, a elas se haviam adossado.
Mais recentemente, a partir de 1992, a Câmara Municipal desenvolveu o projecto de reanimação do castelo, programa que permitiu as primeiras sondagens arqueológicas no interior e a construção de um núcleo museológico dedicado à Arqueologia do concelho, obra devida ao arquitecto Fernando Varanda, que aproveitou parte das estruturas postas a descoberto (GRADIM, 2003, p.342).
PAF
Diploma de Classificação
Decreto n.º 45/93, DR, I Série-B, n.º 280, de 30-11-1993 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 9913329
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Faro / Alcoutim / Alcoutim e Pereiro
Cerro do Castelo Velho, limitada pela margem direita da ribeira de São Marcos e pela sua confluência com o rio Guadiana
Alcoutim -
Polícia:
LATITUDE
37.470568
LONGITUDE
-7.471996
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1240
1240, os monarcas nacionais tomaram várias medidas para incrementar o povoamento e dotar a região de autoridade. U
1304
1304 (COUTINHO, 1997, p.28).Infelizmente, deste primitivo castelo pouco resta.
1509
1509, o castelo é quadrangular, não possui torres dominantes (nem adossadas aos vértices, nem no interior do recinto)...
1878
1878.
1992
1992, a Câmara Municipal desenvolveu o projecto de reanimação do castelo, programa que permitiu as primeiras sondagen...
1993
1993 (ver Decreto) A história do castelo de Alcoutim permanece, ainda, por desvendar em grande parte.
1997
1997/98, p.539), mas seria necessário proceder a novas sondagens para que se obtivesse uma perspectiva mais objectiva...
2003
2003, p.342).PAF
5
IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses ALMEIDA, João de Edição 1948 Lisboa
"O Algarve oriental durante a ocupação islâmica - povoamento rural e recintos fortificados", Al- Ulyã, nº6, 3 vols. CATARINO, Helena Maria Gomes Edição 1997 Loulé
"Escavações arqueológicas nos castelos de Alcoutim", Actas do 4º Congresso do Algarve, pp.25-32 CATARINO, Helena Maria Gomes Edição 1986 Montechoro
"Arqueologia medieval no Algarve Oriental. Os castelos de Alcoutim", Arqueologia en el Entorno del Bajo Guadiana. Actas del Encuentro Internacional de Arqueologia del Suroeste, pp.657-671 CATARINO, Helena Maria Gomes Edição 1994 Huelva
Alcoutim LAMEIRA, Francisco Edição 1994 Alcoutim
Levantamento Arqueológico do Concelho de Alcoutim GRADIM, Alexandra Edição 1997 Alcoutim
"Alcoutim - a importância da arqueologia como elemento estratégico na gestão de um território", Xelb, nº4 (Actas do I Encontro de Arqueologia do Algarve), pp.335-346 GRADIM, Alexandra Edição 2003 Silves
Castelos, fortalezas e torres da região do Algarve COUTINHO, Valdemar Edição 1997 Faro
Algarve - Castelos, Cercas e Fortalezas MAGALHÃES, Natércia Edição 2008 Faro
Alcoutim, capital do nordeste algarvio. Subsídios para uma monografia NUNES, António Manuel Ascensão Edição 1985 Alcoutim

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