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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Castelo de Aljustrel e Igreja de Nossa Senhora do Castelo

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Castelo de Aljustrel e Igreja de Nossa Senhora do Castelo
Outras Designações
Castelo de Aljustrel (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Igreja de Nossa Senhora do Castelo (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Dominante sobre uma extensa faixa de território do Baixo Alentejo, o morro onde se situa o Castelo de Aljustrel foi ocupado desde o Neolítico e identificaram-se níveis estratigráficos do Calcolítico, que revelaram fragmentos de sílex e cerâmicas com bordos denteados. A esta primeira fase ter-se-á seguido um interrogante hiato, não tendo as escavações resgatado quaisquer materiais proto-históricos e romanos.
A primitiva configuração do castelo ocorreu durante o período islâmico, de que se revelaram alguns troços de muralha em taipa. Desconhece-se a data em que se definiu essa estrutura militar, mas é de supor que tenha ocorrido em momentos mais tardios da ocupação islâmica, em concreto no século XIII, no contexto da perda da praça forte de Alcácer do Sal (CORREIA, 1992: 69). A investigação arqueológica revelou ainda materiais que recuam até ao século IX (RAMOS, MARTINS, MURALHA e ESTORNINHO, 1993: 15), o que atesta a efectiva importância do castelo para o complexo civilizacional muçulmano do Sudoeste peninsular.
A conquista de Aljustrel pelas tropas portuguesas, em 1234, marcou o início de uma nova era na história do castelo. Em 1235, D. Sancho II doou-o à Ordem de Santiago, acto sancionado pelo seu sucessor, D. Afonso III em 1255. Não só o castelo passava a integrar a linha defensiva imediata, face às possessões islâmicas no Algarve, como passava para a posse da coroa o importante estatuto de administração das minas de Aljustrel. A presença na vila de D. Paio Peres Correia, Mestre de Santiago, não é de estranhar, tendo em consideração a necessidade de pontos de apoio para a Ordem na preparação dos ataques aos castelos mais a Sul nesses meados do século XIII.
Desconhecem-se, todavia, quais as alterações introduzidas pela nova ordem cristã. Pouco depois, com a conquista definitiva do Algarve, Aljustrel perdeu grande parte da sua relevância estratégica e a fortaleza entrou em declínio, razão pela qual dela hoje pouco mais resta que alguns troços e a memória do topónimo e da igreja.
Este templo é o resultado de sucessivas fases construtivas. Em 1482 aparece mencionada como Ermida de Santa Maria do Castelo e, em 1510, era uma simples casa de taipa com contrafortes de pedra (DIAS, 1993: 81), sem capela-mor e demais pormenores construtivos e decorativos assinaláveis. Na viragem para o século XVII deu-se corpo à construção actual, composta por nave e capela-mor e dependências de apoio de ambos os lados, algumas destinadas a apoiar as romarias. A galilé que hoje antecede o monumento é já posterior, do século XVIII, assim como o extenso escadório que liga o adro da igreja à vila, principal peça cenográfica que o Barroco legou ao património de Aljustrel. A nave é relativamente pequena, de apenas dois tramos cobertos por abóbada de pronunciada cruzaria de ogivas, enquanto que a capela-mor ostenta abóbada de berço e retábulo neoclássico que cobre a parede fundeira. O conjunto é reforçado lateralmente por contrafortes de diferentes formulações, característica da arquitectura meridional do país, mas também sintoma dos distintos espaços adossados ao longo dos tempos.
Paulo Fernandes | DIDA | IGESPAR, I.P.
01.08.2007
Diploma de Classificação
Decreto n.º 26-A/92, DR, I Série-B, n.º 126, de 1-06-1992 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 9914631
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Beja / Aljustrel / Aljustrel e Rio de Moinhos
-- -
Aljustrel -
Polícia:
LATITUDE
37.881409
LONGITUDE
-8.167372
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1234
1234, marcou o início de uma nova era na história do castelo. E
1235
1235, D.
1255
1255.
1482
1482 aparece mencionada como Ermida de Santa Maria do Castelo e, em 1510, era uma simples casa de taipa com contrafor...
1510
1510, era uma simples casa de taipa com contrafortes de pedra (DIAS, 1993: 81), sem capela-mor e demais pormenores co...
1992
1992 (ver Decreto) Dominante sobre uma extensa faixa de território do Baixo Alentejo, o morro onde se situa o Castelo...
1993
1993: 15), o que atesta a efectiva importância do castelo para o complexo civilizacional muçulmano do Sudoeste penins...
2007
2007
6
IMAGENS
5
BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"O Castelo de Aljustrel - campanhas de 1989 e 1992", Vipasca, nº2, pp.11-40 ESTORNINHO, Alexandra, RAMOS, Carlos, MURALHA, João, MARTINS, Artur Manuel Gonçalves Edição 1993 Aljustrel
"Aljustrel no século XIII: subsídios para o estudo da Ordem de Santiago da Espada", Vipasca, nº1, pp.73-80 DIAS, Maria da Graça Edição 1992 Aljustrel
"Ermidas e capelas do concelho de Aljustrel", Vipasca, nº2, pp.79-90 DIAS, Maria da Graça Edição 1993 Aljustrel
Aljustrel. Monografia LOBATO, João Rodrigues Edição 1983 Aljustrel
"O Castelo de Aljustrel. Uma tentativa de interpretação", Vipasca, nº1, pp.67-72 CORREIA, Fernando M. R. Branco Edição 1992 Aljustrel

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