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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Castelo de Veiros

Arquitectura Militar / Castelo

Designação
Designação Atual
Castelo de Veiros
Outras Designações
Castelo de Veiros / Castelo e cerca urbana de Veiros (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Castelo
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Veiros, antiga povoação de provável origem romana, conforme parece indicar o antigo topónimo de Valerius, foi reconquistada em 1217, no reinado de D. Afonso II. O seu povoamento terá sido entregue aos conquistadores, os cavaleiros da Ordem de Avis, então comandados por D. Fernão Anes. Não é possível adiantar com segurança uma data para a fundação do burgo cristão, mas sabe-se que em 1299 Martim Fernandes, 6º mestre da ordem, era Comendador de Veiros; alguns anos mais tarde, em 1308, e em pleno reinado de D. Dinis, sendo mestre de Avis D. Lourenço Afonso, é lançada a obra de construção da Torre de Menagem do castelo, no topo da colina de Veiros. A data, mais precisamente 20 de Maio de 1308, e o nome do 8º mestre da Ordem de Avis, bem como o de Pero Abrolho, "mestre de (...) esta torre", figuram em duas inscrições no recinto do castelo. Aqui nasceu, entre 1370 e 1380, D. Afonso, 1º Duque de Bragança, filho de D. João, então mestre de Avis e mais tarde Rei de Portugal, e de D. Inês Pires, natural de Veiros; a poderosa Casa de Bragança nasceria da sua união com D. Beatriz Pereira, filha de Nuno Álvares Pereira, e da junção dos imensos patrimónios de ambos.
O terramoto de 1531 arruinou consideravelmente o castelo, que foi reconstruído no reinado de D. João III. Mais tarde, em 1662, durante a Guerra da Restauração, a fortificação sofreu os desastrosos efeitos do ataque retaliativo de D. João de Áustria contra a povoação, que havia resistido às suas investidas. A explosão de pólvora causou a derrocada da Torre de Menagem tercentista. Seguir-se-iam mais tempos conturbados para a fortificação e vila, levando a novo investimento no reforço das muralhas; assim, as ameias foram obstruídas por um novo parapeito, lançado por ordem do Conselho de Guerra de D. Afonso VI, preparando-se o castelo para melhor servir as mais modernas técnicas militares.
A cerca original, de traçado pouco claro, acompanhando os desníveis do terreno acidentado, era rasgada por quatro portas principais, orientadas segundo os pontos cardeais e flanqueadas por cubelos cilíndricos, das quais restam três, a S., O. e N., esta com portal (em arco quebrado) de vão mais largo que as restantes. A probabilidade de no local existirem construções anteriores ao século XIII, inclusivamente do período romano, tem levado alguns investigadores a admitir que alguns vestígios de estruturas do recinto sejam muito mais antigas do que a conquista cristã da localidade, sendo uma porta das muralhas de origem muçulmana (António Rafael CARVALHO, Isabel FERNANDES, 1997), e outra possivelmente romana.
No que resta dos muros destacam-se ainda duas torres, uma cilíndrica e uma de planta quadrada, sobre a muralha a N.. Da grande Torre de Menagem, implantada no ponto mais elevado do castelo, ficaram algumas cantarias, incluindo um bloco de mármore que esteve colocado sobre a porta de entrada da mesma, do qual constam as já citadas inscrições medievais, ladeando uma cruz de Avis. A inscrição da esquerda está parcialmente truncada, e consta da frase "... PERO ABROLHEI / RO. MEESTRE DE FA / ZER ESTA TORE"; a inscrição da direita, mais extensa, reza "E:M:CCCXXXXVI:ANOS:XX:DI / AS :DE :MAIO:COMECAROM :ES / TA:TORE:QUE:MANDOUA:FA: / ZER:DÕ:LOURENÇO:AFONSO: / MEESTRE:DA:CAVALARIA:DA:OR / DEM:DAVIS:EPÕS:A PRIMEIRA:PE / DRA:ENO:FUNDAMENTO:E MÃO / DESTE C.TO REINÃDO :ELREI: / DÕ:DENIS:E A RAINHA:DONA / HELISABHET:SIT:NOME:DNI: / BENEDICTUÕ:EVULOR:" (Túlio ESPANCA, 1975). Sobrevive ainda a Torre do Relógio, de arquitectura alterada ao longo do tempo, com campanário presumivelmente quinhentista. No perímetro do castelo fica a igreja matriz, dedicada a São Salvador, obra de finais de Quinhentos que veio substituir um primitivo templo do século XIII.
O castelo de Veiros é propriedade particular. SML
Diploma de Classificação
Decreto n.º 41 191, DG, I Série, n.º 162, de 18-07-1957 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 9914630
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Évora / Estremoz / Veiros
Largo do Castelo
Veiros -
Polícia:
LATITUDE
38.952971
LONGITUDE
-7.508392
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1217
1217, no reinado de D.
1299
1299 Martim Fernandes, 6º mestre da ordem, era Comendador de Veiros; alguns anos mais tarde, em 1308, e em pleno rein...
1308
1308, e em pleno reinado de D.
1370
1370 e 1380, D.
1380
1380, D.
1531
1531 arruinou consideravelmente o castelo, que foi reconstruído no reinado de D.
1662
1662, durante a Guerra da Restauração, a fortificação sofreu os desastrosos efeitos do ataque retaliativo de D. Joã
1957
1957 (ver Decreto) Veiros, antiga povoação de provável origem romana, conforme parece indicar o antigo topónimo de Va...
1975
1975).
1997
1997), e outra possivelmente romana.
0
IMAGENS
5
BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"A porta muçulmana do Castelo de Veiros", in Arqueologia Medieval, nº 5 CARVALHO, António Rafael, FERNANDES, Isabel Cristina Ferreira Edição 1997 Porto / Mértola
Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses ALMEIDA, João de Edição 1948 Lisboa
Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado, IPPAR, vol. I LOPES, Flávio Edição 1993 Lisboa
Epigrafia medieval portuguesa (862-1422) BARROCA, Mário Jorge Edição 2000 Lisboa
Inventário Artístico de Portugal - vol. VIII (Distrito de Évora, Zona Norte, volume I) ESPANCA, Túlio Edição 1975 Lisboa

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