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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja da Misericórdia de Arcos de Valdevez incluindo a biblioteca e o cruzeiro junto à fachada sul

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja da Misericórdia de Arcos de Valdevez incluindo a biblioteca e o cruzeiro junto à fachada sul
Outras Designações
Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A igreja que hoje conhecemos, com a casa do Consistório anexa e o cruzeiro implantado na zona posterior, é o resultado de múltiplas intervenções, que tomaram por base o templo primitivo, cuja construção teve início no mesmo ano da fundação da Irmandade da Misericórdia de Arcos de Valdevez, ou seja, 1595. No inicio do século XVIII, o estado de ruína da sacristia levou a mesa a encomendar o projecto de uma nova fachada para esta dependência e, também, para a igreja. Datados de 1710, estes desenhos foram concretizados, somente, e 1733, dotando o frontispício do templo da linguagem barroca, que se observa, também, na casa do Consistório, no mesmo alinhamento, mas ligeiramente recuada (ARIEIRO, 1995, p. 31). Remonta a esta mesma intervenção a abertura do amplo nicho sobre o portal, que alberga o retábulo de talha dourada dedicado a Nossa Senhora da Porta. Não se conhece a origem desta invocação, mas é possível que radique na existência de uma imagem de Nossa Senhora da Misericórdia sobre o portal da antiga igreja (ARIEIRO, 1995, p. 31).
O volume do templo é delimitado por duplas pilastras, coroadas por pináculos, nos cunhais. Ao centro da fachada definem-se duas composições idênticas e sobrepostas, que correspondem ao portal e ao nicho de Nossa Senhora da Porta. Assim, ambos são flanqueado por duplas pilastras, a que se sobrepõe o entablamento, diferindo apenas na forma d vão - o portal é recto e o nicho em arco de volta perfeita. Sobrepõe-se-lhe um frontão de volutas, a enquadrar as armas reais, que acompanha o remate do alçado, em empena marcada por ampla cornija. Dois óculos quadrilobados no primeiro registo e duas janelas de frontão curvo no segundo, ladeiam o portal e o nicho.
A fachada do Consistório, é definida por pilastras laterais que suportam o entablamento, sobre o qual se ergue a sineira. Esta é, também, flanqueada por pilastras e frontão curvo, interrompido por um pináculo. O portal, de verga recta, é semelhante ao da igreja, mas encimado por frontão de volutas com pinha ao centro. Abre-se para um átrio com arco pleno e escadaria de acesso ao primeiro piso, com corrimão de cantaria iniciado com dupla voluta.
Na década de 1740 foram as talhas do interior da igreja a ser alvo de remodelação e douramento e, em 1791, o corpo do templo sofreu nova campanha de obras que recaiu, muito possivelmente, sobre os retábulos, então renovados de acordo com o gosto neoclássico, bem presente na tonalidade dourada e branca e nos motivos adoptados. A nave única, com tecto de madeira pintado (com representações, ao centro, da Visitação e Assunção da Virgem ), articula-se com a capela-mor, rectangular. No conjunto, impera a depuração, e a decoração circunscreve-se aos retábulos (dois laterais, dois colaterais em ângulo e o retábulo-mor), púlpitos, arco triunfal e coro alto, que incluí no seu interior o órgão. A capela-mor, com tecto em estuque pintado, é iluminada por quatro amplas janelas de linhas rectas, com sanefas de talha, e silhar de azulejos polícromos, de padrão. O retábulo exibe uma tela com a representação habitual de Nossa Senhora da Misericórdia.
Por sua vez, também o cruzeiro, no exterior, foi objecto de diferentes intervenções, relacionadas com a substituição, em 1752, do original, executado em 1601, pelo que hoje conhecemos (ARIEIRO, 1995, p. 23). Ergue-se sobre dois degraus e desenvolve-se através de base decorada por motivos vegetalistas, coluna de folhagens superiormente canelada, capitel com passos da vida de Cristo esculpidos (no horto, preso à coluna, com a coroa de espinhos e com a cruz aos ombros) e remate com Cristo crucificado. Em 1854 foi mudado para o adro da igreja, em 1941 para a zona Este do templo e por fim, em 1988, para o largo onde hoje se encontra, na fachada posterior da igreja e que corresponde ao antigo cemitério da Misericórdia.
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
Decreto n.º 2/96, DR, I Série-B, n.º 56, de 6-03-1996 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 22051577
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Viana do Castelo / Arcos de Valdevez / Arcos de Valdevez (São Salvador), Vila Fonche e Parada
Rua Dr. Vaz Guedes
Arcos de Valdevez -
Polícia:
Rua Amorim Soares
Arcos de Valdevez -
Polícia:
Largo Conselheiro Pinto Osório
Arcos de Valdevez -
Polícia:
LATITUDE
41.844683
LONGITUDE
-8.419032
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1595
1595.
1601
1601, pelo que hoje conhecemos (ARIEIRO, 1995, p.
1710
1710, estes desenhos foram concretizados, somente, e 1733, dotando o frontispício do templo da linguagem barroca, que...
1733
1733, dotando o frontispício do templo da linguagem barroca, que se observa, também, na casa do Consistório, no mesmo...
1740
1740 foram as talhas do interior da igreja a ser alvo de remodelação e douramento e, em 1791, o corpo do templo sofre...
1752
1752, do original, executado em 1601, pelo que hoje conhecemos (ARIEIRO, 1995, p.
1791
1791, o corpo do templo sofreu nova campanha de obras que recaiu, muito possivelmente, sobre os retábulos, então reno...
1854
1854 foi mudado para o adro da igreja, em 1941 para a zona Este do templo e por fim, em 1988, para o largo onde hoje ...
1941
1941 para a zona Este do templo e por fim, em 1988, para o largo onde hoje se encontra, na fachada posterior da igrej...
1988
1988, para o largo onde hoje se encontra, na fachada posterior da igreja e que corresponde ao antigo cemitério da Mis...
1995
1995, p.
1996
1996 (ver Decreto) A igreja que hoje conhecemos, com a casa do Consistório anexa e o cruzeiro implantado na zona post...
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Inventário Artístico da Região Norte - I GONÇALVES, Flávio Edição 1973
Alto Minho ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de Edição 1987 Lisboa
Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez ARIEIRO, José Borlido Edição 1995 Arcos de Valdevez

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