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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Cerro da Mangancha

Arqueologia / Povoado Fortificado

Designação
Designação Atual
Cerro da Mangancha
Outras Designações
Tipologia
Povoado Fortificado
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Em termos arqueológicos, o território correspondente, na actualidade, ao concelho de Aljustrel notabiliza-se essencialmente pelo denominado "Cerro da Mangancha", povoado fortificado erguido nos seus primórdios durante a Idade do Bronze final (Cf. COFFYN, A., 1983, pp. 190-191) no cimo de um outeiro, de onde se desfruta de um forte domínio visual sobre a paisagem circundante, vislumbrando-se as importantes minas de São João do Deserto. Motivos pelos quais o local foi reutilizado em períodos subsequentes, ao longo da Idade do Ferro e do período de ocupação romana, a justificar, no fundo, a sua situação estratégica, não deixando de ser sintomático que o sítio acabasse por ser abandonado no início do séc. I da nossa Era, justamente no momento em que a sua população se transferiu para o importante povoado mineiro de grandes dimensões conhecido por "Vipasca".

O sítio foi objecto de uma primeira sondagem apenas nos anos sessenta do século XX, da responsabilidade do Prof. Claude Domegue, de colaboração com o Eng.º Rui Freire de Andrade, ao último do qual se ficaram a dever, para além do reconhecimento deste arqueossítio, outras intervenções no terreno, de parceria com alguns dos nomes mais relevantes do exercício arqueológico em Portugal, sobretudo ao longo do terceiro quartel de novecentos, a exemplo do engenheiro técnico de minas e especialista dos Serviços Geológicos de Portugal, onde exerceria profícua actividade, Octávio Reinaldo da Veiga Ferreira (1917-1997).

As sondagens então realizadas (e repetidas em 1969) permitiram-lhes identificar um pequeno troço do muralhado que deveria ter envolvido, na origem, a área habitacional, como sucede noutros exemplares desta tipologia arqueológica, conquanto certos autores considerassem que nele "[...] não se identificam fortificações [...]." (SCHUBART, H., 1971, p. 193). Recolheram, ainda, diversos materiais (essencialmente cerâmicos), muitos dos quais datáveis, precisamente, do primeiro período de ocupação da estação, atribuído, como já vimos (vide supra), ao Bronze final, embora aparentemente destituídos de indícios que permitissem relacionar o povoado com a exploração mineira tão abundante no termo de Aljustrel (Cf. DOMERGUE, C., ANDRADE, R. F. de, 1971).

Não obstante, o povoado enquadrar-se-á num momento em que "[...] verificamos o aparecimento de povoados sedentários, muitos deles com boas condições naturais de defesa ou, mesmo, fortificados. Situam-se estes povoados sedentários basicamente no interior do Alentejo [...], alguns deles localizados não apenas nas proximidades de boas terras de cultivo, como de importantes jazidas de cobre." (JORGE, V. de O., 1990, p. 234).

A intervenção realizada, já no final da década de noventa, concentrou-se essencialmente na escavação dos elementos remanescentes de antigas estruturas, ao mesmo tempo que se recolheu uma quantidade significativa de fragmentos cerâmicos e se identificaram dois níveis de talude pertencentes ao antigo sistema defensivo.
[AMartins]
Diploma de Classificação
Declaração de rectificação n.º 558/2011, DR, 2.ª Série, n.º 54, de 17-03-2011 (rectifica o distrito) (ver Declaração)
Portaria n.º 401/2011, DR, 2.ª Série, n.º 43, de 2-03-2011 (sem restrições) (ver Portaria)
Edital de 19-01-2006 da CM de Aljustrel
Despacho de autorização de 17-06-1996 do Ministro da Cultura
Despacho de concordância de 10-01-1992 do presidente do IPPC
Parecer de 16-12-1991 da 1.ª Secçã do Conselho Consultivo do IPPC a propor a classificação como IIP
Despacho de abertura de 5-02-2001 do vice-presidente do IPPC
Proposta de 1-02-19991 do Departamento de Arqueologia do IPPC para a abertura da instrução do processo de classificação
Proposta de classificação de 23-01-1991 da Unidade Arqueológica de Aljustrel
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como SIP - Sítio de Interesse Público

ZEP Portaria n.º 401/2011, DR, 2.ª Série, n.º 43, de 2-03-2011 (sem restrições) (ver Portaria)
Proposta de 14-07-2010 da DRC do Alentejo para que se conclua o procedimento de classificação apenas com uma ZGP
Devolvida à DRC do Alentejo por despacho de 11-02-2010 do director do IGESPAR, I.P., para cumprimento do art.º 43.º do Proposta de 22-12-2009 da DRC do Alentejo
Afectação 9914630
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Beja / Aljustrel / Aljustrel e Rio de Moinhos
LATITUDE
37.885402
LONGITUDE
-8.175085
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1917
1917-1997).
1969
1969) permitiram-lhes identificar um pequeno troço do muralhado que deveria ter envolvido, na origem, a área habitaci...
1971
1971, p.
1983
1983, pp.
1990
1990, p.
1991
1991 da 1.ª Secçã do Conselho Consultivo do IPPC a propor a classificação como IIP Despacho de abertura de 5-02-2001 ...
1992
1992 do presidente do IPPC Parecer de 16-12-1991 da 1.ª Secçã do Conselho Consultivo do IPPC a propor a classificação...
1996
1996 do Ministro da Cultura Despacho de concordância de 10-01-1992 do presidente do IPPC Parecer de 16-12-1991 da 1.ª...
1997
1997).
2001
2001 do vice-presidente do IPPC Proposta de 1-02-19991 do Departamento de Arqueologia do IPPC para a abertura da inst...
2006
2006 da CM de Aljustrel Despacho de autorização de 17-06-1996 do Ministro da Cultura Despacho de concordância de 10-0...
2011
2011, DR, 2.ª Série, n.º 54, de 17-03-2011 (rectifica o distrito) (ver Declaração)Portaria n.º 401/2011, DR, 2.ª Séri...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Sondage 1967 et 1969 a Aljustrel (Portugal). Note preliminaire", Conimbriga ANDRADE, Rui Freire de, DOMERGUE, Claude Edição 1971 Coimbra
"La fin de l'Age du Bronze dans le Centre-Portugal", O Arqueólogo Português COFFYN, André Edição 1983 Lisboa
"Complexificação das sociedades e sua inserção numa vasta rede de intercâmbios", Nova História de Portugal JORGE, Vítor de Oliveira Edição 1990 Lisboa
"O Horizonte de Ferradeira", Revista de Guimarães SCHUBART, Hermanfrid Edição 1971 Guimarães
"Fortalezas romanas do sul de Portugal", Zephyrus MAIA, Manuel Maria da Fonseca Andrade Edição 1978 Salamanca

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