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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Pelourinho de Penedono

Arquitectura Civil / Pelourinho

Designação
Designação Atual
Pelourinho de Penedono
Outras Designações
Pelourinho de Penedono (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Pelourinho
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
O primeiro sinal de inequívoca vitalidade concelhia de Penedono data de 1195 e corresponde ao foral passado por D. Sancho I, que reconheceu o município. As origens do povoamento de "Pena de Domus" (como a localidade era conhecida na Idade Média) são, todavia, anteriores e identificam-se nos meados do século X, quando um primitivo reduto defensivo fazia parte de uma linha de fortificações doadas por D. Chamôa Rodrigues ao Mosteiro de Guimarães, em 960.
D. Afonso II confirmou o foral sanchino em 1217, mas os séculos finais da Idade Média foram conturbados. No reinado de D. Fernando, vivendo o país uma séria crise económica em consequência das guerras travadas pelo monarca contra Castela, Penedono foi integrado no concelho de Trancoso, mas recuperou rapidamente a sua autonomia, sendo então doado à família Coutinho, estirpe que deixou a sua marca no castelo-paço então reformulado.
O pelourinho que se conhece foi construído nos inícios do século XVI e resulta do novo foral passado a 27 de Novembro de 1512 pelo rei D. Manuel. Implanta-se na praça principal da vila, no caminho que conduzia ao castelo e fronteiro à antiga casa da câmara. Pelo acentuado declive da via, foi necessário erguer-se uma plataforma de cotas diferenciadas, de base quadrangular, onde assentam oito degraus oitavados, de faces boleadas, sendo o último de maiores proporções que os restantes.
O pelourinho propriamente dito possui base chanfrada e compõe-se de esguio fuste monolítico, de perfil octogonal, onde assenta o coroamento. Este é em forma de gaiola, definido por ábaco octogonal a partir do qual se elevam oito colunelos (alternadamente quadrangulares e cilíndricos), encimados por pináculos. No interior da gaiola existe coluna que sustenta o remate, em forma de coruchéu cilíndrico onde se apoia grimpa de ferro.
Estas características diferenciam este pelourinho da generalidade dos que se construíram em solo nacional pelos inícios do século XVI, reconhecidamente de menor exuberância. No inventário dos pelourinhos quinhentistas, os de gaiola são minoritários e testemunham a vontade dos concelhos em ostentar a sua municipalidade, numa época de reforço de poderes e de desenvolvimento do reino - Penedono deveria contar, por 1527, com cerca de 1500 habitantes. Esta ideia teve grande eco em regiões teoricamente mais afastadas dos principais centros, como no caso do pelourinho de Vila Nova de Foz Côa, ou mesmo no de Sernancelhe, com o qual o de Penedono mantém assinaláveis analogias.
Em 1895, o concelho foi extinto, mas recuperou o seu estatuto municipal em 1898, por decreto de 13 de Janeiro, assim se mantendo na actualidade.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 181501
Abrangido em ZEP ou ZP
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Viseu / Penedono / Penedono e Granja
Praça 25 de Abril
Penedono -
Polícia:
LATITUDE
40.98954
LONGITUDE
-7.393854
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1195
1195 e corresponde ao foral passado por D.
1217
1217, mas os séculos finais da Idade Média foram conturbados. N
1500
1500 habitantes.
1512
1512 pelo rei D.
1527
1527, com cerca de 1500 habitantes.
1895
1895, o concelho foi extinto, mas recuperou o seu estatuto municipal em 1898, por decreto de 13 de Janeiro, assim se ...
1898
1898, por decreto de 13 de Janeiro, assim se mantendo na actualidade.PAF
1933
1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA O primeiro sinal de inequívoca vitalidade concelhia de Penedono...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Os Pelourinhos. Elementos para o seu catálogo geral CHAVES, Luís Edição 1938 Lisboa
Pelourinhos das Beiras CARDOSO, Nuno Catarino Edição 1936 Lisboa
Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral MALAFAIA, E. B. de Ataíde Edição 1997 Lisboa
Penedono. Apontamentos de história e de arte. Os Coutinhos ALVES, Alexandre Edição 1989 Penedono
Penedono e seu concelho. Curriculum e Modernidade BASTOS, Rui Ferreira Edição 1996 Penedono
"Pelourinhos da Beira Alta", Beira Alta REAL, Mário Guedes Edição 1952 Viseu
Pelourinhos do Distrito de Viseu Edição 1998 Viseu
Antiga vila de Penedono Edição 2001 Viseu
Roteiro turístico do concelho de Penedono Edição 2002 Penedono

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