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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Casa do Outeiro

Arquitectura Civil / Casa

Designação
Designação Atual
Casa do Outeiro
Outras Designações
Tipologia
Casa
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
As mais antigas referências que se conhecem sobre a Casa do Outeiro remontam ao século XVII, quando era seu proprietário Francisco Gonçalves. A história desta casa encontra-se intimamente ligada à da vizinha Casa da Boavista, não apenas pela proximidade arquitectónica que se verifica entre ambos os imóveis, mas também pelas ligações que, desde sempre, se estabeleceram entre os membros das duas famílias (STOOP, 2000, p. 213).
Não sabemos qual a configuração da casa ao tempo de Francisco Gonçalves, pois as informações disponíveis são muito incompletas. É possível, no entanto, que não fosse muito diferente do imóvel que hoje conhecemos, marcado pelo corpo rectangular de dois pisos e pela torre ameada, numa das extremidades. Na verdade, um incêndio ocorrido em 1860 danificou profundamente todo o edifício, obrigando à sua reconstrução nos anos finais desta centúria, por iniciativa de Inácio Xavier Teixeira de Barros, moço-fidalgo da casa Real, que optou por seguir o modelo anterior (IDEM).
Em todo o caso, os elementos que observamos na Casa do Outeiro revelam uma confluência de linguagens arquitectónicas que testemunham, por um lado, a emergência do neoclássico, principalmente ao nível dos interiores, e por outro, a manutenção de uma tradição arquitectónica com raízes nas centúrias de Seiscentos e Setecentos. O corpo longo e horizontal, rasgado por uma série de vãos simétricos e de desenho rectilíneo aponta para a depuração do século XVII (apesar da "modernidade" do número das janelas) e para a tendência nacional deste género de composição, onde os ritmos convergem, ao centro, para a entrada principal, encimada por pedra de armas. Neste caso, o portal abre-se não ao nível do andar nobre, mas no piso térreo, onde não encontramos as habituais dependências agrícolas, relegadas para um outro local externo ao edifício de habitação. A pedra de armas (escudo esquartelado dos Teixeiras, Macedos, Barros e Carvalhos), mantém-se no eixo da porta principal, fazendo elevar a linha da cornija, que desenha um frontão contracurvado. Todavia, surgem duas chaminés ao nível da fachada, que recordam os pináculos setecentistas, mas são bem uma marca do século XIX.
A torre, de origem medieval, e muito utilizada no período barroco, retoma aqui o seu lugar, obviamente sem o carácter defensivo de outros tempos, mas não prescindindo das ameias decorativas que a rematam. A capela, presença habitual na arquitectura civil solarenga, não encontrou lugar nestes anos avançados de Oitocentos.
No interior ganha especial interesse o átrio monumental, de distribuição do espaço interno, com a sua imponente escadaria de granito, pautando-se os salões por uma decoração neoclássica.
Uma referência final para os jardins, onde se encontra a habitual topiaria característica dos jardins de Basto, e para o adro fronteiro à fachada principal, delimitado por balaustrada de pedra, interrompida pela escadaria de acesso ao patamar inferior.
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)
Número do Processo
Lugar do Outeiro
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Braga / Celorico de Basto / Veade, Gagos e Molares
- -
Outeiro -
Polícia:
LATITUDE
41.419775
LONGITUDE
-7.975431
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1860
1860 danificou profundamente todo o edifício, obrigando à sua reconstrução nos anos finais desta centúria, por inicia...
1977
1977 (ver Decreto) As mais antigas referências que se conhecem sobre a Casa do Outeiro remontam ao século XVII, quand...
2000
2000, p.
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Solares Portugueses AZEVEDO, Carlos de Edição 1988 Lisboa
Palácios e casas senhoriais do Minho Obra

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