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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Forte de São Bruno

Arquitectura Militar / Forte

Designação
Designação Atual
Forte de São Bruno
Outras Designações
Tipologia
Forte
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Imóvel
Localizado em Caxias, junto à Ribeira de Barcarena, o Forte de São Bruno é um edifício de planta poligonal em forma de estrela com dois baluartes, que se desenvolve em torno de um pátio central quadrangular. A entrada no interior faz-se por um grande portal de arco pleno ladeado por pilastras, sobre o qual foi colocado o escudo de Portugal com a data 1647. Ao centro do pátio foi construída a casa forte, com cobertura abobadada.
História
A construção do Forte de São Bruno integrou-se no plano de reforma do sistema fortificado da costa marítima portuguesa levado a cabo no período posterior à Restauração da Independência. No ano de 1647, e decorrendo desta estratégia de reforçar a fronteira oceânica, neste caso específico o troço costeiro entre Lisboa e Cascais, D. João IV determinou que fosse edificado um pequeno forte no lugar de Caxias, destinado a intensificar a defesa da margem direita da barra do rio Tejo. Através do cruzamento de fogo desta nova fortificação com os fortes de Nossa Senhora do Vale e de Nossa Senhora de Porto Salvo, as três estruturas reforçavam a defesa de São Julião da Barra. O monarca nomearia D. António Luís de Meneses, conde de Cantanhede e Governador de Armas da Praça de Cascais, como responsável pela obra.
Tendo estado em pleno funcionamento durante a segunda metade de Seiscentos, o Forte de São Bruno seria desativado diversas vezes ao longo do século XVIII, devido aos frequentes assoreamentos a que estava sujeita.
No início da centúria seguinte foi integrado nas designadas Linhas de Torres, três linhas defensivas formadas por um conjunto de cerca de 150 fortalezas distribuídas entre Torres Vedras e Lisboa que asseguraram a defesa da capital durante a terceira invasão das tropas napoleónicas, entre 1810 e 1811.
No entanto, em 1815 dava-se notícia de que a fortaleza estava novamente assoreada e denotando sinais de degradação estrutural, sendo desativada sensivelmente na mesma época.
Nas décadas seguintes foi utilizado a título particular, até que em 1895 foi ocupado pela Administração Geral das Alfândegas, que ali instalou um posto fiscal, a funcionar somente a partir dos primeiros anos do século XX. A Guarda Fiscal ocuparia o espaço até 1946, data em que o imóvel foi cedido à Mocidade Portuguesa.
Na segunda metade do século foi intervencionado algumas vezes: entre 1952 e 1958 seria objeto de obras de consolidação levadas a cabo pela DGEMN, organismo que voltou a dirigir um projeto de recuperação da estrutura entre 1982 e 1986, e a obras de reabilitação entre 1997 e 2000, tendo neste último a parceria da Câmara Municipal de Oeiras.
À semelhança da maioria das fortalezas que pontuam a costa Lisboa-Cascais, o Forte de São Bruno está classificado como de interesse público, com decreto de 1978. Atualmente é a sede de honra da Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos, que aí comemora o seu dia aniversário.
Catarina Oliveira
DGPC, 2022
Diploma de Classificação
Decreto n.º 95/78, DR, I Série, n.º 210, de 12-09-1978 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12736627
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Oeiras / Oeiras e São Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias
Avenida Marginal
Caxias -
Polícia:
LATITUDE
38.697877
LONGITUDE
-9.274798
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1647
1647.
1810
1810 e 1811.No entanto, em 1815 dava-se notícia de que a fortaleza estava novamente assoreada e denotando sinais de d...
1811
1811.No entanto, em 1815 dava-se notícia de que a fortaleza estava novamente assoreada e denotando sinais de degradaç...
1815
1815 dava-se notícia de que a fortaleza estava novamente assoreada e denotando sinais de degradação estrutural, sendo...
1895
1895 foi ocupado pela Administração Geral das Alfândegas, que ali instalou um posto fiscal, a funcionar somente a par...
1946
1946, data em que o imóvel foi cedido à Mocidade Portuguesa.Na segunda metade do século foi intervencionado algumas v...
1952
1952 e 1958 seria objeto de obras de consolidação levadas a cabo pela DGEMN, organismo que voltou a dirigir um projet...
1958
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1978
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1982
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1986
1986, e a obras de reabilitação entre 1997 e 2000, tendo neste último a parceria da Câmara Municipal de Oeiras.À seme...
1997
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2000
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Fortificações da foz do Tejo SANTOS, Cristina Próspero dos Edição 2012 Lisboa
"Do rigor teórico à urgência prática: a arquitectura militar", História da Arte em Portugal, vol. 8 MOREIRA, Rafael Edição 1986 Lisboa
Fortificações marítimas do concelho de Oeiras CALLIXTO, Carlos Pereira Edição 1986 Oeiras
Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa AZEVEDO, Carlos de, FERRÃO, Julieta, GUSMÃO, Adriano de Edição 1963 Lisboa
Plano de Salvaguarda do Património Construído e Ambiental do Concelho de Oeiras SOROMENHO, Maria Isabel, RIBEIRO, Cristina Pintassilgo, BATALHA, Elisa Galrão Edição 1999 Oeiras
Memórias da linha de Cascais COLAÇO, Branca de Gonta, ARCHER, Maria Edição 1943 Cascais
"Oeiras e o complexo histórico-militar de defesa da barra do Tejo", Oeiras - A Terra e os Homens, 1.º Ciclo de Estudos Oeirenses, pp. 169-195 BARROS, Maria de Fátima Rombouts, BOIÇA, Joaquim Manuel Ferreira Edição 1998 Oeiras

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