A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Casa da Boavista, incluindo o jardim e os elementos decorativos que este contém

Arquitectura Civil / Solar

Designação
Designação Atual
Casa da Boavista, incluindo o jardim e os elementos decorativos que este contém
Outras Designações
Tipologia
Solar
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Desfrutando de uma implantação privilegiada, com vista para o vale e jardins em patamares com buxos e japoneiras de espécies raras (algumas centenárias), podadas conforme é característico os denominados jardins de Basto, a Casa da Boavista, tal como a conhecemos hoje, remonta à reconstrução levada a cabo no final do século XVIII por Manuel Luís Teixeira de Carvalho, bacharel em Direito e capitão-mor das Ordenanças de Veade (SILVA, 1958, p. 36). As referências a esta propriedade são, no entanto, bem anteriores, recuando aos anos de 1500, ou mesmo antes, com pretendem alguns autores (SILVA, 1958, p. 36; 1981, p. 23). Na verdade, os documentos mais antigos que se conhecem mencionam, nos anos referidos, Miguel Pires da Silva, como Senhor da casa da Boavista (SILVA, 1958, p. 36; STOOP, 2000, p. 207).
Terão sido as armas concedidas em 1791, a par da fortuna herdada pelo seu casamento, em 1789, com D. Ana Maria Teixeira de (Barros) Carvalho, que motivaram Manuel Luís Teixeira de Carvalho a remodelar a casa familiar, exibindo o brasão em lugar de destaque, sobre a porta principal, como símbolo de prestígio e poder.
A fachada principal, de dois andares, é aberta por uma sucessão de vãos simétricos, destacando-se, naturalmente, as janelas do andar nobre, de verga curva. Acede-se à porta principal, situada ao nível do piso superior, através de uma escadaria recta, sobre arcada, e cuja guarda é marcada por volutas e pináculos. De acordo com os estudos de Anne de Stoop, esta é uma solução de gosto clássico e de alguma forma arcaizante, encontrando-se noutros solares de época bem anterior (STOOP, 2000, p. 208).
Nos extremos da fachada erguem-se, sobre a linha do telhado, mansardas ou pavilhões, que não deixam de recordar as torres e as denominadas casa-torre, de época medieval, mas cujo modelo foi recuperado no período barroco (AZEVEDO, 1969). Sobre o beirado, elevam-se múltiplos pináculos, que se repetem na capela, conferindo unidade ao conjunto.
Em ângulo com a casa, a capela dedicada a São José, apresenta uma fachada de linguagem mais movimentada, articulando, numa composição única, o portal e o janelão que se lhe sobrepõe. Este, eleva a linha da cornija, que acompanha o seu desenho contracurvado, repetido no frontão que remata o alçado. O interior é já neoclássico, gosto bem presente no retábulo-mor, de talha dourada e branca.
Uma última referência para os jardins, delimitados, no pátio fronteiro à fachada principal, por balaustres de cantaria e preenchido por canteiros de buxo. Noutras áreas, desenvolvem-se em patamares definidos por escadas e balaustradas, com tanques de granito envolvidos por japoneiras e composições de buxo, de formas fantasiosas, cuja cultura da topiaria, de influência inglesa, e introduzida na região pelas irmãs Pinto Basto, tanto caracterizaram os jardins de Basto.
Toda a propriedade é delimitada por um muro, aberto pelo portão principal, com dois torreões de granito, e rematado por um frontão com grinalda de ferro.
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Braga / Celorico de Basto / Veade, Gagos e Molares
- -
Outeiro -
Polícia:
LATITUDE
41.421221
LONGITUDE
-7.977021
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1500
1500, ou mesmo antes, com pretendem alguns autores (SILVA, 1958, p.
1789
1789, com D.
1791
1791, a par da fortuna herdada pelo seu casamento, em 1789, com D.
1958
1958, p.
1969
1969).
1977
1977 (ver Decreto) Desfrutando de uma implantação privilegiada, com vista para o vale e jardins em patamares com buxo...
1981
1981, p.
2000
2000, p.
0
IMAGENS
6
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Palácios e casas senhoriais do Minho STOOP, Anne de Edição 2000 Porto
Solares Portugueses AZEVEDO, Carlos de Edição 1988 Lisboa
Nobres Casas de Portugal SILVA, António Lambert Pereira da Edição 1958 Porto
Casas Senhoriais Portuguesas AZEVEDO, Francisco de Edição 1986 sl
Últimas Gerações de Entre Douro e Minho MACHADO, José de Sousa Edição 1931
Casas antigas do Concelho de Celorico de Basto Edição 1981 Celorico de Basto

Galeria de Imagens

Sem Imagens

Não foram encontradas imagens para este registo.

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Casa do Outeiro
Casa do Outeiro

Celorico de Basto

Ver Ficha
Capela do Senhor
Capela do Senhor

Mondim de Basto

Ver Ficha
Prédio da Rua de José Vitorino da Costa (Rua Velha)
Prédio da Rua de José Vitorino da Costa (Rua Velha)

Mondim de Basto

Ver Ficha
Casa da Cruz
Casa da Cruz

Celorico de Basto

Ver Ficha