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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Pelourinho da Bemposta

Arquitectura Civil / Pelourinho

Designação
Designação Atual
Pelourinho da Bemposta
Outras Designações
Pelourinho da Bemposta (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Pelourinho
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Bemposta, actual freguesia do Concelho de Penamacor, foi povoada após a Reconquista por iniciativa de algumas famílias nobres, que aproveitavam o incentivo dado pela carta de foral da vizinha Pena Mocor, provavelmente datado de 1189, quando esta povoação foi doada aos Templários, na figura do seu mestre D. Gualdim Pais. Embora a Bemposta, então ainda não conhecida por este nome, pertencesse ainda à Coroa, foi então apropriada pelo rico-homem D. Ponço Afonso de Baião, governador da Transserra (Covilhã) e da Beira (Guarda), que lhe confere a actual toponímia. A Bemposta, ou Bemposta do Campo, é referida como sendo um pequeno lugar de Penamacor nas Inquirições de 1258, ordenadas por D. Afonso III. Na época, pertencia já à Ordem do Templo, por doação de D. Sancha Rodrigues, viúva de D. Pedro Ponces, filho de D. Ponço, e herdeira de todos os seus bens. A Bemposta recebeu finalmente o seu foral em 1510, por outorga de D. Manuel. Foi sede de concelho desde então e até 1836, quando foi extinto o município, para ser primeiramente integrado em Monsanto, e mais tarde (1848) em Penamacor.
Desta perdida autonomia resta o conjunto do pelourinho, antiga Casa da Câmara, tribunal e prisão comarcã, que ainda hoje se erguem num largo central da povoação, junto à Capela do Espírito Santo (século XVIII) e à Torre Sineira (possivelmente uma antiga Torre de Menagem medieval). O monumento original foi erguido em data incerta, sendo de supor que datasse da concessão de foral manuelino. Porém, o pelourinho actual resulta de uma reconstrução seiscentista, contemporânea de algumas obras então realizadas na muralha, e da construção da já referida Casa da Câmara.
O pelourinho, em granito, ergue-se sobre um soco de três degraus octogonais em pedra toscamente aparelhada, assentes numa larga plataforma quadrada, destinada a vencer o desnível do terreno. A base da coluna é constituída por uma singela peça octogonal de faces ligeiramente rampantes, e o fuste é liso e oitavado. Note-se que a coluna é composta por dois troços distintos, tanto em dimensão (o inferior é cerca de quatro vezes mais comprido que o superior), como na qualidade da pedra. No topo nascente estão vestígios quase ilegíveis de um escudo coroado. Sobre o topo da coluna assenta directamente o remate, não existindo capitel. O remate é em gaiola pouca característica, composta por um prisma quadrangular vazado nos lados com quatro aberturas tipo fresta, em arco redondo, assemelhando-se mais a uma torre sineira. É encimada por um "telhado" de parapeito saliente de onde se elevam quatro colunelos em torno de uma peça central bojuda, rematada por uma moldura boleada que serve de base a um longo espigão de ferro terminando em cruz. SML
Diploma de Classificação
Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12736627
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Castelo Branco / Penamacor / Pedrógão de São Pedro e Bemposta
Largo da Torre
Bemposta -
Polícia:
LATITUDE
40.067348
LONGITUDE
-7.211305
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1189
1189, quando esta povoação foi doada aos Templários, na figura do seu mestre D. Gu
1258
1258, ordenadas por D.
1510
1510, por outorga de D.
1836
1836, quando foi extinto o município, para ser primeiramente integrado em Monsanto, e mais tarde (1848) em Penamacor.
1848
1848) em Penamacor.
1933
1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA Bemposta, actual freguesia do Concelho de Penamacor, foi povoad...
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral MALAFAIA, E. B. de Ataíde Edição 1997 Lisboa

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